"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mondioring



História
Esta modalidade canina surgiu, nos anos 80, a partir da fusão dos diversos regulamentos de Ring (provas de selecção de cães de utilidade policial sendo a prova de defesa efectuada em fato de protecção completo), que já existiam à cerca de 100 anos em países como a Bélgica. a França, a Holanda, a Suíça, entre outros, em que os exercícios eram executados de forma diferente embora com o mesmo objectivo final
Esta fusão visou uniformizar os regulamentos e permitir realizar um Campeonato do Mundo de Ring em que todos os países pudessem participar, de modo a ser possível seleccionar os cães mais aptos física e psicologicamente a nível mundial para posteriormente servirem de reprodutores das diferentes raças, bem como evidenciar os melhores treinadores de cães a nível mundial.
O Mondioring divide-se   em 3 níveis de dificuldade crescente, Mondioring 1, Mondioring 2 e Mondioring 3. Em cada prova os cães têm que executar exercícios de Obediência, exercícios de Saltos e exercícios de Provas de Coragem.

Composição de uma prova de Mondioring

1.Obediência: o cão tem de executar os seguintes exercícios: recusa de alimento, andar ao lado sem trela, ficar deitado sobre distracções, executar posições (sentar, deitar, de pé) à distância, ir buscar um objecto variado e traze-lo ao dono, enviar em frente com chamada ao dono, diferenciação de um objecto entre iguais pelo odor.

2. Saltos: o cão tem de efectuar um salto vertical de ida e volta, cuja altura pode ser de 1 metro a 1.20 metros; um salto em comprimento que vai desde os 3 metros até aos 4, e transposição de uma palissada (parede vertical lisa) com altura entre 1,70 metros e 2,30metros.

3. Prova de Coragem: o cão tem de efectuar os seguintes exercícios: defesa do dono, guarda de objecto, ataque frontal com bastão (cana Bambu), ataque em fuga com disparos, ataque interrompido, ataque com acessórios, ataque com obstáculos, procura e escolta de malfeitor

Exercicios:
Obediencia

São compostos pelos seguintes exercícios:
  1 - Andar junto ao dono: Neste exercicio o cão tem de andar sempre na lateral do dono, independentemente do percurso definido e dos obstáculos encontrados. O dono não pode dar qualquer ordem a não ser a inicial, e o cão vai sem trela ou coleira.
  2 - Em frente: O cão terá de fazer uma linha recta, que poderá atingir aproximadamente 50 mts, e voltar ao comando do dono.
  3 - Apport: Neste exercício o cão terá que ir buscar, à ordem, o objecto lançado pelo dono e trazê-lo imediantamente.
  4 - Deitado sobre distrações: o cão terá de ficar deitado num determinado local, sem poder alterar o seu posicionamento, sózinho, durante 1 minuto, resistindo a todas as distrações cujo propósito é fazê-lo sair daquele sitio e posição.
  5 - Posições: à distância, o dono comanda o seu cão ordenando-lhe uma sequência de posições (sentado, deitado e de pé) definida pelo juiz.
  6 - Recusa de alimento: sem a presença do dono, o cão tem de recusar os deliciosos alimentos que os figurantes lhe vão oeferecer.
  7 - Blocos: O cão terá de ir reconhecer o bloco de madeira largado pelo seu dono (odor) no meio de outros blocos.

Coragem

São compostos pelos seguintes exercícios:
   1 - Defesa do dono: O cão terá de ver que é que "bate" no seu dono e defendê-lo, independente das distrações ou pressões a que possa ser sujeito.
   2 - Ataque frontal com bastão: O cão terá que, à ordem do dono, neutralizar o homem que, com uma pau o ameaça e tenta dissuadir.
   3 - Ataque em fuga com disparos: Imaginem um bandido em fuga, o dono não o consegue apanhar e dá a ordem ao cão para o neutralizar, tendo que suportar o barulho dos tiros, sem medos.
   4 - Ataque interrompido: um desenvolvimento da anterior, mas com uma nuance, dado que o dono decide que o bandido já não é para ser neutralizado pelo seu cão. Apesar do cão já estar em marcha, à distancia o dono comanda-o para voltar. Quanto mais proximo do suspeito em fuga for dada essa ordem, maior o grau de dificuldade e, obviamente, mais pontos.
   5 -  Ataque com obstáculos: apesar do suspeito poder estar "protegido" por algum obstáculo, o cão tem de o saltar e sem temores, neutralizar o suspeito.
   6 - Procura e escolta do suspeito: No campo encontra-se um homem escondido que o cão tem de procurar. Uma vez encontrado, tem de o escoltar sem comando do dono e sem nunca morder, excepto se este tentar fugir.


O porque de cada exercício?
O Mondioring coloca em primeiro lugar as qualidades genéticas e físicas do cão.
Os saltos no grau três são: 2,30 m na PALIÇADA, No salto em distancia de 4 m. Salto livre de 1,2 m.
Os cães capazes de fazer tais saltos provavelmente não tem displasia e não a transmitirão a seus filhos.
A presença de cães no ring trabalhando há mais de 45 minutos é um animal resistente e rústico.
Você também deve ter um grande equilíbrio e autocontrole. Por exemplo, durante a guarda do condutor o cão deve ter a noção do que é provocação e do que é uma agressão física real.
Deve ter sentido do olfato: Enviar o cão e este encontrar e identificar um objeto deixado por seu condutor no meio de outros.
Deve ter agilidade e destreza para morder o homem assistente (há) em movimento e sem deixá-lo escapar.

Qualidades
O cão para o Mondioring tem que ser robusto, ter reflexos rápidos, ter uma grande resistência à fadiga e ao calor, forte capacidade de impulsão, possuir uma grande elasticidade, ser psiquicamente capaz de permanecer numa atitude de tranquilidade, apesar das fortes provocações a que é submetido e caso necessário rapidamente passar a um estado de acção em segundos. Necessita igualmente de ter espírito de iniciativa, mesmo perante uma situação desconhecida, para saber quando e como actuar e permanecer indiferente ás provocações de que é alvo.

Raças mais utilizadas
São os Pastores Belgas, em especial a variedade Malinois, o Tervueren, alguns Lakenois e Groenendael (muito poucos), que há 100 anos são selecionados pelas modalidades de RING, logo seguidos pelos Pastores Alemães de linhas Francesas que há cerca de 50 anos, são seleccionados por alguns criadores em França, seguidas pelos Pastores de Beauce, pelos Pastores de Brie, entre outros
Para poderem competir nesta modalidade, os exemplares têm que previamente ser considerados APTOS num TESTE DE SOCIABILIDADE, caso mostrem o menor desequilíbrio de carácter, instabilidade ou agressividade, são imediatamente suspensos.

Conselhos úteis
Adquirir um Cão para a prática desta modalidade certifique-se que o cão tem origens de Ring (Francês, Belga, etc...) ou Mondioring e de preferência peça a opinião de alguém que esteja por dentro da modalidade.





sábado, 27 de outubro de 2012

Provas Praticas para Cão de Agua Português


Objectivos e propostas


As Provas de Trabalho têm como objectivo, fomentar as aptidões naturais dos exemplares a elas concorrentes, tendo em vista o melhoramento dos aspectos funcionais da Raça.
Desenvolver, despertar e expandir nos criadores, proprietários e público em geral, as Provas de Trabalho como uma actividade cultural, desportiva e de utilidade pública, através de acções informativas e educativas durante as Provas.
Estas Provas têm como objectivo dar continuidade ao trabalho efectuado por esta Raça durante muitos anos, no desempenho a bordo dos barcos de pesca, como grande auxiliar do pescador.


Organização

As Provas de Trabalho são organizadas e supervisionadas pela 4ª Comissão – Subcomissão de Cães de Água do Clube Português de Canicultura.
Poderão ser organizadas por uma Entidade Oficial, Clubes da Raça ou Clubes filiados no Clube Português de Canicultura, sob autorização da 4ª Comissão – Subcomissão de Cães de Água.

As Provas Práticas de Trabalho para Cão de Água Português são compostas por:

1 - Provas Práticas de Trabalho – Nível I.



Nível I - Prova A

Natação (Velocidade)

1 - A origem desta prova tem como objectivo recriar uma das funções dos Cães de Água, que era entregarem mensagens de navio para navio, seguindo as ordens dadas. O Juiz avalia nos exemplares as características de temperamento perante a água e de natação, tendo em atenção os seguintes pontos:

a - Comportamento perante a água.
b - Velocidade entre bóias.
c - Estilo e ritmo de natação.
d - Obediência.


2 - Esta avaliação é feita ao longo de um percurso triangular definido pelo ponto de partida/chegada e por duas bóias colocadas a igual distância, mais ou menos 15 m, e distanciadas entre si cerca de 15 m também.

Inicio de prova

- O exemplar inicia a prova partindo da posição de sentado à esquerda do condutor e sem trela. Á sua ordem deve dirigir-se para a água e entrar, efectuando o percurso acompanhado do condutor.
- Para finalizar a prova o condutor dirige-se para o local de partida/chegada e o exemplar vai sentar-se à esquerda do condutor.
- A velocidade pontuada é a efectuada no percurso entre bóias, que será cronometrada.
- O exemplar que não entrar na água ou não contornar a primeira bóia será desclassificado, podendo no entanto continuar em prova, mas será classificado atrás do último exemplar que concluir a primeira prova independentemente da pontuação obtida nas restantes provas.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:

Comportamento perante a água de 0 a 5 pontos
Percurso Completo de 0 a 5 pontos
Estilo e Ritmo de Natação de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos

-O tempo entre bóias será pontuado conforme o número de exemplares em prova, o primeiro terá a pontuação mais elevada, e o mais lento a mais baixa (1 ponto). 

de 1 a X pontos



Nível I - Prova B

Recuperação de objecto flutuante

1 - A origem desta prova é recriar uma das funções do Cão de Água a bordo dos barcos de pesca que era recuperar os objectos que caiam pela borda fora, peixes que soltavam dos anzóis e salvar vidas humanas. O Juiz nesta prova avalia a forma como o Cão recupera um objecto arremessado para a água, a perícia em nadar com o objecto na boca e a entrega à mão, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Atenção à marcação do ponto de queda.
b - Forma como abocar o objecto.
c - Entrega do objecto.
d - Obediência.

Inicio de prova

- Durante o lançamento do objecto para a água o Cão mantêm-se sentado sem trela à esquerda do condutor. O objecto deve ser lançado pelo condutor, para o meio das bóias e a igual distância. No caso do lançamento não ser correcto, por ser curta a distância, ou fora das bóias, o Juiz deve mandar repetir o lançamento.
- Para recuperar o objecto o cão sai à ordem do condutor, depois deste ter lançado o objecto, e deve nadar directamente para o objecto, sem hesitar ou mudar de direcção, e abocar à primeira tentativa.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o deixar cair, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega-lhe o objecto à mão e vai sentar-se no lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado, se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- Os Exemplares que não recuperarem o objecto não serão pontuados nesta prova.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:

Marcação do ponto de queda do objecto de 0 a 5 pontos
Forma de abocar o objecto de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível I - Prova C

Mergulho com recuperação de objecto submerso

1 - A origem desta prova é de recriar as funções que os Cães de Água tinham a bordo dos barcos de pesca, que era recuperarem os objectos que caíam ao mar e se afundavam. O Juíz nesta prova avalia a forma como o cão prepara o mergulho básico (cabeça submersa) e recupera o objecto submerso no mínimo 0,5 a 1m, tendo em atenção os seguintes pontos:

a - Preparação e forma de mergulhar
b - Resultado da recuperação
c - Forma como entrega à mão
d - Obediência

Início de prova

- O exemplar inicia a prova na posição de sentado a esquerda do condutor. Á sua ordem dirigem-se para a água até o Cão perder pé, o condutor liberta o objecto que deve ficar submerso e afasta-se. O cão para recuperar o objecto deve no mínimo submergir completamente a cabeça.
- O Juiz deve ter em atenção as condições de visibilidade subaquática e a ondulação, que podem ter influência na recuperação do objecto. Nestes casos o Juiz pontua os exemplares que prepararem de forma correcta e mergulharem para tentar recuperar o objecto.
- A entrega do objecto depois da recuperação efectua-se em terra devendo o condutor posicionar-se no local de inicio da prova. O Cão deve trazer o objecto sempre na boca, sem o deixar cair, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega-lhe o objecto à mão e vai sentar-se no lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- O Juíz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:

Preparação para o mergulho de 0 a 5 pontos
Resultado da recuperação de 0 a 5 pontos
Modo como entrega à mão de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos




2 - Provas de Campeonato Nacional de Trabalho – Nível II.


Nível II - Prova A

Natação (Resistência)

1 - A origem desta prova tem como objectivo recriar uma das funções dos Cães de Água que era entregarem mensagens de navio para navio seguindo as ordens dadas, por vezes os Cães tinham que nadar distâncias consideráveis e tinham que permanecer bastante tempo dentro de água. O Juiz avalia nos exemplares as características de temperamento perante a água e de natação, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Comportamento perante a água.
b - Resistência.
c - Estilo e ritmo de natação.
d - Obediência.

2 - Esta avaliação é feita ao longo dum percurso em que o condutor e o exemplar devem contornar as bóias colocadas, várias vezes, até atingirem o tempo de dois minutos.

Inicio de prova

- O exemplar inicia a prova partindo da posição de sentado à esquerda do condutor e sem trela. À sua ordem deve dirigir-se para a água e entrar, efectuando o percurso acompanhando o condutor.
- O exemplar que não entrar na água, ou não permanecer no mínimo 2 minutos dentro de água a nadar, será desclassificado.
- Para finalizar a prova o condutor dirige-se para o local de partida/chegada e o exemplar vai sentar-se à esquerda do condutor.
Comportamento perante a água de 0 a 5 pontos
Resistência de 0 a 5 pontos
Estilo e Ritmo de Natação de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível II - Prova B

Recuperação duma linha flutuante com bóias (Simulação de rede)

1 - A origem desta prova tem como base o facto de que nos barcos os cães detectavam e recuperavam as redes que se tinham partido ou perdido e que andavam à deriva nas ondas, ou bocados de rede que se partiam. O Juíz avalia os exemplares, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Atenção à marcação do ponto de queda.
b - Forma como abocar o objecto.
c - Entrega do objecto.
d - Obediência.

Inicio de prova

- Durante o lançamento do objecto para a água o Cão mantêm-se sentado sem trela à esquerda do condutor. O objecto deve ser lançado pelo condutor, para o meio das bóias e a igual distância. No caso do lançamento não ser correcto, por ser curta a distância ou fora das bóias, o Juiz deve mandar repetir o lançamento.
- Para recuperar o objecto o cão sai à ordem do condutor, depois deste ter lançado o objecto, e deve nadar directamente para o objecto, sem hesitar ou mudar de direcção, e abocar à primeira tentativa.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca, sem o soltar, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega-lhe o objecto à mão, e vai sentar-se no lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- Os Exemplares que não recuperarem o objecto não serão pontuados nesta prova.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Marcação do ponto de queda do objecto de 0 a 5 pontos
Forma de abocar o objecto de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível II - Prova C

Mergulho profundo com recuperação de objecto submerso

1 - A origem desta prova é recriar as funções que os Cães de Água tinham a bordo dos barcos de pesca, que era recuperarem os objectos que caíam para o mar e se afundavam. O Juíz nesta prova avalia a forma como o cão mergulha, a uma profundidade estimada entre 1 a 1,5 metros e recupera o objecto submerso, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Preparação e forma de mergulhar
b - Resultado da recuperação
c - Forma como entrega à mão
d - Obediência

Início de prova

- O exemplar inicia a prova na posição de sentado à esquerda do condutor e sem trela, à sua ordem dirigem-se para a beira da água, o condutor lança o objecto que deve ficar submerso no mínimo 1 metro, e dá ordem para o cão recuperar o objecto. Este deve mergulhar completamente o corpo.
- O Juiz deve ter em atenção as condições de visibilidade subaquática e a ondulação, que podem ter influência na recuperação do objecto. Nestes casos o Juiz pontua os exemplares que prepararem de forma correcta e mergulharem para tentar recuperar o objecto.
- A entrega do objecto depois da recuperação efectua-se em terra devendo o condutor posicionar-se no local de inicio de prova. O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o soltar, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega o objecto à mão e vai sentar-se do lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado, se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Preparação para o mergulho de 0 a 5 pontos
Resultado da recuperação de 0 a 5 pontos
Modo como entrega à mão de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


3 - Provas de Campeonato Internacional de Trabalho – Nível III.


Nível III - Prova A
Natação, seguindo ordens, entre barco-terra-barco

1 - A origem desta prova tem como objectivo recriar uma das funções dos Cães de Água que era entregarem mensagens de navio para terra e volta, seguindo ordens dadas. O Juiz avalia nos exemplares as características de temperamento perante a água e de natação, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Comportamento perante a água.
b - Estilo, ritmo e velocidade de natação.
c - Transporte e entrega de objecto
d - Obediência.

Início de prova

- Esta avaliação é feita ao longo de um percurso entre um barco ancorado a 20 metros de terra e volta.
- O Exemplar salta do barco à ordem do condutor, nada até terra, senta-se à frente do 2º condutor, aboca o objecto que lhe é entregue, nada até ao barco e faz a entrega do objecto ao 1º condutor.
- O 1º condutor só pode dar ordem ou incentivar o cão no salto para a água e por voz, ao 2º condutor só é permitido dar à boca o objecto e dar ordem verbal para a entrega do objecto ao 1º condutor. Qualquer outro tipo de intervenção pode originar a desclassificação do exemplar.
- Os percursos a percorrer pelo exemplar são cronometrados.
- Juíz pontua os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Salto para a água e ritmo de natação de 0 a 5 pontos
Capacidade para se manter no percurso de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível III - Prova B

Recuperação de objecto flutuante a partir do barco (Rede de pesca)

1 - A origem desta prova: a bordo dos navios os cães tinham a responsabilidade de recuperarem os objectos que caíam pela borda fora. O Juíz avalia a capacidade dos cães de saltarem para a água, recuperarem o objecto e subirem para bordo, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Salto para a água e marcação do objecto
b - Forma de abocar o objecto
c - Entrega do objecto.
d - Obediência.

Início de prova

- Durante o posicionamento do objecto na água o Cão mantêm-se sentado no barco sem trela. O objecto deve ser posicionado pelo Comissário, a uma distância de 10 metros.
- Para recuperar o objecto o cão sai à ordem do condutor, deve nadar directamente para o objecto sem hesitar ou mudar de direcção, e abocar à primeira tentativa.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o soltar e nadando directamente para o condutor. O Cão entrega o objecto à mão do condutor e sobe a rampa.
- Os Exemplares que não recuperarem o objecto não serão pontuados.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Salto para a água e marcação do objecto de 0 a 5 pontos
Forma como recupera o objecto de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível III - Prova C

Mergulho profundo a partir do barco com recuperação de objecto submerso

1 - A origem desta prova é recriar as funções que os Cães de Água tinham a bordo dos barcos de pesca, que era recuperarem os objectos que caíam para o mar e se afundavam. O Juíz nesta prova avalia a forma como o cão mergulha a uma profundidade estimada entre 1,5 a 2 metros e recupera o objecto submerso, tendo em atenção os seguintes pontos:

a - Salto para a água e forma de mergulhar
b - Resultado da recuperação
c - Forma como entrega à mão
d - Obediência

Início de prova

- O exemplar inicia a prova na posição de sentado. O condutor lança o objecto a cerca de 2 metros de distância e este deve afundar à profundidade mínima de 1,5 metros, o cão mergulha e recupera o objecto.
- O Juiz deve ter em atenção às condições de visibilidade subaquática e a ondulação, que podem ter influência na recuperação do objecto. Nestes casos o Juiz pontua os exemplares que preparem de forma correcta, saltem sem hesitar e mergulhem para tentar recuperar o objecto.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o soltar, nadar directamente para o barco, entregá-lo à mão do condutor e subir depois a rampa.
Salto para a água e forma de mergulhar de 0 a 5 pontos
Resultado da recuperação de 0 a 5 pontos
Modo como entrega à mão de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Fonte:  -Associação para a Protecção do Cão de Água Português
http://casacalado-sport.blogspot.pt/

domingo, 7 de outubro de 2012

Mushing


História

Os cães de trenó coexistem e colaboram com o homem desde há milhares de anos como foi recentemente comprovado por alguns antropologistas e arqueólogos.
Parece evidente que, em regiões de clima particularmente agreste como acontece no Artico, a vida humana não seria possível sem a existência destes cães.
Estes asseguravam o transporte de pessoas e carga através das superfícies permanentemente geladas do pólo sendo progressivamente seleccionados e treinados para o efeito. 
Pouco a pouco esta necessidade foi sendo superada por outros meios e a pratica de transporte em trenó puxado por cães deu origem ao desporto de competição denominado Mushing
Em 1850 existe já uma descrição de uma travessia entre Winnipeg e St. Paul na América do Norte em que foram utilizados estes cães com intuito competitivo.
O mushing surgiu, como desporto, no início do século XX no Alasca e foi-se lentamente difundindo a outros povos, climas e civilizações.
O aumento de popularidade e a crescente divulgação na imprensa tiveram como consequência a integração deste desporto nas primeiras olimpíadas de Inverno em 1932 na América do Norte. Esta corrida teve lugar em Lake Placid com equipas de 7 cães em 2 mangas de 40 Km cada.
Em 1952 nas Olimpíadas de Oslo, os cães de trenó voltaram a estar presentes como modalidade de demonstração com a variante de pulka.
Aguarda-se a integração definitiva deste desporto como modalidade oficial nos Jogos Olímpicos de Inverno.


A Escolha de um Cão

A aquisição de um cão deverá ser seriamente ponderada. 
Muitas vezes o desejo de possuir um cão é passageiro, ou porque é moda, ou porque pretendemos contentar as crianças. Outra situação bastante frequente é a escolha da raça não ser a mais adequada ao dia-a-dia ou personalidade de cada um. Devemos informar-nos muito bem sobre todas as características do cão que pretendemos adquirir, para que mais tarde não nos venhamos a arrepender.
Um cão não é um Brinquedo com que se brinca durante algum tempo e depois se deita fora.
Um Cão é um Ser Vivo com Características muito próprias e Sentimentos.
É por esta razão que consideramos de primordial importância a escolha do cachorro ideal para a prática do mushing.
Os cães mais utilizados são os descendentes das raças nórdicas e seus cruzamentos (huskies, malamutes, samoyedos, gronelandeses, alascanos) ou cães de caça (pointers, bracos, setters, etc.).
Estas raças são as que, pelas suas características morfológicas e temperamentais, mais se adaptam à vida em matilha e à corrida.
Trata-se de cães especialmente rápidos cuja criação não segue nenhum padrão fixo da raça, mas há características a ter em atenção como: rapidez, resistência, fidelidade e inteligência.



Equipamento Básico Indispensável para a Iniciação à Prática do Mushing

Como em qualquer disciplina desportiva, em que se utilizam materiais/equipamentos próprios para cada modalidade, o Mushing não é excepção. Assim, iremos referir qual é o equipamento elementar para que se possa praticar esta apaixonante modalidade:
Arneses
Coleiras
Linhas e Mosquetoes
Stake - Out
Trenó (Para praticar na Neve)
Triciclo Ou kart (Para praticar em terra/trilhos). 
Neckline – Linha que une os cães-líder pela coleira;
Gangline – Linha Fixa, que sai da linha central e que prende os cães pela coleira;
Tugline – Linha que une a parte de trás do arnês à linha central.
Amortecedor – A linha que une a linha central ao triciclo/trenó. É aconselhável com qualquer número de cães, já que absorve os choques das travagens bruscas.
Corrente para Stake Out - Linha ou Corrente que prende os cães ao chão.
Luz Frontal (Lâmpada para a cabeça, utilizada em corridas nocturnas), Mosquetões de Bronze, Trela Suplementar, Capacete, Roupa e Calçado apropriado, Faca ou Alicate (no caso de linhas com cabo de aço) e Estojo de Primeiros Socorros.


Alguns tipos de corridas

Corrida – É a competição entre várias equipas da mesma classe, que pode ser realizada em 1 ou mais mangas. Uma manga é a execução de todo o percurso de uma vez só, podendo realizar-se várias, em diferentes dias ou não. A soma total dos tempos das várias mangas determinará a classificação final.

Sprint – São corridas executadas numa distância relativamente curta (1,5 km x nº máximo de cães da Classe) permitindo assim às equipas percorrerem-no em alta velocidade.

Corridas de Distancia – Dividem-se em Média e Longa Distância. As corridas de Média Distância normalmente são inferiores a 500 Kms, considerando-se corridas de Longa Distância todas as superiores.
Estas corridas podem realizar-se em várias etapas consecutivas com Kilometragens definidas ou podem ter apenas um Ponto de Partida e um Ponto de Chegada, onde os concorrentes utilizam as suas próprias tácticas e decidem qual o nº de kilómetros a percorrer.

Stage races – São as corridas realizadas por etapas.


Classes
CN – Ilimitada
C10 – Máximo 10 Cães
C8 – Máximo 8 cães
C6 – Máximo de 6 Cães e Mínimo de 4
C4 – Máximo de 4 Cães e Mínimo de 2
C2 – Máximo de 2 Cães (Puxando Bicicleta, Triciclo ou Trenó. Pontua apenas etapa a etapa, e não para classificação geral)
Classe Júnior – Idades compreendidas entre os 14 e 16 anos


Categorias
As Classes subdividem-se nas seguintes categorias:
O – Equipa onde exista pelo menos um cão não nórdico, ou sem Registo (LOP).
A – Equipa constituída por cães nórdicos, registados (LOP), onde exista pelo menos um Husky Siberiano
B – Equipa exclusivamente composta por Samoiedos, Gronelandêses ou Malamutes do Alaska, com Registo (LOP)


A equipa é composta por Cães, Musher e Handler.
Musher – A pessoa que conduz o triciclo ou o trenó e que treina os cães.
Handler – O ajudante do Musher, na partida e depois de terminada a corrida.
Leader dog (cao lider) – O cão colocado na frente, normalmente o mais obediente e dominante. 
Swing dog – O cão que se localiza no meio da linha.
Wheel dog – O cão que se encontra imediatamente a seguir ao Triciclo/Trenó; são normalmente os cães com mais força.


Ordens Utilizadas
GO – Ordem de Partir dada pelo Musher
Gee – Ordem dada pelo Musher para viragem à direita
Haw – Ordem dada pelo Musher para viragem à esquerda
Easy – Ordem dada pelo Musher para abrandar o andamento
Stop – Ordem dada pelo Musher para parar
Come Gee – Ordem de inversão de marcha pela direita dada pelo Musher
Come Haw – Ordem de inversão de marcha pela esquerda dada pelo Musher
As ordens podem variar de musher para musher, cada um adoptando a sua própria forma de motivar a equipa.


Utilidade e Vantagens da pratica do desporto

 O desporto seja qual for a modalidade em que é praticado é uma escola de princípios e uma forma saudável de orientar e converter a energia em prazer a curto, médio e longo prazo.
 A prática de um desporto é um treino de vida.
 O mushing mais do que um desporto é uma forma de pensar e de viver.
 O convívio e treino sistemático e constante dos cães requer rigor na atitude, generosidade e abnegação no dia a dia e não só durante a época competitiva.
 Vem de há alguns séculos esta relação simbiótica entre cães e homens em que a troca de serviços imprescindíveis à sobrevivência de uns e outros é mediada pela relação afectiva que instintivamente se estabelece.
 Treinar e liderar uma equipa exige a dedicação e cumplicidade necessárias para ultrapassar os problemas e dificuldades inerentes à pratica de qualquer desporto.
 O mushing como desporto alia a necessidade de mostrar e confrontar o conhecimento e domínio da técnica com as capacidades adquiridas em equipa. Mushers e cães têm protagonismo por igual.
 É na objectividade da sã competição que se aprende a ganhar com humildade e a perder com dignidade, respeitando sempre uns e outros e, rejeitando de forma instintiva a mentira, a desonestidade e a cobardia.

Urban Mushing


Para Mais informações sobre o desporto: 

Federação Portuguesa de Mushing – federacaoportuguesamushing@yahoo.com — tel. 217955176 / 917235792 – Fax. 217955291
Mushing Clube Portugal – mushingclubeportugal@yahoo.com — tel. 919947327


Livros
Manuel Pratique du Traineau a chiens – Sophie Licari
Born to Pull – Cary, Bob and Gail de Marcken
The Siberian Husky – Michael Jennings
El Gran Libro del Husky Siberiano – Jessica Vallerino
Running North, a Yukon Adventure – Cook, Ann Mariah
Alascan Malamute – Salvador Gomez
Samoyedo – Salvador Gomez


Fonte:huskysiberian.forumeiros (Texto Completo)






sábado, 15 de setembro de 2012

O Condicionamento do Atleta Canino


Por Karen Bird, DVM

A capacidade de execução de uma actividade tem três elementos críticos: genética, treino e nutrição.

A genética providencia o atleta canino com capacidade física e disposição mental. A configuração, tamanho do coração e isenção de doenças das articulações são todas influenciadas pela genética.

O treino necessita de ser abordado com senso comum. Se está a treinar um novo cão, uma visita ao veterinário para avaliar o vigor do coração, pulmões e articulações é aconselhável. Mudanças no treino e na dieta devem ser implementadas pelo menos com oito semanas de antecedência em relação ao evento. Começar devagar para aumentar a condição física fará que o treino se torne seguro para o seu cão. Tenha a certeza de que inclui tempo de aquecimento e arrefecimento. Tenha atenção à temperatura e humidade. Usualmente, é melhor treinar de manhã cedo e à tardinha ou noite, quando as temperaturas e humidade baixam.

Conheça o seu cão. Sinais de excesso de aquecimento incluem arquejar, salivar, gengivas vermelhas, diarreia, fraqueza e aumento dos batimentos cardíacos. Um aumento da temperatura corporal em 2-3ºC pode conduzir a uma insolação. Se desconfia que o seu cão aqueceu demais, reduza a sua temperatura com água fria ou morna. A água gelada causará uma contracção dos vasos sanguíneos da pele, aprisionando o excesso de calor no corpo.

Verifique as almofadas dos pés do seu cão. As almofadas endurecem com o trabalho. Este processo pode ser abreviado usando um agente endurecedor disponível no mercado. Uma das funções das almofadas é servir de mecanismo de arrefecimento. Portanto, quando trabalham em superfícies quentes, as almofadas tornam-se menos eficientes em contribuir para a perca de calor. Deve-se também ter cuidado quando se trabalha com tempo muito frio, na proximidade de químicos usados para descongelar estradas, visto que causam irritação nas almofadas.

A altitude é outro aspecto do condicionamento, que não deve ser esquecido. A altitude traz maior preocupação quando se trabalha em elevações superiores a 1,5 Km. Um animal a exercitar-se a grandes altitudes tem menos oxigénio disponível. Estes animais experimentarão ritmos elevados de batimento cardíaco e respiração e cansar-se-ão mais rapidamente. Gravidez, anemia e pneumonia tornarão também a respiração mais difícil a grandes altitudes. O corpo leva 3 a 4 semanas a adaptar-se a mudanças de altitude, aumentando os globos vermelhos no sangue, o volume torácico e a produtividade do coração.

Finalmente, um atleta canino necessita alimentar-se de comida da melhor qualidade para atingir o máximo da performance. Os atletas caninos estão classificados como atletas de velocidade (exercício intenso com menos de 2 min.), média intensidade (exercício que dure de minutos a horas) e de fundo (exercício que dure várias horas). Cada atleta necessita de uma dieta completamente diferente.

As necessidades de energia dos atletas de média intensidade e de fundo são conseguidas aumentando a gordura e proporcionando uma dieta com mais de 80% de digestibilidade. A hora da refeição não deve ultrapassar as 4 horas antes do evento. Porque os níveis de actividade do atleta de média intensidade variam muito, deve-se manter uma grande vigilância na sua condição física.

O aproveitamento das calorias varia muito consoante o tamanho do cão. O calor e a humidade aumentam o uso das calorias. O trabalho a grandes altitudes aumenta o uso das calorias, assim como trabalhar em areia, relva alta ou terreno irregular.

Aumentar a gordura na dieta pode promover danos nas membranas celulares. Suplementos de vitamina E e C podem minimizar este tipo de dano. Alguns nutricionistas caninos sentem que suplementos de vitamina C são necessários para suportar grandes níveis de trabalho. Um autor sugere até 136 mg/kg/dia, divididos em três doses. Suplementar com vitamina C a tais quantidades pode provocar diarreia, se não for introduzido devagar.

Muito importante, tenha sempre a certeza de que o seu cão tem abundância suficiente de água. DIVIRTA-SE!  

Tradução Ana Rita Cunha

sábado, 1 de setembro de 2012

Pastoreio


O pastoreio é uma das actividades mais antigas realizadas pela equipa homem-cão. A sua origem deve-se da necessidade do homem de manter largos rebanhos e de os controlar. Sendo o cão o seu companheiro, uma relação de entre ajuda se formou.
Os primeiros cães de pastoreio eram animais grandes, algo difíceis de controlar, mas que mesmo assim ajudavam a guiar e conduzir ovelhas.

Conforme as necessidades do homem foram mudando, vários tipos de cães com diferentes características foram cruzados na procura do cão pastor ideal. Somente os cães de uma ninhada que interessavam ou mostravam as capacidades que o homem procurava eram permitidos cruzar.

A medida que os séculos passaram e a modernização chegou, o cão pastor deixou de ser tão útil, apesar de em muitos países ainda se usarem em quintas e herdades, mantendo as funções para os quais foram criados.


As provas de pastoreio foram uma forma de incentivar as pessoas a continuarem esta actividade com os seus cães no meio do nosso mundo moderno. Não há indivíduo que não se maravilhe com o trabalho de equipa e cooperação entre o pastor e o seu cão.


REGULAMENTO NACIONAL DE PROVAS PARA CÃES PASTORES

Nivel I

Descrição do percurso

A prova tem início no poste onde o pastor se deverá colocar com o seu cão já sem trela. O pastor, sem se deslocar da sua posição, envia o cão em frente por uma das extremas (esquerda ou direita) até a um local previamente delimitado por duas bandeirolas, onde deverá parar o cão.
Após a paragem, o cão é de novo enviado em frente devendo chegar com suavidade ao rebanho e conduzi-lo em direcção a uma porta por onde deverá fazer passar o rebanho. Quando a ultima ovelha passar a porta, o pastor poderá sair do local onde se encontra desde início e ir ajudar o cão a fazer passar o rebanho por uma manga que dá directamente para um pequeno redil. Com todas as ovelhas fechadas no redil, o pastor poderá ir abrir a porta e com a ajuda do cão (dentro ou fora do redil) tirá-las de lá e voltar a juntá-las à saída. De seguida, terá que conduzir o rebanho ao longo duma “estrada” delimitada dos 2 lados por bandeirolas, e pará-lo num círculo que se encontra no fim da “estrada”. No círculo, após a paragem de 5 segundos e à ordem do juiz, deverá ser feita a divisão do rebanho em 2 e só uma das metades é conduzida ao redil onde termina a prova quando o pastor fechar o portão após a última ovelha entrar.

Pontuação dos exercícios

Envio em frente e chegada ao rebanho 15 pontos
Condução do rebanho 20 pontos
Porta 10 pontos
Manga e redil de exame 15 pontos
“Estrada” e paragem no circulo 10 pontos
Divisão do rebanho 15 pontos
Redil 15 pontos
Total 100 pontos

Penalizações para ambos os níveis

Envio em frente e chegada ao rebanho
o cão não pára nas bandeirolas até -2 pontos
redireccionar o cão com este em movimento até -0,5 pontos
o cão arranca direito ao rebanho até -5 pontos
se, por causa do cão, o rebanho arrancar fora de controlo até -15 pontos

Condução do rebanho
por cada vez que o pastor flanquear demasiado o cão em relação
ao rebanho até -1 ponto
por cada vez que o cão permitir que o rebanho se espalhe até -1 ponto
por cada circulo completo feito pelo cão à volta do rebanho até -2 pontos
por cada vez que o cão causar a separação do rebanho até -3 pontos
por cada vez que o cão deixar o rebanho por falta de interesse até -3 pontos

“Estrada” e paragem no circulo
por cada ovelha que saia dos limites estabelecidos até -2 pontos
por cada paragem do rebanho na estrada até -2 pontos
se o rebanho não acalmar até -3 pontos
por cada ovelha que atravesse completamente o circulo até -3 pontos
por cada ovelha que saia do circulo antes da ordem do juiz até -3 pontos

Redil
por cada ovelha que saia ou reentre até -2 pontos
pouco trabalho, alguma falta de controlo até -3 pontos
nenhum trabalho, total falta de controlo até -15 pontos

Porta
por cada tentativa falhada de passar na porta (máximo 3) até -1 ponto
por cada ovelha que não passe na porta (máximo 5) até -2 pontos
por cada ovelha que passe na porta em sentido contrário até -5 pontos

Manga e redil de exame
por cada ovelha que saia ou reentre até -2 pontos
se após 3 tentativas não conseguir fazer passar todo o rebanho pela manga perda total de pontos

Divisão do rebanho
se o pastor mais de 1 minuto até iniciar a divisão até -3 pontos
se a divisão for feita exclusivamente pelo pastor até -10 pontos
não conseguir dividir perda total de pontos

Penalizações Gerais
por cada vez que o cão parar e cheirar até -2 pontos
por comandos excessivos até -3 pontos
por cada vez que o cão se recusar a obedecer comandos até -3 pontos
por cada vez que o pastor toca no cão ou no rebanho até -5 pontos
por cada mordedura inaceitável até -5 pontos
à terceira é eliminado e se a primeira for excessiva poderá ser
logo eliminado
dispersão do rebanho, perseguição sem nexo eliminação
se o cão entrar de trela no recinto até -5 pontos
por cada uso excessivo do cajado, e/ou atitudes ameaçadoras que
levem o cão a encolher-se até -5 pontos

Nivel II

Descrição do percurso

O cão é enviado em direcção ao rebanho que se encontra no mínimo a 100m. O cão pode ser direccionado por qualquer dos lados. Uma recolha em linha recta através duma porta central com 5m de largo a 50m do pastor. São permitidas 2 tentativas para passar na porta. O cão deverá conduzir o rebanho por trás do pastor no sentido dos ponteiros do relógio, e conduzi-lo através das portas I e II, onde são permitidas também 2 tentativas. Quando a última ovelha passar a porta II o
pastor poderá sair do poste e dirigir-se para o circulo onde terá que separar 2 ovelhas. Após o juiz ter considerado a separação, o cão deverá reunir o rebanho e conduzi-lo até ao redil, onde terminará a prova após entrada da última ovelha e fecho do portão.

Pontuação dos exercícios

Envio em frente e chegada ao rebanho 20 pontos
Arranque do rebanho 10 pontos
Recolha do rebanho 20 pontos
Condução do rebanho 30 pontos
Separação de 2 ovelhas no circulo 10 pontos
Redil 10 pontos
Total 100 pontos

Penalizações para ambos os níveis

Envio em frente e chegada ao rebanho
se o cão estiver a mais de 2m do poste até -1 ponto
se o cão arrancar direito ao rebanho e tiver de ser chamado até -10 pontos
o cão é retirado à 2ª vez que o faça
se o pastor tiver de encorajar o cão até -0.5 pontos
se o pastor redireccionar o cão no envio até -0,5 pontos
se o cão parar quando é redireccionado até -3 pontos
se o cão for a direito pelo meio do campo até -10 pontos
se o cão for numa curva demasiado apertada até -4 pontos
se o cão desligar do rebanho, correndo demasiado largo até -5 pontos
se o cão parar demasiado perto do rebanho até -2 pontos
se o pastor sair do poste até -10 pontos

Arranque e recolha do rebanho
se o cão for flanqueado para mudar a direcção do rebanho até -3 pontos
se o cão se recusar a ir ao rebanho após uma paragem, em pé/deitado até -5 pontos
se o cão provocar grandes desvios na linha do percurso do rebanho até -5 pontos

Condução do rebanho
Estas penalizações são aplicáveis a toda a condução feita durante todo o percurso
por cada vez que o cão causar ou permitir que o rebanho se espalhe até -1 ponto
se o cão andar aos círculos até -1 ponto
por cada circulo completo feito pelo cão à volta do rebanho até -2 pontos
por cada vez que cão provocar ondulações no percurso do rebanho por
flanquear em excesso
até -1 ponto
por cada vez que o rebanho voltar atrás até -3 pontos
por cada vez que o cão passar para a frente do rebanho durante o percurso
entre as portas I e II até -5 pontos
por cada vez que o cão deixar o rebanho por falta de interesse até -3 pontos
se o rebanho se afastar muito da linha ideal até -3 pontos
por cada ovelha que falhe um obstáculo até -1 ponto
por cada ovelha que o cão faça passar em sentido contrário num obstáculo até -1 ponto
voltas muito largas até -2 pontos

Paragem no circulo
por cada ovelha que atravesse completamente o circulo até -3 pontos
se o rebanho não acalmar até -3 pontos
por cada ovelha que saia do circulo antes da ordem do juiz até -3 pontos

Separação de 2 ovelhas no circulo
se a divisão for feita exclusivamente pelo pastor até -7 pontos
se o pastor demorar mais de 1 minuto até iniciar a divisão até -3 pontos
se não conseguir dividir perda total de
pontos
por cada tentativa falhada até -1 ponto
se as 2 ovelhas separadas se voltarem a juntar às restantes antes da ordem do
juiz até -3 pontos

Redil
por cada ovelha que saia ou reentre até -2 pontos
por cada ovelha que for à volta do redil até -1 ponto
pouco trabalho, alguma falta de controlo até -3 pontos
nenhum trabalho, total falta de controlo até -10 pontos
por bater o portão com força até -1 ponto

Penalizações Gerais
por cada vez que o cão parar e cheirar até -2 pontos
por comandos excessivos até -3 pontos
por cada vez que o cão se recusar a obedecer comandos até -3 pontos
por cada vez que o pastor toca no cão ou no rebanho até -5 pontos
por cada mordedura inaceitável até -5 pontos
à terceira é eliminado e se a primeira for excessiva poderá ser logo eliminado
dispersão do rebanho, perseguição sem nexo eliminação
se o cão entrar de trela no recinto até -5 pontos
por cada uso excessivo do cajado, e/ou atitudes ameaçadoras que levem o cão
a encolher-se até -5 pontos



Fonte: CPC
          casacalado

sábado, 18 de agosto de 2012

Frisbee Videos

Desde que vi cães a fazerem frisbee decidi que tinha de ter uma cão a fazer isto,depois de explicar o desporto deixo-vos aqui uns vídeos que para mim são de mais :)
Acho que agora vou mas é treinar os lançamentos com o frisbee porque os cães não fazem tudo sozinhos :P




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Frisbee


Frisbee com cães com é uma actividade fundamentalmente bastante simples, pois basta se atirar um disco, deixar o cão apanhar e vir a correr para lhe devolver o disco. O mais atractivo nesta actividade é a sua simplicidade e no fim o divertimento que tanto o cão, como o dono tiram ao praticar este desporto.

Este desporto tem vários adeptos por toda a parte do mundo, desde os EUA, onde teve origem e tem o maior número de adeptos, até a Europa, Japão e Austrália

A actividade ao longo dos anos tem sofrido algumas adições com classes mais exigentes e competitivas onde a distancia, estilo e inovações são igualmente pontuadas e consideradas.
Este desporto canino teve origem nos EUA, em Ohio, onde um estudante (Alex Stein) e o seu cão (Asley Whippet) saltaram a rede de um jogo nacional de basebol e começaram a jogar este jogo de apanhar e trazer discos. A exibição teve tal impacto que o jogo foi interrompido e os locutores começaram a anunciar a exibição que estava a ocorrer e só após 8 minutos, o estudante foi escoltado para fora do campo e preso. Foi a exibição televisiva nacional que impulsionou o interesse por este desporto. (Até da vontade de fazer o mesmo por cá !)

Depois destas considerações está pronto a iniciar-se no Frisbee e quem sabe fazer parte de uma futura equipa nacional de Frisbee (A esperança é a ultima a morrer !).

Algumas boas regras e divisões por classes podem ser encontradas no website Colorado Disc Dogs, aqui está o resumo:

-Algumas considerações a ter antes de iniciar esta actividade com o seu cão:
-Verifique a saúde do seu cão com o veterinário. Saltos podem agravar alguma propensão para problemas de ossos ou ancas.
-O cão que escolher também não deve ser um cão excessivamente pesado (13 a 25 kg) e deve estar em forma.
-O instinto de presa deve estar bem apurado e o cão já deve ter algum instinto de trazer o objecto.
-Bom temperamento também é um requisito, pois os cães são soltos no meio de pessoas e animais.
-Nunca inicie esta actividade com saltos usando um cão que tenha menos de 14 meses, pois os saltos podem ser prejudiciais ao desenvolvimento correcto do cão.
-Procure dar a obediência básica para que o cão não fuja, perturbe outras pessoas e se mantenha ao pé de si.
-Escolha um disco próprio para cães
-Joge sempre em áreas seguras e não atire para ao pé de buracos, vedações, árvores, outros cães e outras areas potencialmente perigosas.


Regras básicas na competição:

-Mantenha o seu cão sempre a trela quando não esta a competir ou a fazer o aquecimento. Isto impede que sofra o embaraço de ter o seu cão a correr pelo campo e a interromper a competição.
-Nem todos os cães, mesmo aqueles bem socializados, apreciam outros cães no seu cão. Portanto tenha atenção ao comportamento do seu cão
-Limpe sempre aquilo que o seu cão sujar. Tentamos manter boas relações com as comunidades que permitem que organizemos eventos nas suas áreas, e esta é a melhor forma de mostrar a nossa. Deixe sempre o local mais limpo do que quando lá chegou !
-Por cortesia aos competidores, comida e recompensas não são permitidas no local de competição. Comida no chão pode trazer distracções desnecessárias
-Seja desportivo. Dê o bom exemplo.
-Fêmeas com cio não são permitidas no local da competição.
-Trate o seu cão com respeito. Competidores que maltratem os cães são pedidos para saírem



As quatro classes que o CDD oferece nos seus eventos são: Noviço, Intermédio, Avançado e Aberta. Em algumas ocasiões, uma classe não competitiva Recreativa pode ser também oferecida.

A classe Noviço: Esta classe é para os iniciados no desporto. Contudo as pessoas progridem de forma diferente quando começam a ir a competições, umas muito rapidamente e outras mais lentamente e o clube reconhece isso. Para esse fim é permitido as equipas permanecerem na classe de Noviço durante 2 anos. No primeiro ano a equipa pode ficar na classe independentemente dos resultados. Contudo, durante o 2º ano, se uma equipa competindo no Noviço ganha 2 “Top 3” passa imediatamente a classe seguinte.
Equipas novas não são obrigadas a permanecer na classe Noviço. Podem seguir para a classe seguinte em qualquer altura.
Os competidores da classe Noviço competem em 2 rounds de Mini-Distancia, onde tem 60 segundos em cada round para atirarem o número máximo de vezes um único disco ao seu cão. Pontos são dados nos discos apanhados considerando a distancia e se o cão estava no ar quando apanhou o disco. Após o registo, todos os competidores receberão um disco oficial. Competidores da classe Noviço podem usar o disco oficial ou outro disco seguro.

A classe Intermédia é para equipas experientes que estão envolvidas no desporto a mais de um ano (365 dias), mas não estão prontos para a classe Avançados. Os competidores Intermédios competirão no mesmo formato de Mini-Distancia descrito em cima. Competidores Intermedios tem de usar um disco standard de competição (Wham-O Fastback Frisbee, Hero 235, Dogstar, ou HyperFlite). Alguns eventos fornecem um disco no registo, mas os competidores desta classe e classes superiores tem de trazer os seus próprios discos.

A classe Avançados é para as equipas de topo da Mini-Distancia. Normalmente são equipas muito experientes, mas é uma classe aberta a todos. Equipas competindo na Aberta também fazem 1 round da Mini-Distancia na classe de Avançados.

A classe Aberta é para as equipas mais experientes e consiste em um round de 90 segundos (Skyhoundz) ou 120 segundos (UFO) de Freestyle, e um round de 60 segundos de Mini-Distancia.

O Freestyle consiste numa rotina coreografada com o cão e música, usando múltiplos discos e todo o tipo de truques que possa imaginar.
A classe Recreativa é desenhada para aqueles que queiram ganhar experiência de competição sem verdadeiramente competir. É uma classe aberta a todos avaliados num round de 60 segundos de Mini-Distancia.




Outra literatura interessante:

Fonte: casacalado