Muitas pessoas não sabem o quão cruel são os testes feitos em animais. Diversas marcas já aboliram, porém a grande maioria continua praticando. Para conscientizar as pessoas sobre estes testes, a marca Lush criou um laboratório de experimentação na vitrine de uma de suas lojas em Londres. Desta vez os “testes” não foram feitos com animais, e sim com uma voluntária.
Os produtos e líquidos usados não eram cosméticos de verdade, apenas a forma do procedimento que assustou muita gente. Desta forma, a Lush conseguiu chamar atenção para a causa com uma instalação que durou aproximadamente 10 horas.
Depois de ler esta carta passei algum tempo com a imagem na cabeça, talvez porque adore cães, talvez porque conheça monte de criadores, talvez, talvez...
"Carta de um trabalhador de um Canil Municipal
Um lugar onde as almas dos animais são destruídas. Um lugar onde a esperança não existe. Um lugar stressante também para quem trabalha ali e são os responsáveis por fazer a limpeza da cidade, acabando com a vida dos cães abandonados. Um trabalhador espanhol deu seu testemunho sobre como é o dia a dia em um canil municipal em Madrid, na Espanha. Para lá, além dos animais de rua recolhidos pelos serviços municipais, as pessoas levam diariamente os seus animais de companhia quando já não os querem mais.
Acredito que é preciso chamar a atenção da nossa sociedade. Como responsável de uma Perrera [canil municipal], vou partilhar uma coisa com vocês, um olhar ‘de dentro’ se me permitem.
Em primeiro lugar, todos os vendedores/criadores de animais deveriam trabalhar pelo menos um dia num canil destes. Talvez se pudessem ver o olhar triste, perdido, confuso dos animais, mudariam de opinião sobre criar e depois vender a pessoas que nem sequer conhecem. Esse cachorrinho que acaba de vender terminará, possivelmente, no meu canil quando deixar de ser um cachorrinho fofo. Então, como se sentiria se soubesse que há uma probabilidade de 90% de que este cão nunca saia do canil quando vai parar ali? Seja de raça ou não. Pois 50% dos cães que entram no meu centro, abandonados ou de rua, são de raça pura.
As desculpas mais comuns que oiço são:
• Mudamo-nos e não podemos levar o nosso cão/gato. Verdade? Para onde se vai mudar, onde não permitem animais de estimação? E porque escolheu viver num lugar assim em vez de outro onde seja permitido?
• O cachorrinho cresceu mais do que esperávamos. E que tamanho acha que tem um Pastor Alemão?
• Não tenho tempo para ela. Verdade? Eu trabalho de 10 a 12 horas por dia e ainda assim tenho tempo para os meus 6 cães.
• Estraga o jardim todo. E por que não o deixa ficar dentro de casa?
• Dizem sempre: Não queremos insistir para que procure um lugar para ele, porque sabemos que será adoptado certamente, é um bom cão.
O triste é que o seu animal de companhia NÃO será adoptado! E consegue imaginar o quão stressante é um canil municipal?
Bom, deixe que eu conto:
O seu animal tem 72 dias para encontrar uma nova família a partir do momento que você o deixa aqui. Às vezes um pouco mais, se o canil não estiver cheio e se ele conseguir não adoecer. Se pegar um resfriado, morre.
Os gatos nunca se livram de uma morte certa.
O seu animal permanecerá confinado em uma box pequena, rodeada por barulhos, choros, latidos e uivos de outros 25 animais.
Ficará deprimido e chorará constantemente pela família que o abandonou. Se tiver sorte, um bom voluntário talvez pode levá-lo para passear ocasionalmente. Se não, o seu animal não receberá nenhuma atenção, além de um prato de comida deslizado por debaixo da porta da boxe, jactos de água de mangueira, da limpeza da gaiola.
Se o seu cão é negro, grande ou alguma raça “bull”, como Pitbull, Mastin etc.. você deu-lhe o seu atestado de morte a partir do momento que cruzou a porta do canil. Esses cães não são adoptados. Não importa o quão 'doce' seja ou 'ensinado' esteja.
Se o seu animal não for adoptado em 72 horas desde sua entrada e o canil estiver cheio, será sacrificado.
Se o canil não estiver cheio e o seu cão estiver suficientemente saudável e de uma raça atractiva, é possível que se atrase a sua execução, ainda que não por muito tempo.
Os cães, em sua maioria , são postos em boxes de protecção e imediatamente sacrificados se demonstram qualquer tipo de agressão. Inclusive o cão mais tranquilo é capaz de mudar de comportamento neste ambiente.
Se o seu cão se contagiar com a tosse canina (traquebronquite infecciosa canina) ou qualquer outra infecção respiratória, será sacrificado imediatamente, apenas porque nos canis não temos recursos para pagar os tratamentos necessários.
Sobre a eutanásia, para aqueles que nunca foram testemunhas de como um animal perfeitamente saudável será sacrificado:
• Em primeiro lugar, tiram-no da box com uma guia. Os cães sempre pensam que vão passear, saem felizes, abanam o rabo… Até que chegam ao quarto, ali todos os cães param de repente. Devem sentir o cheiro ou captar a morte ou sentir as almas tristes que ficaram por ali. É estranho, mas acontece com todos e cada um deles.
• O seu cão ou gato será examinado por um veterinário ou dois, dependendo do tamanho e do quão nervoso estiver. Depois, um especialista em administrar a eutanásia ou um veterinário inicia o processo
• encontra uma veia na sua pata dianteira e injecta uma dose de uma substância rosa.
• Esperamos que o seu animal não se assuste ao sentir o que está para acontecer. Já vi alguns que arrancaram a agulha e acabaram cobertos do seu próprio sangue, ensurdecidos pelos seus próprios latidos e gritos.
• Nenhum dorme imediatamente. Muitas vezes, sofrem espasmos durante um tempo, sufocam-se e defecam.
• Quando terminar, o cadáver do seu animal será empilhado como uma lenha em um grande congelador traseiro, com todos os outros animais à espera de serem recolhidos como lixo.
• O que acontece depois? Será cremado? Levam-no para o depósito do lixo? Servirá de comida para cachorros? Isso nunca vai saber e nunca poderá imaginar. Era só um animal e sempre se pode comprar
outro, não?
• Acho que, se leu até aqui, poderá imaginar e não será capaz de tirar da cabeça as imagens que eu vejo todos os dias quando volto para casa do trabalho.
• Odeio o meu trabalho, odeio que exista e odeio saber que sempre vai existir, a menos que vocês, as pessoas, mudem de atitude e se dêem conta das muitas vidas que são prejudicadas, além das que são deixadas no canil.
• Entre 9 e 11 milhões de animais morrem todos os dias nos canis e somente você pode acabar com isso. Eu faço todo o possível para salvar todas as vidas que posso mas os refúgios protectores estão sempre cheios e todos os dias há mais animais que entram do que saem.
• Não crie ou compre cães enquanto há milhões a morrer nos canis.
• Odeie-me se quiser. A verdade dói e a realidade é essa. Só espero que, com isso, alguém possa ter mudado de ideia sobre criar ou comprar um cão e de abandonar o seu animal num canil.
• Desejo que um dia, alguém entre no meu trabalho e diga: ‘eu li isto e quero adoptar’. Isso sim valeria a pena!
Estou a publicar este artigo porque sinceramente o achei fantástico e acho que retrata muito bem o que é ser um verdadeiro Criador, e que refere quase tudo, se não tudo que uma pessoa que decida criar se deve preocupar.
Porque criar não é apenas juntar um cão e uma cadela e ficar a espera que os trocos caiam do céu, sem querer saber onde vão para os cachorros.
Por isso aqui vai:
Há algum tempo fui contactada por uma pessoa que me fez
inúmeras perguntas sobre os meus cachorros e o maneio dos meus cães. Eu sou a
primeira a encorajar potenciais donos dos meus cachorros a fazerem todo o tipo
de questões que lhes ocorra, mas algo me soou estranho. Quando lhe perguntei
sobre a razão para determinado tipo de questões respondeu-me que estava a fazer
essas perguntas para aprender porque gostaria de ser criadora. Isto deixou-me a
pensar sobre o assunto…
O que é ser um criador? Será que se quer “ser criador”, como
se quer ser professor, médico, etc.
O que é um criador?
No seu regulamento do Livro de Origens Português e do
Registo Inicial, o Clube Português de Canicultura define “criador”simplesmente
como “o proprietário da cadela na ocasião do parto”. Isto é, naturalmente uma
definição ampla e objectiva, mais do que suficiente no seu papel de emissor de
registos. Porem, nado nos diz sobre o intuito dos criadores, que é no fundo a
primeira diferenciação entre eles.
Tipos de Criadores
Por um lado, temos que crie com um intuito declaradamente
comercial, com o objectivo de obter o seu rendimento através da produção de
cachorros para venda.
Pragmaticamente, não há nada de fundamentalmente errado com
isto, desde que os animais sejam mantidos em condições adequadas. No entanto,
muitas vezes, para maximizar o rendimento fazem-se “atalhos” pelo caminho,
nomeadamente no maneio higieno-sanitario, na qualidade da alimentação, na
realização de despistes de saúde, na verificação previa da aptidão morfológica,
comportamental e/ou funcional, na frequência da reprodução, na idade em que os
cachorros são vendidos, etc. Mais do que “criadores”, talvez fosse mais
correcto chama-los “produtores”.
Depois a quem crie porque tem uma cadela (ou cão) e, por
qualquer razão ou desculpa, em qualquer fase da sua vida ou regularmente,
decide fazer uma ninhada, sem que tenha uma razão definida para o fazer ou um
objectivo a alcançar.
Finalmente, há os verdadeiros Criadores, aqueles dignos
dessa designação. São frequentemente pessoas que nem sequer planearam vir a
sê-lo. São pessoas que se apaixonaram por uma raça, que adquiriram alguns
exemplares antes de mais para seu prazer, que se empenham estudar a fundo tudo
o que puderem sobre ela - comportamento, funcionalidade, problemas de saúde
e/ou genéticos, linhas de criação, etc. -, frequentemente que foram “mordidos
pelo bichinho” da canicultura enquanto hobby (provas de beleza e/ou praticas).
São pessoas para quem criar vem como uma extensão natural desta paixão e do
conhecimento sobre a raça que foram adquirindo ao longo dos anos, na tentativa
de melhorar e de obter exemplares cada vez melhores. Quando criam, fazem-no
como um acto ponderado, e com o intuito de obterem um ou mais exemplares para
si; a venda dos cachorros é especialmente um “subproduto”desta demanda.
Investem muito nos seus exemplares e nas ninhadas, e raramente (se é que
algumas vez!) obtêm, no cômputo geral, lucro através da criação.
As cadelas (e cães) devem criar pelo menos uma vez na vida?
Ainda é muito persistente o mito que os cães (e cadelas)
devem criar pelo menos uma vez na vida para não ficarem
infelizes/frustrados/loucos!
Esta ideia será talvez devido ao facto de, à medida que os
cães vão crescendo e alcançando a maturidade ser comum vê-los tentar montar
cadeiras, sofás, e mesmos as pernas das pessoas, sejam ou não os seus donos.
Isto não significa, como muitos pensam que o cão precisar de acasalar ou que
esta a querer dominar o dono. Significa simplesmente que os vários comportamentos
relacionados com a sexualidade se estão a começar a integrar e coordenar numa
cadeia coerente e funcional.
Quanto as cadelas , basta pensar que, nos canídeos sociais
em estado selvagem, em alcateias estáveis, a maioria das fêmeas defere a
reprodução em favor da fêmea dominante, para constatar como a ausência de
gravidez não as afecta. Adicionalmente qualquer gravidez em qualquer espécie, é
sempre um stress e risco adicional que pode efectivamente comprometer a sua
qualidade e esperança de vida. Adicionalmente, tanto quanto se sabe, os cães
não são capazes de momento de retrospectiva, não são capazes de olhar para o
seu passado ou futuro mais ou menos distante e pensar “Oh, como gostaria de ser
mãe/pai”.
O “milagre” da vida
Um dos argumentos mais frequentemente ouvido por quem cria
com a sua cadela sem um objectivo definido é o de que é importante para os seus
filhos assistirem ao “milagre” do nascimento e da vida.
Bom, espero que estejam também preparados para ensinarem aos
seus filhos o “milagre “ da corrida de emergência para o veterinário se algo
correr mal durante o parto. E para lhes ensinarem o “milagre” da morte porque
mesmo que não se passe nada de errado durante o parto e a cadela não morra (é
sempre um risco a ponderar!), é comum que um ou mais cachorros morram nos
primeiros após o parto, por razões várias.
O que fazer aos cachorros?
Se esta a criar porque quer um cachorro da sua cadela/cão,
com que fazer aos restantes cachorros? Porque dificilmente ira nascer só um…
Criando porque “é importante que as crianças saibam como
ocorre um nascimento”, o que fazer depois aos cachorros?
Quantos de nós não recebemos já, por e-mail ou nas redes
sociais, mensagens reencaminhadas de amigos bem intencionados dizendo que “X
cachorrinhos da raça Y precisam de encontrar dono na próxima semana se não será
abatidos”?
Se não tem destino previamente preparado para os seus
cachorros, porquê criar? Esta preparado para explicar aos seus filhos porque
lhes mostrou o "milagre” do nascimento e depois largou os cachorros num sitio
qualquer ou os mandou abater porquê ninguém quis ficar com eles e não tem
espaço, condições e/ou dinheiro para ficar com mais cães?
Cada vez mais, até os criadores bem estabelecidos,
frequentemente com reservas previas, estão a ter dificuldades em entregar os
seus cachorros; muitas pessoas revelam interesse mas depois não o concretizam,
outas cancelam as suas reservas devido a mudanças (in)esperadas nas suas vidas.
A dificuldade em encontrar bons donos para quem não é conhecido é ainda maior. Bem,
pelo menos para quem se preocupa em que os seus cachorros vão para casa que não
os abandonem a primeira”contrariedade” (leia-se, Desculpa!).
A saúde é importante
Sabe-se que os cães, consoante a sua raça e/ou o seu porte, são mais ou menos propensos a determinadas patologias. Mesmo que os progenitores não as manifestem neles próprios, podem ser portadores do genes para algumas delas, e produzir descendência afectada se acasalarem com outros portadores; podem ainda estar afectados as não a(s) manifestar(em) por serem ainda novos ( algumas doenças apenas se manifestam nas fases mais tardias da vida).
Uma pessoa que apenas quer criar por criar tipicamente não se irá preocupar com o facto de poder vir a criar cães doentes (afinal, todos esperamos apenas o melhor, nunca pensamos no que pode correr mal, não é?); aliás, algumas pessoas fazem-no mesmo sabendo que o seu animal tem algum problema, apenas porque é o seu preferido e querem um filho dele.
Porém, um criador sério irá naturalmente tentar evitar criar cachorros potencialmente doentes. Como? fazendo exames prévios ao seus potenciais reprodutores, quer testes genéticos ( se os genes para a doença em causa já estiverem identificados) quer testes de despiste (tentando averiguar se o exemplar apresenta sintomas clínicos da doença, mesmo que não seja ainda possível aperceber-se dela).
Não pense que, tendo um cão sem raça, ou cruzando cães de diferentes raças, não precisa de se preocupar com isso. Afinal,os genes são os mesmos em toda a espécie; a frequência de ocorrência dos seus alelos é que pode variar. Por exemplo, cães de grande porte estão mais propensos à displasia da anca, sendo de raça ou não. Cruzar cães de duas raças não é uma boa razão para não testar os seus animais; se ambas tiverem propensão à(s) mesma (s) doença(s), os cachorros não vão miraculosamente deixar de poder ser afectados só por não serem de raça pura!
Criar exige esforço e dedicação!
Mesmo quando tudo corre bem, criar não é simplesmente cruzar um cão com uma cadela, deixar os cachorros nascer, crescer e entrega-los a outras pessoas. É uma actividade que exige tempo e dedicação, para que os cachorros tenham tido o melhor inicio de vida possível.
É necessário vigiar o parto para tentar garantir que não há complicações e que a mãe cuida adequadamente dos cachorros. É necessário vigiar ao longo das semanas seguintes, se os cachorros mamam o suficiente, se estão a crescer bem, e suplementar se necessário.
É necessário estimular os cachorros, física e mentalmente, habitua-los a várias situações, sons, cheiros, animais e pessoas, de forma a que cresçam felizes e emocionalmente estáveis.
É necessário fazer a triagem das pessoas interessadas nos cachorros, de forma a tentar assegurar que o futuro dono está apto para lidar com o que se pode esperar do carácter da raça e tentar conjugar os feitios individuais dos donos e dos cachorros.
A criação de cães não se compadece dos afazeres do dono da cadela. Se a mãe, por qualquer razão (doença, morte,leite insubsistente rejeição), não pode cuidar dos cachorros é ao criador que recai a responsabilidade de lhes dar de mamar de 2 em 2 horas, de dia e de noite.
Está doente, com uma depressão ou com uma crise familiar? Azar os cachorros precisam de comer! Tem um trabalho das 9h as 18h e não tem ninguém em casa? Azar os cachorros precisam de comer!
Se se responsabilizou por pôr uma ninhada de cachorros no mundo, tem também de se responsabilizar por a criar adequadamente, mesmo quando a mãe deles não pode ou consegue fazer.
Decisões e dilemas fazem parte do dia
E o que fazer com aquele cachorro mais fraco que em condições normais iria morrer? Tentar salvá-lo a todo o custo, mesmo sabendo que a prazo isso pode comprometer a viabilidade e robustez da raça ( por mais tarde se vir a criar com cães que não "deveriam" ter sobrevivido)? Ou deixa-lo morrer, pois isso é o que aconteceria numa situação normal ( mas numa situação normal a cadela provavelmente nem se teria reproduzido)?
Não existe uma resposta correcta, única ou fácil mas este tipo é o tipo de decisões e dilemas morais com que um criador se depara a cada ninhada.
Ainda quer criar?
Criar cães e vê-los crescer é sem duvida uma experiência inolvidável! Exige muito tempo e dedicação, e quando tudo corre bem, os benefícios (para o criador e futuros donos) suplantam as preocupações. Mas há que estar preparado para as complicações, algo que a maioria das pessoas não gosta de pensar e para as quais uma pessoa inexperiente ( e por vezes experiente) não esta normalmente preparada.
Pense bem se quer criar com o seu cão/cadela, analise bem as razões porque o quer fazer e pondere o que fazer aos cachorros (sim, isto também é uma responsabilidade do dono do macho, não apenas do da cadela!). Na maioria das vezes, é preferível financeira e emocionalmente castrar os seu animal (para evitar reprodução não desejada e os transtornos que isso origina) e deixar a criação para os criadores sérios e apaixonados, dispostos a sacrifícios para que cada cachorro que nasce seja o melhor possível e tenha uma vida feliz desde o inicio.
Texto de Carla Cruz, no artigo Então... quer ser criador?(edição de Junho/2012)
Fonte: Revista Cães & Companhia
Texto em original em: aradik-dogs.blogspot.pt
Existe a ideia que os cães com barbas ou os cães sem pelo, são hipoalergenicos - os primeiros por não fazerem mudas e, como tal, não haver pelo espalhado pela casa, e os segundos por não terem pelo ou terem apenas quantidades mínimas. Mas isto não corresponde a realidade.
As alergias não são normalmente devidas apenas ao pelo, mas a saliva e principalmente, às "caspas" (escamas e poeiras de pele morta) que se libertam do corpo do animal. E estas caspas ocorrem em qualquer animal, independentemente do seu tipo de pelo.
Porém, desde o Labradoodle foi criado e, mais recentemente, desde o empolamento pelos media da aquisição de um Cão de Agua Português pelo presidente norte-americano devido aos problemas alérgicos das suas filhas, têm surgido numerosos "criadores" a alegar que os seus cães são seguros para pessoas com alergias, devido ao tipo de pelagem que apresentam.
No entanto, estudos cientificos têm evidenciado que casas com cães "normais" e cães de raças normalmente associadas a serem "hipoalergénicas" apresentam níveis ambientais de alergénios semelhantes.
Ou seja, não é por o animal pertencer a uma raça "hipoalergénica" que não vai sensibilizar uma pessoa alérgica.
Como tal, se sofre de alergias, informe-se bem junto do seu médico e seleccione o seu companheiro numa base individual, averiguando se esse exemplar específico lhe causa ou não alergia, em vez de ser influenciado pela propaganda errónea de que há raças que garantidamente não causam problemas!
Em baixo Labradoodle
Texto de Carla Cruz, no artigo sobre as bases genéticas dos diferentes tipos de pelagem nos cães (edição de Setembro/2012)
Fonte: Revista Cães & Companhia
Ontem estava a ver uns vídeos na internet e vi uma coisa que me agradou muito eram os Dog Park.
Já agora sabes o que é um Dog Park? Para muitos de nós este é um conceito totalmente desconhecido... mas se procurar-mos na Wikipedia por Dog Park vem-nos a seguinte descrição: Local feito propositadamente para cães exercitarem e brincarem sem trelas, num ambiente controlado e sob a supervisão dos seus donos (A dog park is a facility set aside for dogs to exercise and play off-leash in a controlled environment under the supervision of their owners).Mas para os americanos é algo tão natural como um parque infantil, em todas as cidades, vilas, jardins existe um....mais pequenos ou de maiores dimensões faz parte do dia a dia dos patudos americanos e dos seus donos.
Um parque para cães ( Dog Park) é uma instalação destinada aos cães e ao exercício e socialização com outros da mesma espécie e pessoas diferentes sem trela, num um ambiente controlado, sob a supervisão de seus proprietários.
O Parque Canino deve ter cercas, para segurança dos animais e das pessoas, drenagem adequada, bancos para os donos, sombras para os dias mais quentes, caixotes dos lixo cobertos, sacos...parece-vos muito complicado?
O 1º Parque canino apareceu em 1979 na california nos EUA em 1979, com o nome de Ohlone park, , e rapidamente se espalharam por todos as cidades e jardins americanos hoje existem mais de 1.100 nos EUA ( DogPark.com). O Resultado, pessoas mais satisfeitas, cães menos problemáticos tanto a nível comportamental como social, menos agressivos tanto com outros animais como com pessoas desconhecidas... MENOS ABANDONOS!
Os parques podem ser variados mas normalmente são constituídos por um gradeamento com pontos de entrada e saída com portas, drenagem adequada, bancos para os donos, local com sombra para os dias mais quentes, agua, material para se poder apanhar os dejectos caninos e caixas do lixo tapadas para conter os dejectos. Em alguns parques dos Estados Unidos até existe lagos onde os cães podem nadar assim como separação de espaços para cães mais pequenos e circuitos de agility..
Não era isto uma óptima ideia? Uma pessoa sair do trabalho, da escola e ir para um dog park estar com os conviver com os amigos, e enquanto o nosso cão andava num sitio seguro e controlado?
Um sitio onde o cão podeia estar a vontade sem haver o problema de estar sempre com trela, preso ao dono?
Um sitio onde ninguém se queixaria por causa dos cães a correr, a ladrar, a ser cães.
Um sitio onde os cães pudessem brincar sem incomodar ninguém.
Um sitio onde se podiam trocar ideias, e fazer novas amizades, enquanto se poderiam diminuir problemas comportamentais em animais?
Porque será que não existe nenhum em portugal?
Por falta de dinheiro do estado?
...
O que seria necessário para existir?
Talvez que existisse uma maior consciência da importância sociabilização e treino canino?
Olha aqui esta uma boa ideia para ser usado nos jardins portugueses assim poupasse na conta da luz e os jardins sempre ficavam mais limpos :)
Um novo projeto foi instalado num pequeno parque na cidade de Cambridge, no estado de Massachusetts (EUA), projetado pelo designer Matthew Mazzotta o “Park Spark” transforma os resíduos dos cães em energia (metano).
Através de um digestor de metano, que é alimentado pelos resíduos dos cães que frequentam o parque, essa intervenção urbana interage com o usuário, que é peça fundamental para o equipamento funcionar.
A energia gerada pelo gás metano proveniente dos resíduos é utilizada em lâmpadas a gás do parque.
Mónica Roriz, médica veterinária especialista em comportamento animal e membro do Conselho Editorial da Veterinária Atual, analisa a atual polémica relacionada com os cães de raças perigosas.
Neste clima de semi-inquisição aos cães de raças ditas potencialmente perigosas, fui várias vezes abordada para dar a minha opinião sobre o tema. Existem sempre, como na maior parte dos assuntos polémicos, quem defenda o oito e quem defenda o oitenta. Neste caso específico, temos os que defendem que os cães das raças reconhecidas como potencialmente perigosas (em território luso) devam pura e simplesmente desaparecer do mapa, e os outros que defendem que perigosos não são os cães, mas sim sempre e exclusivamente os donos.
Para tentar perceber um pouco melhor as coisas decidi recorrer a analogias. Lembrei-me de duas. Para quem defende que os cães são seres irracionais, pré-programados desde o nascimento, proponho compara-los a veículos. Para quem acredite (insiro-me nesse grupo e tenho a certeza que a maioria dos leitores também o farão) que os cães são animais sociais, com temperamentos individuais, sentimentos, e com histórias de vida irei compara-los a pessoas. Não sou uma grande entendida em carros, mas posso imaginar que um carro desportivo consiga atingir velocidades extremas e possa, pelas suas características, ser “potencialmente mais perigoso” que um carro utilitário. Também é fácil imaginar, e cito um amigo meu, que ‘ser atropelada por uma bicicleta não terá as mesmas consequências do que o ser por um camião’.
Mas nem sempre os acidentes rodoviários mortais ocorrem com carros desportivos, nem todos os condutores de carros desportivos conduzem de forma perigosa, nem todas as mortes por atropelamento são feitas por camiões, nem todos os condutores de carros utilitários conduzem cautelosamente. Como tal, seria descabido promulgar uma lei que proibisse a produção de carros desportivos ou a circulação de camiões nas estradas. Até porque os acidentes não ocorrem sempre por defeito de fabrico dos ditos veículos, mas podem ocorrer por descuido do condutor, por condução inadequada e/ou até possivelmente por uma série de condições específicas, alheias ao condutor e ao veículo que poderão ser fatais. Em qualquer dos casos, um pré-requisito obrigatório é que o condutor, independentemente do carro que venha a conduzir, tenha formação adequada, aulas de condução e passe a carta para poder fazê-lo.
Se tentar imaginar e descrever um potencial criminoso, talvez a primeira imagem que me venha à cabeça seja um retrato semelhante à dos “irmãos metralha”: grande, abrutalhado e com ar de poucos amigos. Parece-me, no entanto, completamente absurdo condenar, até porque não existe o delito de “má figura”, qualquer pessoa com características físicas que irão de acordo com o meu imaginário de “mau da fita” ou condenar familiares ou sósias de criminosos porque afinal, quem sabe, talvez a aparência esteja intimamente ligada à existência do gene “potencialmente perigoso”.
A genética explica apenas cerca de 20% do temperamento dos cães, o restante será feito pelo meio ambiente (rico ou não), pelas experiências precoces (positivas ou não), pela educação dada pelos donos, pela oportunidade que os cães vão ter em se socializar corretamente tanto intra e interespecificamente. Qualquer cão com mais de 15 kg com falhas no período de socialização ou que seja futuramente inserido num meio inapropriado, com falhas graves de comunicação entre ele e o(s) seu(s) dono(s), poderá ser “potencialmente perigoso”, e isso independentemente da raça ou dos cruzamentos.
Para evitar a “produção” de cães com mais apetência a desenvolver patologias comportamentais, ou simplesmente cães mais frágeis e menos adaptados, deveríamos proporcionar-lhes, desde cachorros, o máximo de estímulos positivos com humanos de todas as faixas etárias. Deveríamos proibir que sejam separados fisicamente da mãe (ou de outros adultos caninos educadores) e dos irmãos antes das oito semanas de vida. Deveríamos exigir que eles possam viver em meios adequados e adaptados às necessidades básicas da espécie, usando e abusando das escolas de cachorros e de obediência básica (com métodos de reforços positivos). Outro ponto importante seria nós, como médicos veterinários, moderarmos o discurso de “redoma de vidro” e permitir que os cachorros tenham contacto com outros seres quanto antes, e isso antes do protocolo vacinal estar em dia (pois os quatro meses de vida necessários para que este ocorra coincide com o final do período de socialização). Deveríamos preocuparmo-nos em dar formação adequada aos donos sendo este, talvez, um dos itens primordiais que tenha de ser contemplado na lei, além da responsabilidade civil e criminal.
Quando, no caso trágico da morte da bebé de 18 meses pelo dogue argentino, foi dito na comunicação social que os cães até estavam habituados às crianças em questão estando, na realidade, colocados na varanda sempre que estas apareciam, parece-me que existe uma grande confusão sobre o que é uma boa habituação e socialização. E, se isso acontece com indivíduos informados e de formação “dita superior”, imagino o grau de confusão que poderá existir junto de pessoas com formação dita “inferior”. Acredito que a maioria dos donos desses animais não sejam delinquentes ou jovens inconscientes que apenas querem assustar a vizinhança com cães de grande porte. Alias, custa-me a crer que a proprietária dos dois dogues argentinos, referidos em cima, os tivesse para fins ilegais, tais como lutas de cães, ou para impor respeito às amigas. Existem realmente muitas situações em que os donos, tendo animais pujantes, e não sabendo comunicar corretamente com eles, ou não respeitando as necessidades básicas próprias da espécie, ficam com bombas relógios nas mãos. Não acredito que os donos desses cães sejam, na sua maioria, donos inconscientes, antes apenas pessoas mal informadas. Cabe-nos a nós, ou a quem criar as leis, criar condições para que elas possam ser alertadas e educadas convenientemente por profissionais da área.
A lista das raças potencialmente perigosas varia não só de país para país, como também ao longo do tempo. Os cães apontados como potenciais perigosos de ontem não são os mesmos de hoje e não serão os mesmos de amanhã. Quem não se lembra do medo incutido no que diz respeito aos cães de raça Dobermann? Era certo e sabido: esses cães eram extremamente perigosos pois com a idade o “cérebro crescia” e isso desencadeava uma agressividade de tal forma que eles se transformavam em monstros incontroláveis em que a única solução era o abate. O desaparecimento das raças "ditas perigosas" de hoje só fará com que raças já existentes sejam as futuras raças "ditas perigosas" de amanha. Não existem raças perigosas; existem, isso sim, características morfológicas que podem provocar mais danos em caso de condições ideias para o aparecimento de agressões, sejam estas por falhas de socialização ou falhas de comunicação (pondo de parte qualquer patologia orgânica).
É também por causa disto que eu acho que a Suécia esta muito a frente em termos do treino canino.. a quanto tempo antes de nós não usam eles o treino positivo?
Mas com as noticias que andam na tv, acho que ainda, embora gostasse muito ainda não temos uma mentalidade que permita isto. Vou-me tentar explicar, em Portugal ainda temos muito a mentalidade do macho alfa e do mauzão, pouca gente se preocupa em sociabilizar os cachorros para evitar problemas futuros, se preocupa em dar uma boa educação aos seus animais, ainda se culpam os animais em vez de responsabilizar verdadeiramente os donos. Acho que só assim é que se podia começar a tirar algumas raças das ruas da amargura onde para mim cada vez vão ficando piores e com mais problemas, pois apenas tentamos tirar as folhas a um problema em vez de irmos a sua raiz...
Mas como me dizem que vejo sempre o lado positivo das coisas, acho que já começa a haver cada vez mais pessoas que vêem este problema e que lutam todos os dias por uma mentalidade melhor e que aos poucos vamos ficar como a Suécia . Eu posso dizer que até bem pouco tempo me guiava pela pela mentalidade do macho alfa, mas que ainda bem através de uma conversa sensata, e de muita investigação depois consegui mudar a minha maneira de ver as coisas.
Mas agora ao video, e estejam atentos porque daqui a uns anos isto é Portugal :D
Com as temperaturas de Verão a subir, os seus animais de estimação precisam de si para os proteger.
Saiba como ajudar o seu animal nesta época do ano.
A maioria das pessoas gosta de passar os dias mais quentes a desfrutar do ar livre com amigos e familiares, mas é importante lembrar que algumas actividades podem ser perigosas para os nossos animais de estimação. Ao seguir algumas regras simples, é fácil mantê-lo seguro e ainda divertir-se ao sol.
Aqui estão algumas dicas que podem garantir aos seus animais de estimação um Verão sem riscos:
Golpe de calor - Todos os animais podem sofrer um, mas são particularmente susceptíveis os que são muito jovens ou muito idosos; animais com focinho achatado e curto; animais com excesso de peso e os que já sofrem de problemas respiratórios ou cardiovasculares.
Para o evitar deve:
* Manter sempre água limpa e fresca à sua disposição.
* Se ele se encontrar num "canil" ou espaço interior, deve haver ventilação ou circulação de ar.
* Se estiver no exterior deverá ter locais com sombra onde se possa refugiar.
* Nunca deve deixá-lo fazer exercício nas horas de maior calor.
* Nunca o deixe fechado no carro, nem com as janelas abertas. É uma armadilha fatal.
- Se notar que ele tem respiração ofegante e saliva em demasia, ou/e se encontra ansioso ou com olhar arregalado, não responde às suas ordens, tem a pele seca e quente, febre alta, batimento cardíaco acelerado, fadiga ou fraqueza muscular, pode estar a sofrer um golpe de calor que lhe pode ser fatal.
Tente reduzir a temperatura, colocando-o em água fria ou colocando-lhe sacos de gelo no pescoço e na cabeça. De seguida, leve-o ao veterinário.
Doenças e parasitas - Embora surjam todo o ano, normalmente são mais frequentes no Verão.
Leishmaniose - é uma doença transmitida por um mosquito, não é contagiosa e pode ser fatal. Se lhe fizer um teste e o resultado for negativo, existem várias formas de prevenção: Coloque repelente (em coleira ou pipetas) e evite, principalmente em passeios ao final da tarde, zonas de águas paradas, escuras e húmidas e lixeiras. Já existe uma vacina, mas não é 100% eficaz.
Esteja também atento a infestações de pulgas e/ou carraças e utilize meios de prevenção (desparasitantes). Atenção! Tenha o cuidado de se certificar de que o produto que usa é seguro para o seu animal. Um desparasitante seguro para o seu cão pode matar o seu gato. Não se esqueça de que o deve também desparasitar internamente.
Podem ainda ocorrer picadas ou mordidas e, se o seu animal apresentar um inchaço ou ferimento anormal, fale sempre com o veterinário.
Férias - Se não puder levá-lo consigo, pode sempre deixar o seu animal num Hotel para Animais, verificando no local as condições de bem-estar que lhe oferecem. Pode ainda tentar fazer uma permuta com familiares, vizinhos ou amigos cujas férias não coincidam. De qualquer forma, faça-o sempre atempadamente e troque sempre contactos incluindo o do veterinário, para alguma emergência que possa surgir.
Se o levar consigo, não se esqueça de contactar o local para saber se aceitam animais.
Em ambos os casos, verifique se ele tem as vacinas em dia e se é portador de uma coleira de identificação. De preferência, viaje sempre com ele dentro de uma transportadora.
Festas e Fogos-de-artifício - Nesta altura do ano fazem-se muitas festas com foguetes e fogos que podem ser muito traumáticos para os seus animais.
Deixe-os sempre em casa quando sair para uma festa e não acenda fogos-de-artifício perto deles. Além de assustador, a exposição ao fogo-de-artifício pode resultar em queimaduras graves e fogos-de-artifício não utilizados podem ser perigosos. Muitos contêm substâncias potencialmente tóxicas, tais como nitrato de potássio, cobre, cloratos, arsénio e outros metais pesados.
Piscinas, rios e praias - Na maioria das praias, não é permitida a presença de animais. No caso de piscinas ou rios, não deixe os deixe sem vigilância, já que nem todos os cães são bons nadadores.
Cuidado com as quedas - Durante os meses mais quentes, muitos animais ficam feridos, principalmente em resultado da queda de janelas ou de terraços de prédios. Mantenha todas as janelas (não vigiadas) fechadas, ou com estores ou persianas corridos e, se usar telas ajustáveis, certifique-se de que estão firmemente presas.
O tempo quente pode levar a caminhadas mais longas e, às vezes, o Verão é a primeira oportunidade que os donos têm de levar o cão para fora por longos períodos. Embora seja excitante para o animal e para si, faça-o de uma forma correcta. É importante que os cães sejam mantidos com trela, com coleira ou peitoral com etiqueta de identificação para os proteger. Tenha sempre o cuidado de deixar os locais por onde passa limpos de dejectos.
Passe um agradável Verão e umas boas férias com o seu amigo!
Durante as ferias muita gente vais de ferias, com os seus companheiros a transportadora para mim é dos meios mais seguros para o fazer. Por isso decidi colocar este post que como escolher uma. Mais tarde vou colocar um post de como ensinar um cão a ir e a gostar de ir para a transportadora
Escolher o material:
É muito importante comprar uma transportadora de boa qualidade para que o cão não consiga fugir ou magoar-se. Existem dois tipos de transportadoras:
As flexíveis/maleáveis: É indicado para cães menores e que vão viajar nas cabines dos aviões, mas não confunda flexibilidade com má qualidade e fragilidade. O fundo da caixa deve ser impermeável para caso de o cão urinar, o que é muito raro em cães adultos e saudáveis já que eles evitam fazer necessidades em locais pequenos e onde se deitam. Deve ser bem ventilada para maior conforto do animal.
As de material duro: É indicada para animais que irão viajar no compartimento de cargas dos aviões, e é a mais indicada para a maioria dos cães. O ideal é que o material seja de um plástico duro, bem resistente e que não dobrem facilmente. Algumas marcas recomendadas: PetMate e Stefanplast Gulliver.
Mas como escolher o tamanho?
A transportadora deve ser de um tamanho ideal para que o cão fique confortável, ele deve conseguir dar uma volta de pé dentro da caixa facilmente. Veja as medidas a retirar antes de comprar:
A = comprimento do animal: do focinho até a base da cauda
B = altura da pata dianteira
C = largura das costas do animal
D = altura do animal em posição erecta com as quatro patas no chão
Baseado nas medidas aferidas, podemos calcular o tamanho recomendado da transportadora, da seguinte forma:
Comprimento: deve ser no mínimo a medida A + metade da medida de B
Largura: deve ser no mínimo 2x a medida de C
Altura: deve ser 2cm maior que a medida de D
Estes são os aspectos técnicos para escolher o tamanho, há também alguns conselhos práticos, que podem ser até mais importantes:
Altura: o animal tem de conseguir ficar nas quatro patas em posição erecta ( de pé) sem abaixar a cabeça
Largura: o animal tem de conseguir dar uma volta em torno de si mesmo
Comprimento: o animal tem de conseguir ficar na posição de “deitado”
O ideal é levá-lo consigo para testar.
Outros Aspectos Importantes
Ventilação: deve ter aberturas para ventilação na parte superior
Porta: Deve ser em forma de grade, com trinco
Comedouro e bebedouro: Devem estar afixados na grade. Existem produtos especiais para isso (bebedouro é obrigatório, comedouro é opcional)
Tapete absorvente: é recomendado que se use, para que o animal viaje de forma mais higiênica.
Com o aproximar das ferias, muita gente vai de viagem com o seu companheiro (e quem não o faz havia de o fazer, pois é uma oportunidade única), por isso decidi por este video para decidirem qual será a melhor maneira de realizarem o transporte no vosso carro.
O video não esta em Português mas dá para perceber,
Presentemente existem muitas coleiras e trelas no mercado. Quando temos um cão a escolha da coleira e trela a usar são essenciais. As preocupações com a escolha estendem-se desde o aspecto estético ao mais importante aspecto funcional das mesmas.
Este artigo irá focar os diferentes tipos de coleiras e trelas que existem à escolha, como funcionam e quais as suas particularidades para que possam fazer uma escolha informada e consciente da que será melhor para o vosso cão.
Porque é que os cães puxam?
Existem 3 considerações a ter quando pensamos nos porquês dos nossos cães puxarem nas trelas:
1. Os cães detêm um reflexo condicionado que os leva a exercer força oposta aquela aplicada por uma coleira ou peitoral, sendo assim quando os cães sentem uma coleira no pescoço e esta fica tensa, eles têm tendência natural de exercer força na direcção oposta.
2. Outro facto é a velocidade à qual um cão viaja. Se observarem um cão a caminhar a passo normal, verão que estes viajam muito mais depressa do que nós. Isto leva a que quando colocamos uma coleira e trela num cão e começamos a caminhar, este tem tendência a ir sempre um pouco à frente e puxar, visto que nós andamos bem mais devagar do que eles.
3. O terceiro motivo e talvez o mais curioso é que nós treinamos muito eficazmente os nossos cães a puxarem na trela. O cão é colocado na trela e o passeio começa, o cão puxa na trela, e a nossa tendência é caminhar enquanto o cão puxa. Por cada passo que damos com o cão a puxar na trela, estamos a ensiná-lo que puxar na trela é eficaz para poder caminhar para a frente. O reforço positivo é a oportunidade de caminhar enquanto puxa. O cão aprende na realidade que para se deslocar tem que puxar na trela.
Coleira e trela normais (cabedal, corda ou tecido)
As coleiras normais são as mais escolhidas, principalmente para cachorros. Quando as colocamos no cachorro ou num cão que nunca tenha usado antes uma trela, muitos sentem-se bastante desconfortáveis. Esta reacção é habitual, existem formas de acostumar gradualmente o cão à coleira, mas normalmente os cães associam rapidamente as coleiras a um passeio na rua, e estas passam a ser algo que eles adoram.
As coleiras ditas normais são incómodas para cães que puxam muito na trela, cães médio e ou grandes.
Não permitem um bom controle do cão, eles próprio esganam-se na coleira muitas vezes tossindo, permite que os cães façam força de tal forma que facilmente nos podemos magoar ou perder o equilíbrio principalmente se forem cães de porte médio a grande. Como tal estas coleiras são mais apropriadas em cães que já saibam caminhar sem puxar ou em cachorros, desde que comece desde logo a ensinar o cão como deve caminhar com uma trela.
Peitoral
Peitorais permitem segurar o cão melhor do que uma trela normal. No entanto, tal como as coleiras normais, peitorais permitem e incitam o cão a puxar na medida em que oferecem resistência por uma área alargada. Peitorais podem ser úteis em cães de porte pequeno que não incomodem quando puxem, evitando que estes se esganem e se magoem. Se tem um cão de porte médio ou grande o peitoral não será uma boa opção, até que ele aprenda a caminhar sem puxar.
Halti e Gentle Leader
Haltis e Gentle Leaders são um tipo de trela que funcionam como as trelas dos cavalos. São colocadas no focinho do cão e este é controlado pela cabeça. Se o cão puxa automaticamente a cabeça vira em direcção ao dono, ficando o cão de frente para nós. Existem cães que aprendem a puxar com estas coleiras, mantendo a cabeça baixa e esticando o focinho para a frente, mas são excepções, em regra, estas coleiras são extremamente eficazes em permitir um passeio sem puxões ou problemas de maior mesmo com cães de porte grande habituados a puxar muito.
A maior desvantagem do Halti ou Gentle Leader é que requerem um acondicionamento maior do que uma trela normal. Os Haltis ou Gentle Leaders como são colocadas à volta do focinho são desconfortáveis no início e levam os cães a esfregar o focinho no chão, ou nas pernas das pessoas na tentativa de os retirarem. O acondicionamento deve portanto ser feito gradualmente, associando a trela a algo positivo, em sessões curtas e colocando passo a passo a coleira até que o cão esteja habituado. Se colocar a coleira e fôr para a rua sem adequadamente condicionar o cão à coleira, este muito provavelmente irá debater-se com a coleira e tornar o passeio um martírio.
Estas coleiras são muitas vezes confundidas com mordaças por serem colocadas à volta do focinho, no entanto elas não mantêm o focinho fechado, permitindo que o cão exerça todas as actividades como arfar (mantendo a temperatura regulada), beber, ladrar e comer, sem restrições.
Lupi e Halti Harness
A Lupi e Halti Harness são um tipo de coleiras que são colocadas e se assemelham em aspecto aos peitorais convencionais. A diferença é que ambas estas coleiras exercem dois pontos de pressão fulcrais nos cães, um no peito e outro nas costas. Estes dois pontos ao serem pressionados evitam que os cães puxem.
A diferença entre uma e outra é que uma Halti Harness requer uma trela com encaixe duplo, isto é, uma trela que clipe na argola do peito e na argola das costas, ou duas trelas.
Já a Lupi foi desenhada de forma a que só tenhamos que clipar numa argola, a das costas, tal qual um peitoral. Estas duas coleiras, não incitam a que o cão puxe, tornam os passeios muito mais fáceis e os cães muito mais calmos e menos propensos a puxarem, para além de que permitem controlar facilmente cães com força ou de tamanho grande.
Relativamente às Haltis ou Gentle Leaders, estas coleiras não precisam de um acondicionamento às mesmas sendo que podem ser colocadas imediatamente que a maioria dos cães não se sente incomodado pelas mesmas.
Sporn Halter
Peitoral Easy Walk (EW)
O Peitoral:
Tem uma tira na escapula e uma nas costelas que formam uma linha vertical atras das patas dianteiras e outra no peito acima da articulação dos ombros e um aro em D na tira peitoral onde deve ser presa a guia.
Ao contrário dos peitorais comuns que estimulam o peludo a tracionar e ficar “de pé” nas patas traseiras, o EW desestimula essas reações devido a guia ir trela na frente do cão e a tira fazer pressão nos músculos peitorais. O modo de usar é basicamente mesmo da GL mas não serve como ferramenta de adestramento
Estranguladoras ou Enforcadoras
Estranguladoras ou enforcadoras são coleiras com aneis de metal que deverão ser colocadas no cão de forma a apertarem quando são esticadas.
Estas coleiras funcionam através da aplicação de castigo positivo e reforço negativo, isto é, a aplicação de um esticão na coleira no momento em que o puxa (castigo positivo) causa dor, desconforto, bloqueia a passagem do ar, fazendo com que o cão pare imediatamente de puxar. Quando o cão pára de puxar, a coleira relaxa no pescoço do mesmo (reforço negativo), o cão aprende então que quando puxa algo de negativo acontece e quando não puxa evita a aplicação de um castigo. O cão não puxa para evitar ser castigado.
Estas coleiras podem ser eficazes, no entanto é extremamente difícil usá-las correctamente e existem várias desvantagens no uso das mesmas:
O castigo (a aplicação do esticão na trela quando o cão puxa) tem que ser suficientemente forte para ser eficaz. Se a coleira não causar dor, transtorno, medo ou desconforto esta não será eficaz e o cão continuará a puxar porque a consequência não é suficientemente forte para o fazer parar.
Em contrapartida se aplicarmos um esticão com força a mais corremos o risco de causar danos irreparáveis na traqueia do cão, corremos o risco de abusar do cão aplicando um castigo desproporcional ao comportamento em questão, fazendo com que o cão desenvolva agressão defensiva, medo. ansiedade ou vários outros problemas.
Corremos também o risco da associação que o cão faz ao castigo não ser aquela que esperamos.
Imagine o cão que vai na rua e vê uma criança no outro lado da rua ao longe. O cão puxa enquanto foca a sua atenção na criança. O dono aplica o castigo com o intuito de fazer o cão parar de puxar, o cão associa o desconforto e/ou dor à criança e não ao facto de estar a puxar. Muito rapidamente criamos um cão a ser agressivo/reactivo a crianças. Por este motivo existem tantos cães reactivos de trela, que ladram e rosnam a estímulos aos quais reagem pacificamente quando estão soltos. É impossível saber exactamente a que é que o cão está a aliar o castigo que está a ser aplicado, principalmente quando o usamos em ambientes tão ricos em estímulos como passeios na rua.
O cão alia a aplicação do castigo ao dono, pelo que isto constitui uma forma de tornar a relação entre dono e cão uma baseada no medo e na aversividade na qual o cão começa a recear a imprevisibilidade do dono na aplicação de castigos e punições.
O cão aprende que sem a estranguladora as punições não são aplicadas e muitos cães, têm que usar para sempre estranguladoras. Se colocar uma coleira normal no seu cão ele rapidamente começará a puxar. Quem treina um cão com estranguladora, terá que a usar para sempre no cão.
Muitos cães desenvolvem resistência à dor o que leva a que para que a coleira continue a ser eficaz o dono tenha que aplicar esticões cada vez mais fortes, podendo chegar a danificar gravemente a traqueia do cão ou a causar danos na zona da coluna como documentado num estudo feito em 1992 na Suécia, no qual se estipulou que 91% dos cães que apresentam lesões na coluna foram submetidos a esticões com estranguladoras e têm um longo historial de puxar na trela.
Coleiras de Bicos
Coleiras de bicos, são coleiras constituída por bicos de metal enviosados que deverão estar virados para dentro pressionando o pescoço do cão quando este puxa.
As coleiras de bicos operam tal como as estranguladoras através da aplicação de reforço negativo e castigo positivo, isto é, funcionam através da aplicação de punições e aversivos.Em comparação com as estranguladoras as coleiras de bicos não causam tantos danos nas traqueias dos cães sendo por isso mais seguras nesse aspecto, sendo que aplicam dor e desconforto em maior intensidade.
No entanto, tal como as coleiras estranguladoras, as coleiras de bicos, partilham os mesmos problemas que as anteriores, sendo que o cão terá que usar uma coleira de bicos para o resto da vida, porque no momento que esta fôr retirada o cão deixa de ser “obediente” (a aplicação do castigo deixa de ser possível). Coleiras de bicos são também perigosas no sentido que se um cão se assusta e puxa com força a mais, estes poderão causar dano substancial na pele do pescoço do cão. Em muitos países a venda ao público de coleiras de bicos e coleiras enforcadoras é proibida como na Austrália, por exemplo, onde estas são consideradas perigosas e um instrumento que facilmente causa dano considerável ao cão.
Para se usar tanto uma estranguladora como uma coleira de bicos, é necessário um conhecimento muito exacto de como estas operam, quais as consequências do uso das mesmas e que os donos sejam informados que efeitos colaterais tais como: medo, agressão, frustração,. etc.. se podem desenvolver graças ao uso das mesmas. Como é impossível saber com exactidão qual a intensidade perfeita para aplicar um puxão (pode variar de cão para cão e conforme o contexto), e como é muito difícil aplicar um puxão na altura exacta de forma a evitar associações erradas por parte do cão, e dada a existência de outros métodos de ensino eficazes e menos intrusivos como reforço positivo no qual o cão aprende a caminhar na trela sem riscos de desenvolver problemas comportamentais ou deteriorar a sua relação com o dono, estas coleiras são desaconselhadas por muitos treinadores experientes e por algumas das entidade de protecção, treino e comportamento animal mais conhecidas a nível mundial, tais como: RSPCA, APDT, AHS, AVSA, SFPCA,etc..etc..
Das coleiras acima nenhuma tem como intuito ensinar o cão a não puxar na trela, estão apenas desenhadas para facilitar os passeios. Escolha aquela que melhor se adequa a si e ao seu cão e contacte um treinador positivo para aprender como ensinar o cão a não puxar na trela através do uso de reforço positivo. Quando o cão aprende através de reforço positivo, a trela torna-se um instrumento de segurança para que possa circular com o seu cão pela rua sem perigo e não um instrumento de ensino.
Maior parte do texto
Escrito por:
Claudia Estanislau
Its All About Dogs