"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





sábado, 3 de novembro de 2012

Ensinar a rosnar à ordem (video)


Como em muita coisa no treino canino iremos reforçar quando o cão rosna como  muito provavelmente rosnam quando brincam ao jogo do "tug of war".

Claro aqui é MUITO importante que só iremos reforçar comportamentos de rosnar na brincadeira e nunca quando o cão rosna como sinal comunicativo de agressão.

O processo de moldar o rosnar , clicando apenas quando o cão o faz mais alto, ou perfeito ou como nós queremos é o mais desafiante, mas sem dúvida para mim o mais divertido.

É giro ver que a dona associou  o ela rosnar ao cão rosnar. :)


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que fazer em relação à crise nas palavras de Ben Stein


Muito bem dito, tirou-me as palavras da boca!!! Um pensamento para começar o mês quando tudo o que se ouve falar é crise, crise, crise...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mondioring



História
Esta modalidade canina surgiu, nos anos 80, a partir da fusão dos diversos regulamentos de Ring (provas de selecção de cães de utilidade policial sendo a prova de defesa efectuada em fato de protecção completo), que já existiam à cerca de 100 anos em países como a Bélgica. a França, a Holanda, a Suíça, entre outros, em que os exercícios eram executados de forma diferente embora com o mesmo objectivo final
Esta fusão visou uniformizar os regulamentos e permitir realizar um Campeonato do Mundo de Ring em que todos os países pudessem participar, de modo a ser possível seleccionar os cães mais aptos física e psicologicamente a nível mundial para posteriormente servirem de reprodutores das diferentes raças, bem como evidenciar os melhores treinadores de cães a nível mundial.
O Mondioring divide-se   em 3 níveis de dificuldade crescente, Mondioring 1, Mondioring 2 e Mondioring 3. Em cada prova os cães têm que executar exercícios de Obediência, exercícios de Saltos e exercícios de Provas de Coragem.

Composição de uma prova de Mondioring

1.Obediência: o cão tem de executar os seguintes exercícios: recusa de alimento, andar ao lado sem trela, ficar deitado sobre distracções, executar posições (sentar, deitar, de pé) à distância, ir buscar um objecto variado e traze-lo ao dono, enviar em frente com chamada ao dono, diferenciação de um objecto entre iguais pelo odor.

2. Saltos: o cão tem de efectuar um salto vertical de ida e volta, cuja altura pode ser de 1 metro a 1.20 metros; um salto em comprimento que vai desde os 3 metros até aos 4, e transposição de uma palissada (parede vertical lisa) com altura entre 1,70 metros e 2,30metros.

3. Prova de Coragem: o cão tem de efectuar os seguintes exercícios: defesa do dono, guarda de objecto, ataque frontal com bastão (cana Bambu), ataque em fuga com disparos, ataque interrompido, ataque com acessórios, ataque com obstáculos, procura e escolta de malfeitor

Exercicios:
Obediencia

São compostos pelos seguintes exercícios:
  1 - Andar junto ao dono: Neste exercicio o cão tem de andar sempre na lateral do dono, independentemente do percurso definido e dos obstáculos encontrados. O dono não pode dar qualquer ordem a não ser a inicial, e o cão vai sem trela ou coleira.
  2 - Em frente: O cão terá de fazer uma linha recta, que poderá atingir aproximadamente 50 mts, e voltar ao comando do dono.
  3 - Apport: Neste exercício o cão terá que ir buscar, à ordem, o objecto lançado pelo dono e trazê-lo imediantamente.
  4 - Deitado sobre distrações: o cão terá de ficar deitado num determinado local, sem poder alterar o seu posicionamento, sózinho, durante 1 minuto, resistindo a todas as distrações cujo propósito é fazê-lo sair daquele sitio e posição.
  5 - Posições: à distância, o dono comanda o seu cão ordenando-lhe uma sequência de posições (sentado, deitado e de pé) definida pelo juiz.
  6 - Recusa de alimento: sem a presença do dono, o cão tem de recusar os deliciosos alimentos que os figurantes lhe vão oeferecer.
  7 - Blocos: O cão terá de ir reconhecer o bloco de madeira largado pelo seu dono (odor) no meio de outros blocos.

Coragem

São compostos pelos seguintes exercícios:
   1 - Defesa do dono: O cão terá de ver que é que "bate" no seu dono e defendê-lo, independente das distrações ou pressões a que possa ser sujeito.
   2 - Ataque frontal com bastão: O cão terá que, à ordem do dono, neutralizar o homem que, com uma pau o ameaça e tenta dissuadir.
   3 - Ataque em fuga com disparos: Imaginem um bandido em fuga, o dono não o consegue apanhar e dá a ordem ao cão para o neutralizar, tendo que suportar o barulho dos tiros, sem medos.
   4 - Ataque interrompido: um desenvolvimento da anterior, mas com uma nuance, dado que o dono decide que o bandido já não é para ser neutralizado pelo seu cão. Apesar do cão já estar em marcha, à distancia o dono comanda-o para voltar. Quanto mais proximo do suspeito em fuga for dada essa ordem, maior o grau de dificuldade e, obviamente, mais pontos.
   5 -  Ataque com obstáculos: apesar do suspeito poder estar "protegido" por algum obstáculo, o cão tem de o saltar e sem temores, neutralizar o suspeito.
   6 - Procura e escolta do suspeito: No campo encontra-se um homem escondido que o cão tem de procurar. Uma vez encontrado, tem de o escoltar sem comando do dono e sem nunca morder, excepto se este tentar fugir.


O porque de cada exercício?
O Mondioring coloca em primeiro lugar as qualidades genéticas e físicas do cão.
Os saltos no grau três são: 2,30 m na PALIÇADA, No salto em distancia de 4 m. Salto livre de 1,2 m.
Os cães capazes de fazer tais saltos provavelmente não tem displasia e não a transmitirão a seus filhos.
A presença de cães no ring trabalhando há mais de 45 minutos é um animal resistente e rústico.
Você também deve ter um grande equilíbrio e autocontrole. Por exemplo, durante a guarda do condutor o cão deve ter a noção do que é provocação e do que é uma agressão física real.
Deve ter sentido do olfato: Enviar o cão e este encontrar e identificar um objeto deixado por seu condutor no meio de outros.
Deve ter agilidade e destreza para morder o homem assistente (há) em movimento e sem deixá-lo escapar.

Qualidades
O cão para o Mondioring tem que ser robusto, ter reflexos rápidos, ter uma grande resistência à fadiga e ao calor, forte capacidade de impulsão, possuir uma grande elasticidade, ser psiquicamente capaz de permanecer numa atitude de tranquilidade, apesar das fortes provocações a que é submetido e caso necessário rapidamente passar a um estado de acção em segundos. Necessita igualmente de ter espírito de iniciativa, mesmo perante uma situação desconhecida, para saber quando e como actuar e permanecer indiferente ás provocações de que é alvo.

Raças mais utilizadas
São os Pastores Belgas, em especial a variedade Malinois, o Tervueren, alguns Lakenois e Groenendael (muito poucos), que há 100 anos são selecionados pelas modalidades de RING, logo seguidos pelos Pastores Alemães de linhas Francesas que há cerca de 50 anos, são seleccionados por alguns criadores em França, seguidas pelos Pastores de Beauce, pelos Pastores de Brie, entre outros
Para poderem competir nesta modalidade, os exemplares têm que previamente ser considerados APTOS num TESTE DE SOCIABILIDADE, caso mostrem o menor desequilíbrio de carácter, instabilidade ou agressividade, são imediatamente suspensos.

Conselhos úteis
Adquirir um Cão para a prática desta modalidade certifique-se que o cão tem origens de Ring (Francês, Belga, etc...) ou Mondioring e de preferência peça a opinião de alguém que esteja por dentro da modalidade.





terça-feira, 30 de outubro de 2012

Exigências legais e burucracias


Os cães têm três obrigações legais às quais o dono não pode fugir sob pena de coima. Boletim de vacinas actualizado com a vacina da raiva, microchip e licença são o que a lei exige para todos os cães, embora o registo varie conforme a raça, utilidade ou "perigosidade" do cão.

Vacinação Anti-rábica

A única vacina obrigatória por lei é a vacina contra a raiva. Esta vacina tem de ser dada a partir dos 4 meses. A vacina da raiva custa entre 20/30 euros, dependendo das clínicas. Os veterinários dos canis municipais fazem geralmente preços mais acessíveis. Existem associações que também praticam preços mais baratos para sócios.

Microchip

O microchip é uma pequena cápsula que é introduzida sob a pele do animal. Cada microchip tem um número exclusivo que pode ser lido utilizando um aparelho especial.

Associado a esse número estão os dados do cão e do dono. Existem duas bases de dados no nosso país: a SIRA, tutelada pelo Sindicato dos Médicos Veterinários, e a SICAFE, tutelada pela Direcção-Geral de Agricultura. Ao implantar o microchip no veterinário, o cão fica registado na SIRA. O veterinário preenche uma folha em triplicado com os dados do dono e do animal. O original fica com o veterinário, uma cópia é para o dono e a outra deve ser entregue na Junta de Freguesia para registar o cão na SICAFE.

A implantação do microchip é obrigatória para cães nascidos a partir de 1 de Julho de 2008. Cães perigosos ou de raças potencialmente perigosas, cães de caça e exposição com fins lucrativos nascidos a partir de 2004 necessitam também de ter microchip.

O custo da implantação ronda os 20/30 euros conforme os veterinários.

Registo e Licença

A obtenção da licença do cão faz-se na Junta de Freguesia. O registo do cão pode ser feito durante todo o ano. Os procedimentos anteriores, vacina contra a raiva e microchip, são obrigatórios para registar o cão. Uma vez que a vacina da raiva só pode ser dada a partir dos 4 meses, o registo dos cães geralmente é feito no 4º ou 5º mês de vida.

Os cães podem ser considerados animais de companhia, de caça, cães potencialmente perigosos ou perigosos.

Para registar um cão como animal de companhia necessita de:

Boletim de Vacinas actualizado, já com a vacina contra a raiva
Ficha de registo do microchip (entregue pelo veterinário aquando da colocação do chip)
Bilhete de Identidade do proprietário – é necessário ser maior de idade
Número de contribuinte

No caso do registo de um cão de companhia (categoria A), o custo total à data é de 10,34 euros: Taxa de Licença 7,70€, Taxa de Registo 1,10€, Imposto de Selo 1,54€.*

Os cães de raças potencialmente perigosas são considerados animais de companhia e têm um regime especial, independentemente de serem ou não utilizados para a caça. Ao registar o seu cão, não faça confusão entre cães perigosos e cães potencialmente perigosos. Os cães perigosos são animais que já tenham atacado uma pessoa ou outro animal. Os cães potencialmente perigosos são animais que pertencem a uma das seguintes raças ou cruzados de:

-Cão de Fila Brasileiro
-Dogue Argentino
-Pitbull Terrier
-Rottweiler
-Staffordshire Terrier Americado
-Staffordshire Bull Terrier
-Tosa Inu

Para obter a licença para um cão de uma raça potencialmente perigosa (categoria G) deve apresentar também:

-Registo criminal do detentor do cão, livre de crimes contra a vida ou integridade física, contra a saúde pública ou contra a paz pública. Pode pedir o seu registo criminal na Loja do Cidadão. Para isso basta apresentar o Bilhete de Identidade. O preço à data é 3,5 euros
-Termo de responsabilidade, no qual o dono deve declarar o tipo de condições do alojamento do animal; quais as medidas de segurança que estão implementadas; e o historial de agressividade do animal em causa (ver caixa)
-Comprovativo (talão de pagamento) do seguro de responsabilidade civil para o cão - O contrato de seguro tem de possuir um capital mínimo de 50 mil euros. Verifique se o seu seguro da casa pode inclui os danos provocados pelo cão, verificando se abrange a raça do seu animal. Esta solução é geralmente a menos dispendiosa. Caso isso não se verifique, pode fazer um seguro independente que custa em média 40/50 euros anuais. A grande maioria dos seguros de responsabilidade civil não cobre danos causados noutros animais.
-Está ainda prevista a apresentação de um atestado de capacidade física e psíquica para a detenção de um cão de uma das raças listadas, mas o documento ainda não é pedido.
-Os cães não registados no Clube Português de Canicultura, ou seja sem LOP/Pedigree, têm de ser esterilizados. Os preços variam muito conforme as clínicas e os cuidados prestados (medicamentos e/ou pensos incluídos, por exemplo) desde os 100 aos 300 euros.

O custo total é à data 16,94 euros: Taxa de Licença 13,20€, Taxa de Registo 1,10€, Imposto de Selo 2,64€.*

Para registar um cão de caça, para além do que é pedido para os cães de companhia (não potencialmente perigosos) é necessário apresentar a Carta de Caçador do proprietário. No caso do registo de um cão de caça (categoria E), o custo total é à data 9,02 euros: Taxa de Licença 6,60€, Taxa de Registo 1,10€, Imposto de Selo 1,32€.*

A licença pode ser entregue apenas oito dias após apresentação/preenchimento dos papéis. A licença deve ser renovada todos os anos. O valor é o mesmo, exceptuando a parcela da taxa de registo que é paga apenas uma vez.

A falta de licença pode resultar numa coima entre 500 e 3740 euros para pessoas singulares, ou até 44890, para empresas.

*Nota: Os preços não se aplicam a todas as Juntas de Freguesia do país e geralmente há pequenas oscilações. Foram inquiridas várias Juntas de Freguesia e optou-se por publicar os custos da Junta com preços intermédios. Os custos apresentados referem-se aos preços praticados na altura da publicação do artigo.

"Termo de responsabilidade para licença de detenção de animais perigosos e potencialmente perigosos

(Decreto-Lei n.º 312/2003, de 17 de Dezembro)

Eu, abaixo assinado, declaro conhecer as disposições do Decreto-Lei n.º 312/2003, de 17 de Dezembro, bem como assumir a responsabilidade pela detenção do animal infra-indicado nas condições de segurança aqui expressas:

Nome do detentor ..., bilhete de identidade n.º ..., arquivo de ..., emitido em ..., morada ...
Espécie animal ..., raça ...
Número de identificação do animal (se aplicável) ...
Local do alojamento ...
Tipo de alojamento (jaula, gaiola, contentor, terrário, canil, etc.) ...
Condições do alojamento (ver nota *) ...
Medidas de segurança implementadas ...
Incidentes de agressão ...
..., ... de... de ...
Assinatura do detentor ...

(nota *) Ao abrigo do Decreto-Lei n.º 276/2001, de 17 de Outubro, e ... modelo n.º ... da DGV."

Fonte:arcadenoe.sapo.pt

sábado, 27 de outubro de 2012

Provas Praticas para Cão de Agua Português


Objectivos e propostas


As Provas de Trabalho têm como objectivo, fomentar as aptidões naturais dos exemplares a elas concorrentes, tendo em vista o melhoramento dos aspectos funcionais da Raça.
Desenvolver, despertar e expandir nos criadores, proprietários e público em geral, as Provas de Trabalho como uma actividade cultural, desportiva e de utilidade pública, através de acções informativas e educativas durante as Provas.
Estas Provas têm como objectivo dar continuidade ao trabalho efectuado por esta Raça durante muitos anos, no desempenho a bordo dos barcos de pesca, como grande auxiliar do pescador.


Organização

As Provas de Trabalho são organizadas e supervisionadas pela 4ª Comissão – Subcomissão de Cães de Água do Clube Português de Canicultura.
Poderão ser organizadas por uma Entidade Oficial, Clubes da Raça ou Clubes filiados no Clube Português de Canicultura, sob autorização da 4ª Comissão – Subcomissão de Cães de Água.

As Provas Práticas de Trabalho para Cão de Água Português são compostas por:

1 - Provas Práticas de Trabalho – Nível I.



Nível I - Prova A

Natação (Velocidade)

1 - A origem desta prova tem como objectivo recriar uma das funções dos Cães de Água, que era entregarem mensagens de navio para navio, seguindo as ordens dadas. O Juiz avalia nos exemplares as características de temperamento perante a água e de natação, tendo em atenção os seguintes pontos:

a - Comportamento perante a água.
b - Velocidade entre bóias.
c - Estilo e ritmo de natação.
d - Obediência.


2 - Esta avaliação é feita ao longo de um percurso triangular definido pelo ponto de partida/chegada e por duas bóias colocadas a igual distância, mais ou menos 15 m, e distanciadas entre si cerca de 15 m também.

Inicio de prova

- O exemplar inicia a prova partindo da posição de sentado à esquerda do condutor e sem trela. Á sua ordem deve dirigir-se para a água e entrar, efectuando o percurso acompanhado do condutor.
- Para finalizar a prova o condutor dirige-se para o local de partida/chegada e o exemplar vai sentar-se à esquerda do condutor.
- A velocidade pontuada é a efectuada no percurso entre bóias, que será cronometrada.
- O exemplar que não entrar na água ou não contornar a primeira bóia será desclassificado, podendo no entanto continuar em prova, mas será classificado atrás do último exemplar que concluir a primeira prova independentemente da pontuação obtida nas restantes provas.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:

Comportamento perante a água de 0 a 5 pontos
Percurso Completo de 0 a 5 pontos
Estilo e Ritmo de Natação de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos

-O tempo entre bóias será pontuado conforme o número de exemplares em prova, o primeiro terá a pontuação mais elevada, e o mais lento a mais baixa (1 ponto). 

de 1 a X pontos



Nível I - Prova B

Recuperação de objecto flutuante

1 - A origem desta prova é recriar uma das funções do Cão de Água a bordo dos barcos de pesca que era recuperar os objectos que caiam pela borda fora, peixes que soltavam dos anzóis e salvar vidas humanas. O Juiz nesta prova avalia a forma como o Cão recupera um objecto arremessado para a água, a perícia em nadar com o objecto na boca e a entrega à mão, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Atenção à marcação do ponto de queda.
b - Forma como abocar o objecto.
c - Entrega do objecto.
d - Obediência.

Inicio de prova

- Durante o lançamento do objecto para a água o Cão mantêm-se sentado sem trela à esquerda do condutor. O objecto deve ser lançado pelo condutor, para o meio das bóias e a igual distância. No caso do lançamento não ser correcto, por ser curta a distância, ou fora das bóias, o Juiz deve mandar repetir o lançamento.
- Para recuperar o objecto o cão sai à ordem do condutor, depois deste ter lançado o objecto, e deve nadar directamente para o objecto, sem hesitar ou mudar de direcção, e abocar à primeira tentativa.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o deixar cair, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega-lhe o objecto à mão e vai sentar-se no lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado, se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- Os Exemplares que não recuperarem o objecto não serão pontuados nesta prova.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:

Marcação do ponto de queda do objecto de 0 a 5 pontos
Forma de abocar o objecto de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível I - Prova C

Mergulho com recuperação de objecto submerso

1 - A origem desta prova é de recriar as funções que os Cães de Água tinham a bordo dos barcos de pesca, que era recuperarem os objectos que caíam ao mar e se afundavam. O Juíz nesta prova avalia a forma como o cão prepara o mergulho básico (cabeça submersa) e recupera o objecto submerso no mínimo 0,5 a 1m, tendo em atenção os seguintes pontos:

a - Preparação e forma de mergulhar
b - Resultado da recuperação
c - Forma como entrega à mão
d - Obediência

Início de prova

- O exemplar inicia a prova na posição de sentado a esquerda do condutor. Á sua ordem dirigem-se para a água até o Cão perder pé, o condutor liberta o objecto que deve ficar submerso e afasta-se. O cão para recuperar o objecto deve no mínimo submergir completamente a cabeça.
- O Juiz deve ter em atenção as condições de visibilidade subaquática e a ondulação, que podem ter influência na recuperação do objecto. Nestes casos o Juiz pontua os exemplares que prepararem de forma correcta e mergulharem para tentar recuperar o objecto.
- A entrega do objecto depois da recuperação efectua-se em terra devendo o condutor posicionar-se no local de inicio da prova. O Cão deve trazer o objecto sempre na boca, sem o deixar cair, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega-lhe o objecto à mão e vai sentar-se no lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- O Juíz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:

Preparação para o mergulho de 0 a 5 pontos
Resultado da recuperação de 0 a 5 pontos
Modo como entrega à mão de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos




2 - Provas de Campeonato Nacional de Trabalho – Nível II.


Nível II - Prova A

Natação (Resistência)

1 - A origem desta prova tem como objectivo recriar uma das funções dos Cães de Água que era entregarem mensagens de navio para navio seguindo as ordens dadas, por vezes os Cães tinham que nadar distâncias consideráveis e tinham que permanecer bastante tempo dentro de água. O Juiz avalia nos exemplares as características de temperamento perante a água e de natação, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Comportamento perante a água.
b - Resistência.
c - Estilo e ritmo de natação.
d - Obediência.

2 - Esta avaliação é feita ao longo dum percurso em que o condutor e o exemplar devem contornar as bóias colocadas, várias vezes, até atingirem o tempo de dois minutos.

Inicio de prova

- O exemplar inicia a prova partindo da posição de sentado à esquerda do condutor e sem trela. À sua ordem deve dirigir-se para a água e entrar, efectuando o percurso acompanhando o condutor.
- O exemplar que não entrar na água, ou não permanecer no mínimo 2 minutos dentro de água a nadar, será desclassificado.
- Para finalizar a prova o condutor dirige-se para o local de partida/chegada e o exemplar vai sentar-se à esquerda do condutor.
Comportamento perante a água de 0 a 5 pontos
Resistência de 0 a 5 pontos
Estilo e Ritmo de Natação de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível II - Prova B

Recuperação duma linha flutuante com bóias (Simulação de rede)

1 - A origem desta prova tem como base o facto de que nos barcos os cães detectavam e recuperavam as redes que se tinham partido ou perdido e que andavam à deriva nas ondas, ou bocados de rede que se partiam. O Juíz avalia os exemplares, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Atenção à marcação do ponto de queda.
b - Forma como abocar o objecto.
c - Entrega do objecto.
d - Obediência.

Inicio de prova

- Durante o lançamento do objecto para a água o Cão mantêm-se sentado sem trela à esquerda do condutor. O objecto deve ser lançado pelo condutor, para o meio das bóias e a igual distância. No caso do lançamento não ser correcto, por ser curta a distância ou fora das bóias, o Juiz deve mandar repetir o lançamento.
- Para recuperar o objecto o cão sai à ordem do condutor, depois deste ter lançado o objecto, e deve nadar directamente para o objecto, sem hesitar ou mudar de direcção, e abocar à primeira tentativa.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca, sem o soltar, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega-lhe o objecto à mão, e vai sentar-se no lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- Os Exemplares que não recuperarem o objecto não serão pontuados nesta prova.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Marcação do ponto de queda do objecto de 0 a 5 pontos
Forma de abocar o objecto de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível II - Prova C

Mergulho profundo com recuperação de objecto submerso

1 - A origem desta prova é recriar as funções que os Cães de Água tinham a bordo dos barcos de pesca, que era recuperarem os objectos que caíam para o mar e se afundavam. O Juíz nesta prova avalia a forma como o cão mergulha, a uma profundidade estimada entre 1 a 1,5 metros e recupera o objecto submerso, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Preparação e forma de mergulhar
b - Resultado da recuperação
c - Forma como entrega à mão
d - Obediência

Início de prova

- O exemplar inicia a prova na posição de sentado à esquerda do condutor e sem trela, à sua ordem dirigem-se para a beira da água, o condutor lança o objecto que deve ficar submerso no mínimo 1 metro, e dá ordem para o cão recuperar o objecto. Este deve mergulhar completamente o corpo.
- O Juiz deve ter em atenção as condições de visibilidade subaquática e a ondulação, que podem ter influência na recuperação do objecto. Nestes casos o Juiz pontua os exemplares que prepararem de forma correcta e mergulharem para tentar recuperar o objecto.
- A entrega do objecto depois da recuperação efectua-se em terra devendo o condutor posicionar-se no local de inicio de prova. O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o soltar, e nadando directamente para o condutor. Em terra, o Cão, à ordem do condutor entrega o objecto à mão e vai sentar-se do lado esquerdo do condutor. Quando o Cão sai da água, se deixar cair o objecto para se sacudir, não será penalizado, se de seguida o abocar e entregar ao condutor.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Preparação para o mergulho de 0 a 5 pontos
Resultado da recuperação de 0 a 5 pontos
Modo como entrega à mão de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


3 - Provas de Campeonato Internacional de Trabalho – Nível III.


Nível III - Prova A
Natação, seguindo ordens, entre barco-terra-barco

1 - A origem desta prova tem como objectivo recriar uma das funções dos Cães de Água que era entregarem mensagens de navio para terra e volta, seguindo ordens dadas. O Juiz avalia nos exemplares as características de temperamento perante a água e de natação, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Comportamento perante a água.
b - Estilo, ritmo e velocidade de natação.
c - Transporte e entrega de objecto
d - Obediência.

Início de prova

- Esta avaliação é feita ao longo de um percurso entre um barco ancorado a 20 metros de terra e volta.
- O Exemplar salta do barco à ordem do condutor, nada até terra, senta-se à frente do 2º condutor, aboca o objecto que lhe é entregue, nada até ao barco e faz a entrega do objecto ao 1º condutor.
- O 1º condutor só pode dar ordem ou incentivar o cão no salto para a água e por voz, ao 2º condutor só é permitido dar à boca o objecto e dar ordem verbal para a entrega do objecto ao 1º condutor. Qualquer outro tipo de intervenção pode originar a desclassificação do exemplar.
- Os percursos a percorrer pelo exemplar são cronometrados.
- Juíz pontua os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Salto para a água e ritmo de natação de 0 a 5 pontos
Capacidade para se manter no percurso de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível III - Prova B

Recuperação de objecto flutuante a partir do barco (Rede de pesca)

1 - A origem desta prova: a bordo dos navios os cães tinham a responsabilidade de recuperarem os objectos que caíam pela borda fora. O Juíz avalia a capacidade dos cães de saltarem para a água, recuperarem o objecto e subirem para bordo, tendo em atenção os seguintes pontos:
a - Salto para a água e marcação do objecto
b - Forma de abocar o objecto
c - Entrega do objecto.
d - Obediência.

Início de prova

- Durante o posicionamento do objecto na água o Cão mantêm-se sentado no barco sem trela. O objecto deve ser posicionado pelo Comissário, a uma distância de 10 metros.
- Para recuperar o objecto o cão sai à ordem do condutor, deve nadar directamente para o objecto sem hesitar ou mudar de direcção, e abocar à primeira tentativa.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o soltar e nadando directamente para o condutor. O Cão entrega o objecto à mão do condutor e sobe a rampa.
- Os Exemplares que não recuperarem o objecto não serão pontuados.
- O Juiz pontuará os exemplares de acordo com os seguintes critérios:
Salto para a água e marcação do objecto de 0 a 5 pontos
Forma como recupera o objecto de 0 a 5 pontos
Entrega do objecto de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Nível III - Prova C

Mergulho profundo a partir do barco com recuperação de objecto submerso

1 - A origem desta prova é recriar as funções que os Cães de Água tinham a bordo dos barcos de pesca, que era recuperarem os objectos que caíam para o mar e se afundavam. O Juíz nesta prova avalia a forma como o cão mergulha a uma profundidade estimada entre 1,5 a 2 metros e recupera o objecto submerso, tendo em atenção os seguintes pontos:

a - Salto para a água e forma de mergulhar
b - Resultado da recuperação
c - Forma como entrega à mão
d - Obediência

Início de prova

- O exemplar inicia a prova na posição de sentado. O condutor lança o objecto a cerca de 2 metros de distância e este deve afundar à profundidade mínima de 1,5 metros, o cão mergulha e recupera o objecto.
- O Juiz deve ter em atenção às condições de visibilidade subaquática e a ondulação, que podem ter influência na recuperação do objecto. Nestes casos o Juiz pontua os exemplares que preparem de forma correcta, saltem sem hesitar e mergulhem para tentar recuperar o objecto.
- O Cão deve trazer o objecto sempre na boca sem o soltar, nadar directamente para o barco, entregá-lo à mão do condutor e subir depois a rampa.
Salto para a água e forma de mergulhar de 0 a 5 pontos
Resultado da recuperação de 0 a 5 pontos
Modo como entrega à mão de 0 a 5 pontos
Obediência de 0 a 5 pontos


Fonte:  -Associação para a Protecção do Cão de Água Português
http://casacalado-sport.blogspot.pt/

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Diabetes em cães


Existem dois tipos de diabetes mellitus em cães: a dependente e a não dependente de insulina, ou seja, diabetes insipitus e diabetes mellitus.

A diabetes insipitus é uma desordem muito rara que resulta na incapacidade de regular o conteúdo de água corporal.

A diabetes mellitus é uma doença relativamente comum e aparece mais freqüentemente em cães de 5 ou mais anos. Existe, também, uma forma congênita que ocorre em cães, sendo muito rara (Spinosa, 2001).

Vamos tratar aqui da diabetes mellitus.
São conhecidos dois tipos desta diabetes mellitus: tipo I e tipo II.

A tipo I, ou diabetes mellitus dependente de insulina, com perda progressiva e eventualmente completa da secreção de insulina, pelo pâncreas. Portanto, o paciente com este tipo de diabetes é conhecido
como insulino dependente. A maior parte dos cães diabéticos apresenta-se com este tipo de diabetes (Nelson, 2001).

A tipo II, ou diabetes mellitus não dependente de insulina, caracteriza-se por uma resistência à insulina e/ou células β disfuncional. A secreção de insulina pode ser elevada, baixa ou normal, mas é insuficiente para superar a resistência à insulina nos tecidos. Esta, por sua vez, é de difícil diagnóstico em cães (Cunnighan, 2004).

O Diagnóstico

O diagnóstico de diabetes mellitus baseia-se em três critérios:

1 - 0s quatro sinais clínicos clássicos, os 4P's :
         Poliúria-->  aumento do volume urinário, o animal passa a urinar mais.
         Polidpsia --> sede excessiva, o animal passa a ingerir mais água.
         Polifagia --> aumneto do desejo de comer. Alguns animais começam a atacar até o lixo da casa.
         Perda de Peso --> mesmo o animal se alimentando mais, a glicose não consegue penetrar na célula, então o organismo começa a metabolizar poteína e gordura. Na diabetes tipo II, está manifestação é mais lenta.

OBS: Se tivermos um cão que está emagrecendo, mas comendo muito, bebendo muita água e urinado muito, devemos em primeiro lugar pensar na diabetes.

2- O nível elevado de glicose na corrente sanguínea. O animal deve estar em jejum de 12h, para coleta de sangue. Os níveis normais de glicose em um cão normal  varia de 80-120mg/dl. Qualquer valor acima desse, devemos pensar em diabetes.

3 - A glucosúria (presença de glicose na urina) é um grande indicativo, mas não fecha o diagnóstico pois podemos ter glicosúria renal primária, um defeito que compromete a reabsorção de glicose.

SINAIS CLÍNICOS + HIPERGLICEMIA + GLICOSÚRIA = DIABETES

Outro Sinais da Diabetes

- Catarata Diabética  --> provocada por acúmulo de glicose e de outra substância chamada sorbitol no cristalino do globo ocular. Pode ser o primeiro sintoma que o proprietário percebe. O cristalino fica “azulado” e animal fica cego.


 - Infecção urinária --> a urina rica em glicose é substrato de crescimento bacteriano.

Diabetes e Cadela:
 Se o diagnóstico de diabetes ocorre numa cadela, esta deve ser castrada o mais rapidamente possível. Um dos hormonios femininas (a progesterona) interfere com o metabolismo da glicose, sendo difícil de controlar a diabetes em cadelas não castradas. Por vezes, em animais com diabetes há pouco tempo, a castração pode levar a uma recuperação completa. Após a cirurgia é necessário controlar bem os níveis de glicose no sangue pois, a terapia com insulina pode já não ser necessária.

Diabetes e Obesidade:
 A relação obesidade e diabetes é uma relação perigosa. O aumento da massa gordurosa, principalmente abdominal (visceral) está ligada à resistência à insulina, ou seja, à maior dificuldade da insulina colocar a glicose para dentro das células. O problema se agrava se o paciente tiver predisposição genética para desenvolver diabetes, pois neste caso o pâncreas é mais suscetível à deficiência na produção de insulina.
 Pouco se sabe sobre a patogênese da resistência à insulina causada pela obesidade em cães.



Conclusão:
Suspeitando de um cão diabético, devemos fazer um exame de sangue completo, um exame de glicose e um EAS.
Após fechar o diagnóstico, o tratamento é relativamente simples. O animal diabético, pode levar uma vida normal e uma sobrevida de qualidade. O tratamento se baseia na adiministração de insulina, exercício físicos e ração balanceada. No mercado temos vários tipos de insulina, devemos encontrar uma que apresente uma melhor resposta ao paciente.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Perguntas mais frequentes- Border Collie


É o Border Collie a raça mais inteligente?

A definição de inteligência de um cão é muito subjectiva e depende de muitas variáveis, tais como a treinabilidade, a habilidade de raciocínio, o pensamento independente, a capacidade física para uma determinada tarefa, etc.. Portanto, depende muito do que se entende por “inteligência”. Ainda assim, a maior parte das pessoas considera esta raça como extremamente inteligente. Têm uma treinabilidade muito alta e grande capacidade de raciocínio. É usual um Border aprender um comando em poucos minutos, ou após poucas repetições. No entanto, esta capacidade de aprendizagem faz com que consigam aprender muito rapidamente coisas que não desejaríamos que soubessem! A sua inteligência é uma das razões que os leva a meterem-se em sarilhos com tanta facilidade. Mas é também uma das razões por que se evidenciam em vários desportos como o Agility ou a Obediência.

Mas os Border Collies não nascem ensinados! Para que se salientem na sua ocupação, precisam de um dono que se aplique no treino e saiba como desenvolver as suas capacidades.

Como são com crianças?

Os Border Collies bem socializados crescerão felizes na companhia das crianças, gostando normalmente de brincar com elas - a energia quase inesgotável de uma criança mantém o Border activo e interessado. No entanto, o instinto de pastoreio diz ao animal para manter o “rebanho” junto. Na falta de rebanho, ele pode decidir pastorear as crianças, donde podem resultar pequenos conflitos, principalmente se as crianças não são avisadas ou não sabem como reagir: se tentam fugir, isso pode inclusive resultar em pequenas mordidelas nos tornozelos, o mesmo que o cão faria às ovelhas. Esta poderá ser a atitude de um cão menos habituado a crianças, ou com um instinto de pastoreio extremamente forte.

Como se portam com gatos ou outros animais pequenos?

Depende do cão. Usualmente, o Border Collie dá-se bem com os gatos da família, mas perseguirá todos os outros. Se forem apresentados quando o cão ainda é pequeno, não haverá grandes problemas. Mas se o instinto de pastoreio de um exemplar específico for muito forte, poderá estar sempre a maçar o gato, tentando pastoreá-lo com o olhar. Ao princípio, ou se não se tiver a certeza, é melhor não os deixar sozinhos.

Os Border Collies são hiperactivos?

O Border Collie é uma raça muito energética, intensa e que precisa de ocupação. Há exemplares mais activos que outros - como não podia deixar de ser - e alguns podem ser considerados hiperactivos (há linhagens que são criadas para que os cães o sejam, sobretudo na de Obediência de Competição, em que os cães devem parecer excitados com o trabalho. No entanto, não concordamos com este critério de selecção: achamos que os cães devem trabalhar de uma maneira calma e controlada). Os exemplares que trabalham no pastoreio costumam ser calmos - têm que o ser, ou serão inúteis para o trabalho, pois estarão demasiado excitados para ouvirem as ordens do pastor. O mesmo deve acontecer nos que frequentam as exposições de beleza. Mas mesmo estes os cães são intensos, pelo que, se não lhes for dado trabalho, eles acabam por o procurar sozinhos, a maior parte das vezes roendo tudo o que lhes vem à boca: sapatos, livros, carpetes, armários, paredes... ou cavando buracos por todo o quintal. Os Borders não costumam exercitar-se sozinhos – precisam e gostam da sua companhia.

Ao fim do dia, os Border Collies que têm trabalho (nem que seja jogar à bola ou com um freesby regularmente) - embora sendo cães muito energéticos quando brincam ou trabalham - estarão calmos em casa.

De que quantidade de exercício necessitam?

Mais uma vez, depende do cão. Planeie duas saídas de pelo menos meia hora, com qualquer tempo. Pelo menos 20 minutos devem ser de exercício intenso sem trela, como brincar a ir buscar uma bola, ou correr consigo. Para além disto, deve treiná-lo 10 a 15 minutos por dia (obediência, truques, etc). Considere inscrever-se numa escola de obediência canina (que use métodos positivos, por favor!). Se ainda assim o seu cão precisar de mais, dê-lhe mais exercício mental, e não físico: o Border Collie foi criado para trabalhar e correr todo o dia, pelo que será mais fácil cansá-lo com exercício mental do que com mais 20 minutos de correrias.

Os Border Collies gostam de nadar?

Adoram, se encorajados desde pequenos. Nadar é um excelente exercício para os cansar nos meses mais quentes de Verão. É também um excelente exercício para todos os cães que tenham displasia, porque fortalece os músculos que suportam a anca, sem colocar peso nas articulações.

Os Border Collies escapam-se com facilidade? Saltam cercas?

Os Borders são muito ágeis. Se deixados muito tempo sozinhos, poderão achar que fora do quintal há coisas muito mais interessantes para fazer. Se o decidirem, podem saltar até 2 metros de muro! Também são bons escavadores... se não dá por cima, talvez dê por baixo... Muitos também aprendem a abrir portas e trincos!

De que tamanho fica um Border?

Esta raça tem também uma grande diversidade de tamanhos. Em princípio, um Border é um cão médio (entre os 14 e os 21 kg), com cerca de 50 cm de altura (máx. 53 cm). Mas existem cães maiores (e bem mais pesados) e cães bem mais pequenos, sem que isto faça com que o cão deixe de ser um Border Collie. Se lhe interessa muito o tamanho do cão, tente ver os pais, ou peça conselhos ao criador.