Encontrei este post noutro blog e acho que vai ao encontro do outro post que tinha feito por isso decidi partilhar :)
A BBC recentemente exibiu um programa acerca dos cães de Pedigree, da sua criação e manipulação pelos criadores e mais especificamente pelo Kennel Club.
O vídeo tem58 mnts e está todo em inglês. Para aqueles que conseguirem perceber o que está a ser dito, aconselho a verem a reportagem na totalidade e ouvirem os diferentes relatos e tirarem as vossas conclusões.
O mais importante desta lição para mim é que serão sempre as pessoas com visão curta e distorcida da realidade que vão negar os testemunhos de pessoas como genéticistas, biólogos, veterinários dizendo que não admitem que cientistas venham-lhes dizer o que se passa com os cães "deles". Pessoas essas que adquiriram o seu estatuto apenas por longevidade e não por mérito de conhecimentos válidos no bem-estar, genética ou comportamento do animal.
A ciência irá sempre ser um obstáculo na mente dos "tacanhos" e "inadequados", como disse Einstein: "Grandes espíritos sempre encontraram muita violência e oposição de mentes medíocres” mas os cientistas e mesmo os donos de cães que apenas querem que os seus cães não morram de doenças crónicas/hereditárias, não têm uma agenda.
Estas pessoas ao contrário do Kennel Club e de alguns criadores (infelizmente a maioria), têm apenas um motivo para falarem pelos animais, o seu bem-estar e o melhor para eles. Estes cientistas e donos de cães, não ganham concursos, nem medalhas, eles apenas zelam pelo que é melhor para os nosso amigos de 4 patas.
Esta reportagem é o 1º passo numa mudança e no entendimento de que nem sempre um criador ou um representante de um clube de canicultura é uma pessoa culta, informada e com interesses altruístas. Mas podem ser pessoas que querem fazer o papel de Deus na criação e manipulação dos animais, seja qual fôr o preço.
Quando procurar um criador, fale com ele e descubra se esse criador tem por interesse criar um cão "bonito", que segue um estalão determinado por uma instituição que promove a criação de cães doentes e com deformidades, ou se é um criador que tem mais interesse em criar um cão com um temperamento saudável, com saúde e que coloca o aspecto estético de lado.
Estes criadores existem e está na altura de começarmos a dar mais valor a esses porque esses é que querem o melhor para nós e acima de tudo para os nossos cães. Faça-no pelos cães e para os cães.
Estou a publicar este artigo porque sinceramente o achei fantástico e acho que retrata muito bem o que é ser um verdadeiro Criador, e que refere quase tudo, se não tudo que uma pessoa que decida criar se deve preocupar.
Porque criar não é apenas juntar um cão e uma cadela e ficar a espera que os trocos caiam do céu, sem querer saber onde vão para os cachorros.
Por isso aqui vai:
Há algum tempo fui contactada por uma pessoa que me fez
inúmeras perguntas sobre os meus cachorros e o maneio dos meus cães. Eu sou a
primeira a encorajar potenciais donos dos meus cachorros a fazerem todo o tipo
de questões que lhes ocorra, mas algo me soou estranho. Quando lhe perguntei
sobre a razão para determinado tipo de questões respondeu-me que estava a fazer
essas perguntas para aprender porque gostaria de ser criadora. Isto deixou-me a
pensar sobre o assunto…
O que é ser um criador? Será que se quer “ser criador”, como
se quer ser professor, médico, etc.
O que é um criador?
No seu regulamento do Livro de Origens Português e do
Registo Inicial, o Clube Português de Canicultura define “criador”simplesmente
como “o proprietário da cadela na ocasião do parto”. Isto é, naturalmente uma
definição ampla e objectiva, mais do que suficiente no seu papel de emissor de
registos. Porem, nado nos diz sobre o intuito dos criadores, que é no fundo a
primeira diferenciação entre eles.
Tipos de Criadores
Por um lado, temos que crie com um intuito declaradamente
comercial, com o objectivo de obter o seu rendimento através da produção de
cachorros para venda.
Pragmaticamente, não há nada de fundamentalmente errado com
isto, desde que os animais sejam mantidos em condições adequadas. No entanto,
muitas vezes, para maximizar o rendimento fazem-se “atalhos” pelo caminho,
nomeadamente no maneio higieno-sanitario, na qualidade da alimentação, na
realização de despistes de saúde, na verificação previa da aptidão morfológica,
comportamental e/ou funcional, na frequência da reprodução, na idade em que os
cachorros são vendidos, etc. Mais do que “criadores”, talvez fosse mais
correcto chama-los “produtores”.
Depois a quem crie porque tem uma cadela (ou cão) e, por
qualquer razão ou desculpa, em qualquer fase da sua vida ou regularmente,
decide fazer uma ninhada, sem que tenha uma razão definida para o fazer ou um
objectivo a alcançar.
Finalmente, há os verdadeiros Criadores, aqueles dignos
dessa designação. São frequentemente pessoas que nem sequer planearam vir a
sê-lo. São pessoas que se apaixonaram por uma raça, que adquiriram alguns
exemplares antes de mais para seu prazer, que se empenham estudar a fundo tudo
o que puderem sobre ela - comportamento, funcionalidade, problemas de saúde
e/ou genéticos, linhas de criação, etc. -, frequentemente que foram “mordidos
pelo bichinho” da canicultura enquanto hobby (provas de beleza e/ou praticas).
São pessoas para quem criar vem como uma extensão natural desta paixão e do
conhecimento sobre a raça que foram adquirindo ao longo dos anos, na tentativa
de melhorar e de obter exemplares cada vez melhores. Quando criam, fazem-no
como um acto ponderado, e com o intuito de obterem um ou mais exemplares para
si; a venda dos cachorros é especialmente um “subproduto”desta demanda.
Investem muito nos seus exemplares e nas ninhadas, e raramente (se é que
algumas vez!) obtêm, no cômputo geral, lucro através da criação.
As cadelas (e cães) devem criar pelo menos uma vez na vida?
Ainda é muito persistente o mito que os cães (e cadelas)
devem criar pelo menos uma vez na vida para não ficarem
infelizes/frustrados/loucos!
Esta ideia será talvez devido ao facto de, à medida que os
cães vão crescendo e alcançando a maturidade ser comum vê-los tentar montar
cadeiras, sofás, e mesmos as pernas das pessoas, sejam ou não os seus donos.
Isto não significa, como muitos pensam que o cão precisar de acasalar ou que
esta a querer dominar o dono. Significa simplesmente que os vários comportamentos
relacionados com a sexualidade se estão a começar a integrar e coordenar numa
cadeia coerente e funcional.
Quanto as cadelas , basta pensar que, nos canídeos sociais
em estado selvagem, em alcateias estáveis, a maioria das fêmeas defere a
reprodução em favor da fêmea dominante, para constatar como a ausência de
gravidez não as afecta. Adicionalmente qualquer gravidez em qualquer espécie, é
sempre um stress e risco adicional que pode efectivamente comprometer a sua
qualidade e esperança de vida. Adicionalmente, tanto quanto se sabe, os cães
não são capazes de momento de retrospectiva, não são capazes de olhar para o
seu passado ou futuro mais ou menos distante e pensar “Oh, como gostaria de ser
mãe/pai”.
O “milagre” da vida
Um dos argumentos mais frequentemente ouvido por quem cria
com a sua cadela sem um objectivo definido é o de que é importante para os seus
filhos assistirem ao “milagre” do nascimento e da vida.
Bom, espero que estejam também preparados para ensinarem aos
seus filhos o “milagre “ da corrida de emergência para o veterinário se algo
correr mal durante o parto. E para lhes ensinarem o “milagre” da morte porque
mesmo que não se passe nada de errado durante o parto e a cadela não morra (é
sempre um risco a ponderar!), é comum que um ou mais cachorros morram nos
primeiros após o parto, por razões várias.
O que fazer aos cachorros?
Se esta a criar porque quer um cachorro da sua cadela/cão,
com que fazer aos restantes cachorros? Porque dificilmente ira nascer só um…
Criando porque “é importante que as crianças saibam como
ocorre um nascimento”, o que fazer depois aos cachorros?
Quantos de nós não recebemos já, por e-mail ou nas redes
sociais, mensagens reencaminhadas de amigos bem intencionados dizendo que “X
cachorrinhos da raça Y precisam de encontrar dono na próxima semana se não será
abatidos”?
Se não tem destino previamente preparado para os seus
cachorros, porquê criar? Esta preparado para explicar aos seus filhos porque
lhes mostrou o "milagre” do nascimento e depois largou os cachorros num sitio
qualquer ou os mandou abater porquê ninguém quis ficar com eles e não tem
espaço, condições e/ou dinheiro para ficar com mais cães?
Cada vez mais, até os criadores bem estabelecidos,
frequentemente com reservas previas, estão a ter dificuldades em entregar os
seus cachorros; muitas pessoas revelam interesse mas depois não o concretizam,
outas cancelam as suas reservas devido a mudanças (in)esperadas nas suas vidas.
A dificuldade em encontrar bons donos para quem não é conhecido é ainda maior. Bem,
pelo menos para quem se preocupa em que os seus cachorros vão para casa que não
os abandonem a primeira”contrariedade” (leia-se, Desculpa!).
A saúde é importante
Sabe-se que os cães, consoante a sua raça e/ou o seu porte, são mais ou menos propensos a determinadas patologias. Mesmo que os progenitores não as manifestem neles próprios, podem ser portadores do genes para algumas delas, e produzir descendência afectada se acasalarem com outros portadores; podem ainda estar afectados as não a(s) manifestar(em) por serem ainda novos ( algumas doenças apenas se manifestam nas fases mais tardias da vida).
Uma pessoa que apenas quer criar por criar tipicamente não se irá preocupar com o facto de poder vir a criar cães doentes (afinal, todos esperamos apenas o melhor, nunca pensamos no que pode correr mal, não é?); aliás, algumas pessoas fazem-no mesmo sabendo que o seu animal tem algum problema, apenas porque é o seu preferido e querem um filho dele.
Porém, um criador sério irá naturalmente tentar evitar criar cachorros potencialmente doentes. Como? fazendo exames prévios ao seus potenciais reprodutores, quer testes genéticos ( se os genes para a doença em causa já estiverem identificados) quer testes de despiste (tentando averiguar se o exemplar apresenta sintomas clínicos da doença, mesmo que não seja ainda possível aperceber-se dela).
Não pense que, tendo um cão sem raça, ou cruzando cães de diferentes raças, não precisa de se preocupar com isso. Afinal,os genes são os mesmos em toda a espécie; a frequência de ocorrência dos seus alelos é que pode variar. Por exemplo, cães de grande porte estão mais propensos à displasia da anca, sendo de raça ou não. Cruzar cães de duas raças não é uma boa razão para não testar os seus animais; se ambas tiverem propensão à(s) mesma (s) doença(s), os cachorros não vão miraculosamente deixar de poder ser afectados só por não serem de raça pura!
Criar exige esforço e dedicação!
Mesmo quando tudo corre bem, criar não é simplesmente cruzar um cão com uma cadela, deixar os cachorros nascer, crescer e entrega-los a outras pessoas. É uma actividade que exige tempo e dedicação, para que os cachorros tenham tido o melhor inicio de vida possível.
É necessário vigiar o parto para tentar garantir que não há complicações e que a mãe cuida adequadamente dos cachorros. É necessário vigiar ao longo das semanas seguintes, se os cachorros mamam o suficiente, se estão a crescer bem, e suplementar se necessário.
É necessário estimular os cachorros, física e mentalmente, habitua-los a várias situações, sons, cheiros, animais e pessoas, de forma a que cresçam felizes e emocionalmente estáveis.
É necessário fazer a triagem das pessoas interessadas nos cachorros, de forma a tentar assegurar que o futuro dono está apto para lidar com o que se pode esperar do carácter da raça e tentar conjugar os feitios individuais dos donos e dos cachorros.
A criação de cães não se compadece dos afazeres do dono da cadela. Se a mãe, por qualquer razão (doença, morte,leite insubsistente rejeição), não pode cuidar dos cachorros é ao criador que recai a responsabilidade de lhes dar de mamar de 2 em 2 horas, de dia e de noite.
Está doente, com uma depressão ou com uma crise familiar? Azar os cachorros precisam de comer! Tem um trabalho das 9h as 18h e não tem ninguém em casa? Azar os cachorros precisam de comer!
Se se responsabilizou por pôr uma ninhada de cachorros no mundo, tem também de se responsabilizar por a criar adequadamente, mesmo quando a mãe deles não pode ou consegue fazer.
Decisões e dilemas fazem parte do dia
E o que fazer com aquele cachorro mais fraco que em condições normais iria morrer? Tentar salvá-lo a todo o custo, mesmo sabendo que a prazo isso pode comprometer a viabilidade e robustez da raça ( por mais tarde se vir a criar com cães que não "deveriam" ter sobrevivido)? Ou deixa-lo morrer, pois isso é o que aconteceria numa situação normal ( mas numa situação normal a cadela provavelmente nem se teria reproduzido)?
Não existe uma resposta correcta, única ou fácil mas este tipo é o tipo de decisões e dilemas morais com que um criador se depara a cada ninhada.
Ainda quer criar?
Criar cães e vê-los crescer é sem duvida uma experiência inolvidável! Exige muito tempo e dedicação, e quando tudo corre bem, os benefícios (para o criador e futuros donos) suplantam as preocupações. Mas há que estar preparado para as complicações, algo que a maioria das pessoas não gosta de pensar e para as quais uma pessoa inexperiente ( e por vezes experiente) não esta normalmente preparada.
Pense bem se quer criar com o seu cão/cadela, analise bem as razões porque o quer fazer e pondere o que fazer aos cachorros (sim, isto também é uma responsabilidade do dono do macho, não apenas do da cadela!). Na maioria das vezes, é preferível financeira e emocionalmente castrar os seu animal (para evitar reprodução não desejada e os transtornos que isso origina) e deixar a criação para os criadores sérios e apaixonados, dispostos a sacrifícios para que cada cachorro que nasce seja o melhor possível e tenha uma vida feliz desde o inicio.
Texto de Carla Cruz, no artigo Então... quer ser criador?(edição de Junho/2012)
Fonte: Revista Cães & Companhia
Texto em original em: aradik-dogs.blogspot.pt
As cadelas têm de ter uma ninhada a fim de evitar tumores mais tarde
MENTIRA. Ter ou não crias não tem nada a ver com o facto de se desenvolverem tumores mais tarde na vida do animal. O que evitará definitivamente o aparecimento de tumores mamários, problemas uterinos e de ovários, é a castração total ANTES dos 2 anos de idade.
Se uma cadela acasalar com um cão de raça diferente, todas as ninhadas a partir daí saem rafeiras
MENTIRA. A primeira ninhada é mestiça, mas as posteriores serão de raça pura se ambos os progenitores forem da mesma raça. A cadela não fica “estragada”!
A cadela deve parir pelo menos uma vez para que não fique cega
MENTIRA. A cegueira na fase sénior nada tem a ver com o facto da cadela ser virgem. Ter filhotes não previne nada em termos oculares.
A cadela é agressiva e nervosa. Se acasalar talvez fique mais meiga
MENTIRA. Raramente as cadelas ficam mais mansas após o parto e criar filhos. Por outro lado, a cadela pode transmitir essa característica indesejável à sua descendência (se no caso a agressividade for geneticamente adquirida). Por isso é uma responsabilidade muito grande reproduzir um animal agressivo.
O cão anda muito nervoso e quer namorar. Se lhe arranjar uma cadela ficará mais calmo
MENTIRA. O macho pode eventualmente acalmar o seu libido após acasalar. Mas em breve outra cadela na vizinhança entrará em cio e recomeçará tudo outra vez. A solução definitiva para os cães que “sofrem” por não namorar, é a castração.
A castração evita problemas de saúde mais tarde
VERDADE. Nas fêmeas evita a temida piómetra (situação grave, em que o útero se enche de puz, podendo rebentar ou intoxicar o animal até à morte), quistos ou tumores ováricos, e tumores mamários (neste último caso apenas se a operação for feita antes dos 2 anos de idade). Nos machos evita tumores testiculares, o tumor venéreo transmissível, problemas de próstata e tumores das glândulas anais.
A cadela grávida tem de tomar muito cálcio e vitaminas
MENTIRA. Se exagerarmos, os fetos podem crescer demais e... o parto tornar-se difícil! As cadelas de raça pequena beneficiam-se de um pouco de cálcio administrado via oral 5 a 8 dias antes do parto, para evitar hipocalcémia pós-parto. Durante a amamentação é fundamental dar vitaminas (ou melhor ainda, uma boa ração completa para cadelas em lactação) e cálcio, sobretudo em cadelas de raça pequena.
Uma gravidez não desejada pode ser interrompida por meios cirúrgicos
VERDADE. Se o animal não se destina a fins reprodutivos e possui no seu ventre cachorrinhos não desejados, nada melhor que o médico veterinário castrar a cadela logo que se confirme a gravidez. Permitir que a cadela dê à luz para logo de seguida matar a sua prole é algo muito cruel de se fazer!
Devem-se acasalar dois irmãos que é para a raça ficar mais apurada
MENTIRA. A consanguinidade pode gerar filhotes com graves problemas de saúde ou de comportamento. Procure um cão para a sua cadela que não seja parente muito próximo, embora da mesma raça. E de preferência de tamanho igual ou inferior à fêmea, para que os cachorros não nasçam muito grandes, o que poderia conduzir a complicações de parto.
Não se devem usar meios contraceptivos nas cadelas
MENTIRA. Não se deve abusar deles nem usá-los para o resto da vida (nesse caso é preferível a castração). Todavia uma ou duas vezes pode-se ter de recorrer a meios contraceptivos injectáveis (menos onerosos do que os orais) a fim de adiar cios que calhem em alturas muito indesejáveis.
As cadelas fazem muitas vezes falsas gestações
VERDADE. Certas cadelas não grávidas, 2 meses após o cio apresentam sintomatologia semelhante à de uma cadela que gerou cachorrinhos: criam leite, procuram cachorros, adoptam objectos que defendem com unhas e dentes, escavam e fazem ninho... enfim parecem umas patetas! Isto porque o organismo produz uma hormona (prolactina) que estimula este tipo de comportamento. A administração de um anti-prolactínico por cerca de 1 semana ou a castração definitiva, eliminam este comportamento indesejável.
Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência
Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos.
É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).
O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas.
"A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões", disse Low. "As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência", afirmou. "Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso."
iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mente, mas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas.
Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.
Os cães de trenó coexistem e colaboram com o homem desde há milhares de anos como foi recentemente comprovado por alguns antropologistas e arqueólogos.
Parece evidente que, em regiões de clima particularmente agreste como acontece no Artico, a vida humana não seria possível sem a existência destes cães.
Estes asseguravam o transporte de pessoas e carga através das superfícies permanentemente geladas do pólo sendo progressivamente seleccionados e treinados para o efeito.
Pouco a pouco esta necessidade foi sendo superada por outros meios e a pratica de transporte em trenó puxado por cães deu origem ao desporto de competição denominado Mushing
Em 1850 existe já uma descrição de uma travessia entre Winnipeg e St. Paul na América do Norte em que foram utilizados estes cães com intuito competitivo.
O mushing surgiu, como desporto, no início do século XX no Alasca e foi-se lentamente difundindo a outros povos, climas e civilizações.
O aumento de popularidade e a crescente divulgação na imprensa tiveram como consequência a integração deste desporto nas primeiras olimpíadas de Inverno em 1932 na América do Norte. Esta corrida teve lugar em Lake Placid com equipas de 7 cães em 2 mangas de 40 Km cada.
Em 1952 nas Olimpíadas de Oslo, os cães de trenó voltaram a estar presentes como modalidade de demonstração com a variante de pulka.
Aguarda-se a integração definitiva deste desporto como modalidade oficial nos Jogos Olímpicos de Inverno.
A Escolha de um Cão
A aquisição de um cão deverá ser seriamente ponderada.
Muitas vezes o desejo de possuir um cão é passageiro, ou porque é moda, ou porque pretendemos contentar as crianças. Outra situação bastante frequente é a escolha da raça não ser a mais adequada ao dia-a-dia ou personalidade de cada um. Devemos informar-nos muito bem sobre todas as características do cão que pretendemos adquirir, para que mais tarde não nos venhamos a arrepender.
Um cão não é um Brinquedo com que se brinca durante algum tempo e depois se deita fora.
Um Cão é um Ser Vivo com Características muito próprias e Sentimentos.
É por esta razão que consideramos de primordial importância a escolha do cachorro ideal para a prática do mushing.
Os cães mais utilizados são os descendentes das raças nórdicas e seus cruzamentos (huskies, malamutes, samoyedos, gronelandeses, alascanos) ou cães de caça (pointers, bracos, setters, etc.).
Estas raças são as que, pelas suas características morfológicas e temperamentais, mais se adaptam à vida em matilha e à corrida.
Trata-se de cães especialmente rápidos cuja criação não segue nenhum padrão fixo da raça, mas há características a ter em atenção como: rapidez, resistência, fidelidade e inteligência.
Equipamento Básico Indispensável para a Iniciação à Prática do Mushing
Como em qualquer disciplina desportiva, em que se utilizam materiais/equipamentos próprios para cada modalidade, o Mushing não é excepção. Assim, iremos referir qual é o equipamento elementar para que se possa praticar esta apaixonante modalidade:
Arneses
Coleiras
Linhas e Mosquetoes
Stake - Out
Trenó (Para praticar na Neve)
Triciclo Ou kart (Para praticar em terra/trilhos).
Neckline – Linha que une os cães-líder pela coleira;
Gangline – Linha Fixa, que sai da linha central e que prende os cães pela coleira;
Tugline – Linha que une a parte de trás do arnês à linha central.
Amortecedor – A linha que une a linha central ao triciclo/trenó. É aconselhável com qualquer número de cães, já que absorve os choques das travagens bruscas.
Corrente para Stake Out - Linha ou Corrente que prende os cães ao chão.
Luz Frontal (Lâmpada para a cabeça, utilizada em corridas nocturnas), Mosquetões de Bronze, Trela Suplementar, Capacete, Roupa e Calçado apropriado, Faca ou Alicate (no caso de linhas com cabo de aço) e Estojo de Primeiros Socorros.
Alguns tipos de corridas
Corrida – É a competição entre várias equipas da mesma classe, que pode ser realizada em 1 ou mais mangas. Uma manga é a execução de todo o percurso de uma vez só, podendo realizar-se várias, em diferentes dias ou não. A soma total dos tempos das várias mangas determinará a classificação final.
Sprint – São corridas executadas numa distância relativamente curta (1,5 km x nº máximo de cães da Classe) permitindo assim às equipas percorrerem-no em alta velocidade.
Corridas de Distancia – Dividem-se em Média e Longa Distância. As corridas de Média Distância normalmente são inferiores a 500 Kms, considerando-se corridas de Longa Distância todas as superiores.
Estas corridas podem realizar-se em várias etapas consecutivas com Kilometragens definidas ou podem ter apenas um Ponto de Partida e um Ponto de Chegada, onde os concorrentes utilizam as suas próprias tácticas e decidem qual o nº de kilómetros a percorrer.
Stage races – São as corridas realizadas por etapas.
Classes
CN – Ilimitada
C10 – Máximo 10 Cães
C8 – Máximo 8 cães
C6 – Máximo de 6 Cães e Mínimo de 4
C4 – Máximo de 4 Cães e Mínimo de 2
C2 – Máximo de 2 Cães (Puxando Bicicleta, Triciclo ou Trenó. Pontua apenas etapa a etapa, e não para classificação geral)
Classe Júnior – Idades compreendidas entre os 14 e 16 anos
Categorias
As Classes subdividem-se nas seguintes categorias:
O – Equipa onde exista pelo menos um cão não nórdico, ou sem Registo (LOP).
A – Equipa constituída por cães nórdicos, registados (LOP), onde exista pelo menos um Husky Siberiano
B – Equipa exclusivamente composta por Samoiedos, Gronelandêses ou Malamutes do Alaska, com Registo (LOP)
A equipa é composta por Cães, Musher e Handler.
Musher – A pessoa que conduz o triciclo ou o trenó e que treina os cães.
Handler – O ajudante do Musher, na partida e depois de terminada a corrida.
Leader dog (cao lider) – O cão colocado na frente, normalmente o mais obediente e dominante.
Swing dog – O cão que se localiza no meio da linha.
Wheel dog – O cão que se encontra imediatamente a seguir ao Triciclo/Trenó; são normalmente os cães com mais força.
Ordens Utilizadas
GO – Ordem de Partir dada pelo Musher
Gee – Ordem dada pelo Musher para viragem à direita
Haw – Ordem dada pelo Musher para viragem à esquerda
Easy – Ordem dada pelo Musher para abrandar o andamento
Stop – Ordem dada pelo Musher para parar
Come Gee – Ordem de inversão de marcha pela direita dada pelo Musher
Come Haw – Ordem de inversão de marcha pela esquerda dada pelo Musher
As ordens podem variar de musher para musher, cada um adoptando a sua própria forma de motivar a equipa.
Utilidade e Vantagens da pratica do desporto
O desporto seja qual for a modalidade em que é praticado é uma escola de princípios e uma forma saudável de orientar e converter a energia em prazer a curto, médio e longo prazo.
A prática de um desporto é um treino de vida.
O mushing mais do que um desporto é uma forma de pensar e de viver.
O convívio e treino sistemático e constante dos cães requer rigor na atitude, generosidade e abnegação no dia a dia e não só durante a época competitiva.
Vem de há alguns séculos esta relação simbiótica entre cães e homens em que a troca de serviços imprescindíveis à sobrevivência de uns e outros é mediada pela relação afectiva que instintivamente se estabelece.
Treinar e liderar uma equipa exige a dedicação e cumplicidade necessárias para ultrapassar os problemas e dificuldades inerentes à pratica de qualquer desporto.
O mushing como desporto alia a necessidade de mostrar e confrontar o conhecimento e domínio da técnica com as capacidades adquiridas em equipa. Mushers e cães têm protagonismo por igual.
É na objectividade da sã competição que se aprende a ganhar com humildade e a perder com dignidade, respeitando sempre uns e outros e, rejeitando de forma instintiva a mentira, a desonestidade e a cobardia.
Sendo o American Pit Bull Terrier uma das minhas raças de eleição acho-me no direito, digo no dever, de tentar acabar com alguns dos mitos e mentiras que se ouvem pelas ruas.
Ainda agora depois de ter visto uma vergonhosa repostagem da RTP1, onde que eu saiba devia-se ter falado nos 2 lados da moeda e não só naquele lado que vende.. A velha história dos cães assassinos...
Mas nada me impressiona, não sei onde estava com a cabeça ao pensar que a entrevista ia ser imparcial.. O que me assusta é que se uma noticia sobre cães é assim como será sobre outros temas mais importantes....
MITO: Pit Bulls mordem mais do que outras raças
FACTO: Não existe nenhum sistema em funcionamento que determine com exactidão as estatísticas referentes a mordidas por cães nos EUA e muitos incidentes não são reportados.
O estudo “Raças de cães envolvidas em ataques fatais nos Estados Unidos entre 1979 e 1998” feito pelo Centers for Disease Control explica quais os problemas inerentes em tentar calcular com exactidão. O CDC explica ainda que uma das grandes falhas no estudo foi a incapacidade de contabilizar a totalidade de população de uma raça específica relativamente às fatalidades contabilizadas dessa mesma raça. CDC. (2000) Breeds of dogs involved in fatal human attacks in the United States between 1979 and 1998. http://www.cdc.gov/ncipc/duip/dogbreeds.pdf.
O CDC concluiu que os ataques fatais são tão raros que se tornam estatisticamente insignificantes como forma de representar agressividade canina.
MITO: Pit Bulls atacam sem aviso nem provocação
FACTO: De acordo com o livro The Pit Bull Placebo the Karen Delise, a classificação se um ataque como “sem provocação” esta usualmente baseado nas declarações dos donos que por sua vez são incapazes de entender comportamento e linguagem canina, ou estão ocupados demais para “ver” os sinais que os cães usualmente usam através de linguagem corporal ou vocalizações. Cães sinalizam isto através de: olhares fixos; tensão corporal; posicionamento das orelhas, cauda e cabeça; e rosnando, para nomear apenas alguns. Pit Bulls usam estes sinais de aviso, tanto quanto qualquer outra raça de cães.
Em adição a tudo isto, ataques de cãe tendem a ser o resultado de uma série de factores que são estatisticamente muito mais perigosos do que culpabilização de raças. De acordo com a Associação Médico-Veterinária Americana, estes factores incluem:
- Procriação: Cães que tenham sido procriados com o intuito de serem agressivos terão mais tendência para o serem independentemente da raça
- Sociabilização: Cachorros precisam de sociabilização para aprender a viver dentro da sociedade humana.
- Treino: Para além da sociabilização, os cachorros precisam de treino para que possam obedecer pelos menos comandos básicos
- Saúde: Alguns cães mordem por sentirem desconforto ou dor
- Correntes: Um em cada quatro ataques fatais envolveram cães presos a correntes.
MITO: Pit Bulls têm maxilares que prendem e não largam
FACTO: Não existe nenhuma pesquisa factual que apoie esta afirmação. Os maxilares dos Pit Bulls são os mesmos que os de qualquer outra raça de cão.
Existem afirmações feitas por especialistas que refutam o mito dos maxilares que não abrem, tais como:
o Dr. I. Lehr Brisbin da Universidade da Georgia conduziu uma pesquisa acerca da morfologia funcional dos maxiçares de variadas raças de cães e mostrou que:
“... não existem diferenças mecânicas ou morfológicas entre os maxilares de American Pit Bull Terrier e quaisquer outras raças comparáveis estudadas. Adicionalmente, concluímos que os American Pit Bull Terriers não detêm um mecanismo único que os possibilita prender os seus maxilares.” Ontario Superior Court of Justice Affidavit of Dr. I. Lehr Brisbin, Jr., senior research scientist, University of Georgia.
o Dr. Howard Evans (professor emeritus no Colégio de Medicina Veterinária da Universidade de Cornell, Ithaca, NY, e autor do maior trabalho feito em anatomia canina (Anatomia do cão), em conjunto com o Dr. Sandy deLahunta, um dos mais famosos neurologistas caninos do país e com a Dra Katherine Houpt, uma comportamentalista afirmaram o seguinte acerca dos maxilares que prendem nos pit bulls:
“Todos concordamos que o poder da mordida é proporcional ao tamanho do maxilar e dos músculos do maxilar. Não existe, no entanto, nenhuma estrutura anatómica que funcione como “cadeado” do maxilar, seja em que cão for”. Delise, K. (2007). The Pit Bull Placebo: The Media, Myths and Politics of Canine Aggression. Anubis Publishing
MITO: Pit Bulls têm mais força na mordida que qualquer outro animal
FACTO: De novo, não existem nenhuns estudos factuais que apoiem esta afirmação. No entanto, existem provas que refutam este mito:
o Dr. Brady Barr da National Geographic conduziu um estudo acerca de mordidas de animais. A força da mordida ( medido em “pounds” de pressão) nos sujeitos testados foram:
Crocodilos: 1.1 Kgs
Hienas: 454 Kgs
Tartarugas: 454 Kgs
Leões: 272 Kgs
Tubarões brancos: 272 Kgs
Cães: 145 Kgs *
Humanos: 54.5 Kgs
*Um pastor alemão, um American Pit Bull Terrier e um Rottweiler foram testados usando uma manga de mordida equipada com um instrumento especializado de medição de pressão. O American Pit Bull Terrier foi o que exerceu menos pressão dos três cães testados. (mas uma vez o estudo é extremamente relativo pois existem muitos condicionantes que, não foram tiras em conta como idade dos animais, razao porque mordiam (medo, brincadeira, treino, etc) , fisico, ambiente em que foram criados, sociabilização etc..
MITO: Pit Bulls têm pior temperamento do que outros cães.
FACTO: Num estudo recente feito a 122 cães pela American Temperament Testing Society, os Pit Bulls tiveram uma percentagem de 83.9% de bom temperamento. Esta percentagem ultrapassou as raças poodle miniatura (76.6%), Beagles (80.3%) e Collies (79.4%). American Temperament Testing Society. Retrieved January 8, 2009. http://www.atts.org/statistics.html
MITO: Pit Bulls não sentem dor
FACTO: Enquanto que a maioria dos cães não respondem à dor quando estão num estado de frenesim durante um ataque, os Pit Bulls sentem dor tanto quanto qualquer outra raça.
Os Pit Bulls detêm o mesmo tipo de sistema nervoso que qualquer outra raça, e como tal sentem dor. A nível histórico, cães que toleravam ou ignoravam o desconforto ou dor e acabavam a tarefa que tinham pela frente eram os cães que era escolhidos para cruzar. Esta é a característica de “gameness” de que muitos entusiastas da raça falam e que pode ser definida como “ O desejo de continuar ou completar uma tarefa independentemente da dor ou desconforto que esta possa causar”. New Hope Pit Bull Rescue.des/39621/#ixzz23MY499T8
Como muita gente que desde pequeno fui inundado com as historias sobre a agressividade do pit bull, aquele cão que ia desde um tamanho pequeno a um tamanho enorme, com uma cabeça enorme. Acho que em pequeno acreditamos em quase tudo que nos contam.
Até que um dia tive o prazer de conhecer uma pit era das cadelas mais doceis que já conheci, ao fim de uma tarde a brincar é que me disseram que raça era, admito que fiquei assustado e fui para casa. Mas apos pensar com os meus botões, ja tinha estado com ela e já e tinha gostado por isso não deviam ser aquelas maquinas assassinas que toda a gente fala, hoje já conhecia varios e posso dizer que é quase sempre a mesma coisa, beijos e abraços. Por isso por ser uma raça que ama apesar de tudo do seu ar atleta e por bons momentos posso dizer que esta no meu top 10 das raças, da qual vou escolher um companheiro :)
Historia
A origem do American Pit Bull Terrier é cheia de controvérsias e diverge em diversos pontos. Segundo alguns criadores e especialistas como Richard Stratton(autor de vários livros) os Pit Bulls actuais são os mesmos Bulldogs que travavam combates com os touros desde o século XVIII. Em contrapartida outros autores como Bert Sorrels, afirmam que realmente houve uma evolução considerável do cão actual em relação ao antigo Bulldog e provavelmente houveram eventuais cruzas principalmente com os antigos Terriers. Se levarmos em conta as características dos Pit Bulls modernos, a segunda teoria parece ser mais provável, pois os actuais exemplares apresentam características que dificilmente seriam conseguidas apenas selecionando os antigos Bulldogs.
Os Pit Bulls, os Staffordshire Bull Terrier e os Bull Terriers, têm em comum esse mesmo ancestral que é o antigo Bulldog. Outro fato indiscutível: o Bulldog provém dos antigos molossos que eram cães de grande porte, provavelmente vindos da Ásia e que geraram os Mastins e Mastiffs. Seu peso e agressividade fizeram com que fossem utilizados em guerras desde 2100 ac pelos Babilónios chegando ao apogeu com os Romanos em 100 ac.
O estabelecimento da raça a Inglaterra
A origem da raça remonta ao Século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o desporto chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne).
Então criadores na Inglaterra, Irlanda e Escócia começaram a experimentar cruzamentos entre Buldogues e Terriers à procura de um cão que combinasse o desportivismo do Terrier com a resistência e atleticidade do Buldogue, e assim os criaram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull e os Terriers. O resultado disso foi um cão que reunia em si todas as virtudes dos grandes guerreiros: resistência, coragem indomável e gentileza com os que ama. Foram criados para agredir outros cães, matar ratos, mostrando assim bravura, tolerância à dor,vontade de lutar até ao fim, e afeição ao seu criador.
A chegada a América
Como visto, os ancestrais imediatos do Pit Bull foram os pit fighting dogs importados da Irlanda e Inglaterra a partir de meados do século XIX.
Na América, a raça começou a divergir ligeiramente do que estava sendo produzido naqueles países de origem. Os cães não foram utilizados apenas para lutas, mas também como catch dogs – presa de gado e porcos desgarrados – e como guardas da propriedade e da família. Daí começaram a ser seleccionados cães de maior porte, mas esse ganho de peso não foi muito significativo até cerca de 20 anos atrás.
Os cães irlandeses, os famosos Old Family Dogs, raramente pesavam acima de 12kg e cães de 7kg não eram raros. O anteriormente citado LLoyd’s Pilot pesava 12kg. No início do século, eram raros os cães acima de 23kg. De 1900 a 1975, houve um aumento pequeno e gradual no peso do Pit Bull, sem que houvesse perda de performance no pit.
Nas mãos dos criadores americanos, o Pit Bull se popularizou a ponto de ser símbolo dos Estados Unidos na 1ª Guerra Mundial. Homens como Louis Colby, cuja família mantém até hoje uma tradição de 109 anos, C.Z. Bennet, fundador do United Kennel Club (UKC) e Guy McCord, fundador da American Dog Breeders Association (ADBA), foram fundamentais na consolidação da raça.
Sua popularidade atingiu o auge na década de 30, quando o seriado infantil Little Rascals era estrelado por Pete, um Pit Bull: era o cachorro favorito de 10 entre 10 crianças americanas. Esta projeção levou finalmente o American Kennel Club (AKC), após anos de pressão a reconhecer o Pit Bull com o nome de staffordshire terrier, para diferenciá-lo dos cães voltados para rinhas. Este cão é hoje o american staffordshire terrier, tendo o "american" sido acrescido ao nome original em 1972 para evitar confusão com o staffordshire bull terrier.
Mas agora, quando a vasta maioria dos APBT não é mais selecionada para a performance tradicional no pit (compreensível, já que o processo seletivo em si – o combate – é crime), o axioma americano "bigger is better" passou a valer para vários neófitos que se tornaram criadores, aproveitando a popularidade da raça nos anos 80.
Isto resultou num aumento vertiginoso no tamanho médio do Pit Bull, muitas vezes de forma desonesta, pelo cruzamento com raças como mastiff, mastim napolitano e dogue de bordeaux. Alguns autores, como Diane Jessup, sustentam que o american Bulldog nada mais é do que a fixação de linhagens maiores de Pit Bull.
Outra modificação, esta menos visível, que vem sendo introduzida desde o século XIX são os estilos de luta geneticamente programados (tais como especialistas em orelhas, patas e focinho), função do nível de competitividade que as lutas atingiram.
A despeito de tais modificações, a raça tem mantido uma notável continuidade por cerca de 150 anos. Pinturas e fotos do século passado mostram cães idênticos aos dos dias de hoje. Embora pequenas diferenças possam existir entre algumas linhagens, no geral temos uma raça que, ao contrário de muitas outras ditas "reconhecidas", está consolidada há mais de um século.
Temperamento
As características essenciais do Pit Bull são a força, a autoconfiança e a alegria de viver. A raça adora de agradar ao dono e é cheia de entusiasmo. É um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pelo facto de a maioria dos Pit Bull apresentar certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem muito e cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães. A agilidade da raça torna-o um dos mais capazes escaladores e com frequência usa seus caninos para escalar uma cerca. O Pit Bull não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isso é extremamente indesejável. A raça se sai muito bem em eventos performáticos por seu alto grau de inteligência e sua vontade de trabalhar. Sempre capaz de executar uma grande variedade de trabalhos.
Carácter e personalidade
A grande prioridade dos melhores criadores de American Pitbull Terrier de todos os tempos foi seleccionar A.P.B.T com uma boa disposição com o ser humano!
O A.P.B.T por instinto, é um cão dócil para os seres humanos, no entanto, tem um baixo nível de tolerância em relação a outros cães devido á sua história e ao motivo para que foram criados. É um cão com um nível muito grande de tolerância a crianças. Como qualquer outro cão, o A.P.B.T pode ser agressivo, se ensinado e incentivado a isso. Se for um cão bem educado, é um óptimo cão de família e pode servir para diversas funções, como cão de busca e salvamento, cão policia, cão de terapia com pessoas com deficiências, entre muitas outras. Mas se há coisa para que o APBT não serve, é para cão de guarda, devido á sua forte ligação ao ser humano.
O A.P.B.T em geral é um cão brincalhão ,nobre ,inteligente, muito trabalhador, e determinação, também muito fiel ao seu dono e as pessoas com quem convive. Aprende muito rápido comandos, mas por ser membro da família dos terriers pode ser bem teimoso, recomenda-se então um dono experiente.
Também se caracteriza por a sua dureza e elevada resistência à dor e de esplêndida saúde ao longo da sua vida , a sua aptidão para o exercício é um facto inigualável!
Cores e características físicas
O Pit Bull é um cão de porte médio, de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto. O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual à metade da altura do cão a partir da cernelha. A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo. As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas e podem ser naturais ou cortadas. A cauda relativamente curta é inserida baixa, grossa na base e afilando em direção à ponta. O Pit Bull se apresenta em todas as cores e marcações. A raça combina resistência e atleticidade com graça e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada, com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.
Quanto ao focinho dos cães, há três colorações: Red Nose (a mais popular), Black Nose (tradicionais), Blue Nose (raro) e os Blue Fawn (raro). Na pelagem todas as cores são aceitas. Nos olhos inclusive a cor verde é aceita, no entanto, verde âmbar e azul vitrificado são completamente abominados. Cães com um olho de cada cor são considerados fora de padrão.
O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão de que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, a sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção ao centro da linha de balanço.
Existem muitas entidades que não reconhecem o APBT como raça, e as que reconhecem o estalão da raça varia aqui fica um exemplo de um estalão reconhecido.
PADRÃO OFICIAL - UKC, de 01/01/1978 (país de origem - USA)
CABEÇA - de tamanho médio, em formato retangular
CRÂNIO - achatado e mais largo na altura das orelhas, com bochechas proeminentes e livres de barbelas.
FOCINHO - quadrado, largo e profundo. Mandíbulas bem pronunciadas e demonstrando força.. mordedura em torquês com os caninos superiores encaixando-se à frente dos inferiores.
ORELHAS - devem ser inseridas altas e livres de barbelas.(o corte ou não é característica pouco importante e de função estética ).
OLHOS - redondos e distantes entre si, de inserção baixa no crânio. Não há restrição de cor.
NARIZ -(trufa) -de cavidades bem abertas e sem restrição de cor.
PESCOÇO -musculoso, levemente arqueado, afilando dos ombros até a cabeça e de pele solta.
TRONCO -potente e levemente arredondado.
OMBROS -oblíquos e largos, fortes e musculosos.
PEITO -profundo, mas não muito largo e com costelas bem abertas e arqueadas.
COXA -comprida, com musculatura desenvolvida.
CAUDA -curta em comparação ao corpo. Portada baixa, afilando da base à extremidade. Não deve ser mantida sobre o corpo, cauda curvada não é permitida.
MEMBROS -grandes, de ossatura arredondada, com quartelas retas e aprumadas, razoavelmente fortes. Patas de tamanho médio. Jarretes retos e baixos.
MOVIMENTAÇÃO -deve ser leve e elástica. Movimentos devem ser regulados
PELAGEM -curta e dura ao toque , deve ser lustrosa.
COR -todas são aceitas e também suas marcações e combinações.
PESO -machos: entre 35 e 60 libras, fêmeas: en
Saúde e Higiene
O Pit Bull é considerado pelos profissionais de saúde a raça canina mais resistente a doenças e enfermidades além de o seu pêlo ser curto exigir poucos cuidados para se manter limpo, não há registos de doenças especificas da raça.
Como todas as raças de crescimento rápido e de forte musculatura, pode apresentar displasia coxo-femural.
O American Pit Bull Terrier não exige muitos cuidados ao nível da manutenção do pêlo. Atenção semanal com escovagens é suficiente para manter a pelagem limpa.