"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cão organiza festas noturnas em abrigo inglês

Os funcionários de um abrigo para cães e gatos em Inglaterra passaram vários dias intrigados com um mistério: de manhã, as jaulas estavam sempre abertas e os cães brincavam uns com os outros. O mistério só foi resolvido com a instalação de uma câmara de vigilância.
A história passou-se ainda no verão, mas ainda hoje é motivo para risos no Battersea Dogs & Cats, um abrigo para cães e gatos em Inglaterra. Durante vários dias, os primeiros funcionários a chegar encontravam sempre as jaulas abertas e os cães a brincar uns com os outros.
A situação levantou suspeitas, a administração interrogou os funcionários e os voluntários e houve quem chegasse a temer pelo posto de trabalho. Para resolver o mistério, instalou-se uma câmara de vigilância.

As imagens foram esclarecedoras: não havia nenhum humano a pregar uma partida aos colegas. Era um dos cães que se conseguia soltar e depois corria o resto das instalações, abrindo as portas das jaulas dos colegas. A festa prolongava-se durante a noite e incluía alguns ‘assaltos’ à cozinha.

Investigador de Viseu descobre novo virus canino

Um novo vírus canino foi descoberto por um docente da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), no âmbito de um projeto internacional, anunciou hoje a instituição.

Intitulado «Novo norovirus canino: aspetos moleculares, epidemiológicos e patogénese», o projeto foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O IPV explica, em comunicado, que os «norovirus» humanos «são hoje reconhecidos como a mais frequente causa de gastroenterite aguda por surtos alimentares e a causa mais comum de doença entérica (dos intestinos) esporádica, superando qualquer agente bacteriano».

A sua mais importante via de transmissão é o contacto pessoa a pessoa e o consumo de alimentos contaminados, mas era também equacionada a possibilidade de transmissão de animais para o homem.
«Até muito recentemente nada se sabia sobre a existência destes vírus em cães, os quais representam um elevado risco de transferência zoonótica, dado o seu contacto próximo com os humanos em muitas sociedades de todo o mundo», refere o IPV.

Após «um exaustivo estudo» para avaliar «o papel da população de cães como reservatório animal para "norovirus" no homem», a descoberta acabou por ser feita por João Mesquita, investigador da Escola Superior Agrária de Viseu.

Em estreita colaboração com a Universidade do Porto e o Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos, João Mesquita descreve, pela primeira vez, a existência de um «norovirus» canino. A estirpe ganhou o nome «Viseu», dado o local da sua descoberta.

O investigador concluiu que «o vírus tem uma elevada variabilidade genética e antigénica graças à sua elevada taxa de mutação, o que é sugestivo de uma elevada adaptabilidade do vírus ao hospedeiro».

O projeto envolveu a análise de amostras biológicas de 15 países da Europa e dos Estados Unidos e, segundo o IPV, «demonstrou que o novo vírus está a ser excretado por todo o país e a ser transportado entre países da Europa, através da movimentação dos animais entre fronteiras».

Análises realizadas em soros humanos demonstraram ainda que «a população humana teve contacto prévio com este vírus, sugerindo a possibilidade de ocorrer a transmissão ao homem», acrescenta.


A equipa do Laboratório de Anatomia Patológica Veterinária da Escola Superior Agrária de Viseu está neste momento a estudar as alterações dos tecidos dos intestinos de cães infetados, recorrendo «a técnicas avançadas de deteção de apoptose (morte celular programada) e caracterização das lesões celulares microscópicas».

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cadela Gestante: Quando procurar um médico?

Sinais que justificam a procura de assistência veterinária imediata:

• Qualquer sinal de doença numa fêmea em fim de tempo.

• História de distócias anteriores.

• Mais de 70 dias de gestação.

• Mais de 24 horas desde que a temperatura rectal desceu, sem inicio de parto.

• Mais de 24 hora de anorexia numa fêmea em fim de tempo.

• Mais de 3 horas na fase 2 do parto sem que nasça o 1º cachorro.

• Mais do que 30 minutos de contrações ativas entre cachorros, sem que nasça nenhum.

• Mais do que 2 horas de contrações fracas sem expulsão de nenhum feto.

• Cadela com quadro doloroso.

• Sinais radiográficos de mau posicionamento fetal.


• Quando o fim do parto ocorre sem que tenham nascido todos os cachorros.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cadela Gestante: Cuidados a ter

As necessidades nutricionais da cadela gestante

Durante as seis primeiras semanas de gestação não se verifica um aumento considerável das exigências nutricionais da cadela.
 O crescimento dos fetos é reduzido, a mineralização dos esqueletos ainda não se inicioue o seu volume não restringe as capacidades gástricas da cadela. Em contrapartida, o considerável desenvolvimento dos fetos a partir da 6ª semana de gestação conduz a um aumento progressivo das necessidades proteicas, energéticas e minerais da cadela. Além disso, durante a última semana de gestação, é frequente a cadela perder o apetite. Assim, nesta fase, a cadela deverá ser alimentada com um alimento muito palatável, com elevado teor energético e excelente digestibilidade, que deverá ser fracionado em diversas pequenas refeições ao longo do dia. Este alimento, adequado também ao período de lactação, permitirá preparar o sistema digestivo da mãe para uma transição progressiva entre o final da gestação e o início da lactação, duas etapas com exigências nutricionais semelhantes.

Cuidados puerperais

Os cuidados rotineiros puerperais à cadela incluem o controlo da temperatura rectal e a inspeção regular do corrimento vaginal, o exame de todas as glândulas mamárias, alerta para a presença de pus, odor fétido e glândulas mamárias avermelhadas e doloridas.

Cuidados perinatais

É sempre importante relembrar que o melhor plano de ação é deixar a fêmea dar à luz tranquilamente e supervisionar apenas de uma forma discreta, por forma a ter a certeza de que tudo corre bem. A mãe irá geralmente libertar-se das restantes membranas fetais dos recém nascidos, lavá-los e secá-los de forma correta. Este procedimento estimula os sistemas cardiovascular e respiratório, e mais tarde estimulará também a micção e a defecação dos filhotes. Caso a mãe esteja muito cansada para poder realizar da forma correta estas operações, o dono deverá intervir secando e esfregando os filhotes com uma toalha limpa e macia. Na maioria dos casos a mãe normalmente corta o cordão umbilical com os dentes. Caso ela não o tenha feito após 5 a 10 minutos, deverá fazer dois nós com fio dental e cortar o cordão que se encontra entre eles, e após esse corte deverá desinfetar a superfície de corte com uma solução iodada (a porção de cordão umbilical que ficar agarrada ao corpo do recém nascido deverá ter no mínimo 2 a 3 cm).

É muito importante que os recém nascidos mamem o leite materno nas primeiras horas a seguir ao nascimento, pois esse leite especial (denominado colostro) é rico não só em nutrientes mas também em componentes que conferem as defesas imunológicas. Recomenda-se que se encoraje os filhotes a aproximarem-se dos mamilos da mãe. Por vezes, caso a fêmea não produza uma quantidade de leite suficiente, e especialmente em ninhadas grandes, poderá haver a necessidade de recorrer ao leite de substituição, utilizando sempre fórmulas adaptadas a cachorros. O leite de vaca não é o indicado para suplementar ou substituir o leite materno em cachorros.

Algumas cadelas, especialmente as de raças pequenas, podem apresentar episódios de dificuldades motoras, incluindo paralisia dos membros, como resultado de uma grande baixa dos níveis de cálcio no sangue a seguir ao parto. Esta situação, denominada eclampsia requer uma intervenção rápida e urgente do Médico Veterinário.

A lactação é o período mais exigente em termos de necessidades de energia e de nutrientes. Tanto as cadelas como as gatas podem aumentar as suas necessidades em nutrientes em até 3 – 4 vezes do que quando estão em manutenção. Sendo assim, a fêmea lactante deverá receber um alimento (normalmente seco) com uma elevada densidade nutritiva, e recomenda-se que se divida a quantidade de alimento a administrar em várias refeições ao longo do dia.

Deverá também ter em conta que nos primeiros dias de vida a temperatura corporal do cachorro é baixa (cerca de 36ºC), pelo que o deverá ter em ambiente aquecido. Se necessário, poderá utilizar botijas de água quente ou lâmpadas de aquecimento, mas evite sempre o seu contacto direto com a pele por forma a evitar o aparecimento de queimaduras. Por volta de 1 semana de idade o cachorro já conseguirá manter a temperatura corporal normal. Os recém nascidos não irão abrir os seus olhos até à segunda ou terceira semana de vida.

O peso corporal aumenta entre 5-10% por dia, comparado com o peso que têm ao nascimento, e poderá iniciar o seu desmame por volta dos 21 a 28 dias de vida. Deverá introduzir de forma gradual o alimento sólido por volta dos 21 dias de vida, mas sempre humedecido com água morna e deverá administrar-lhe um alimento especificamente formulado para animais em crescimento. De uma forma gradual deverá ir reduzindo a quantidade de água adicionada ao alimento.

Fonte: Centro Hospitalar Veterinário

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cadela Gestante: Parto

Momentos que antecedem o parto

Vinte e quatro horas antes dos trabalhos de parto, a temperatura rectal da cadela desce abaixo de 37,8°C e por vezes abaixo de 37,3°C. Esta descida de temperatura é causada pela quebra repentina de progesterona, essencial à manutenção da gravidez na cadela. O declínio da temperatura bem como o relaxamento palpável na musculatura pélvica e abdominal são os sinais mais fiáveis de que o parto está iminente. O início da lactação é bastante variável.

As fases do parto

Fase 1: É a mais longa etapa dos trabalhos de parto; é caracterizada por contrações uterinas e dilatação do cérvix. Os únicos sinais externos são inquietude e respiração ofegante. Durante essa fase a cadela ocasionalmente poderá vomitar, ter tremores ou procurará isolar-se num canto. Esta fase dura em média seis a doze horas.


Fase 2: É a etapa da passagem do feto pelo cérvix e sua expulsão. O registo do tempo em que se sucedem os fenómenos desta fase, tais como as contrações e movimentos, são essenciais para um bom controlo. Quando a cabeça do feto chega ao cérvix, um reflexo neuro-endócrino inicia a libertação da hormona oxitocina; as contrações subsequentes poderão ser observadas externamente, revelando ao proprietário que a cadela se encontra na segunda fase do parto.

Devem ser evitados quaisquer distúrbios ambientais, já que a cadela, se assustada, poderá inibir voluntariamente as contrações. A membrana corioalantóica externa rompe-se ao movimento do feto pelo canal de nascimento e ele nasce envolto apenas pelo saco amniótico. Cerca de 40% dos cachorros nascem de nádegas. Os cachorros nascem normalmente de meia em meia hora ou de hora a hora até terminarem os trabalhos de parto, não obstante os intervalos serem irregulares.


Fase 3: Nesta fase ocorre a expulsão das placentas. Pode ocorrer após cada nascimento ou após o nascimento de dois ou três cachorros. As placentas devem ser contadas; não obstante as placentas retidas poderem ser diluídas e expelidas com os lóquios - corrimentos sanguíneos que se verificam após o parto - elas podem contribuir para uma metrite pós-parto.

Fonte: Centro Hospitalar Veterinário

domingo, 13 de outubro de 2013

Cadela Gestante: Como ter a certeza?

A gestação na cadela dura cerca de 63 a 65 dias a partir do primeiro acasalamento. Contudo, devido às variações do momento de ovulação, os acasalamentos múltiplos e duração variada do estro (cio) dificultam a identificação do dia de fecundação e portanto da data exata do parto. Assim sendo, é mais correto considerar um período de gestação de 56 a 70 dias a partir da primeira cobrição.

A educação e informação do proprietário são fundamentais no maneio de uma cadela gestante. É aconselhável examinar a cadela com suspeita de gestação por volta das 4 semanas, altura em que se estabelece o diagnóstico de gestação. Todas as cadelas que mostrem sinais de doença devem ser criteriosamente avaliadas.

Diagnóstico da Gestação

O diagnóstico de gestação pode ser feito de 3 formas diferentes:

·         Palpação abdominal: é um método mais útil após o primeiro mês de gestação, mas pode não ser muito fiável no caso da fêmea se encontrar obesa.

·         Ecografia abdominal: este método auxiliar de diagnóstico permite realizar um diagnóstico de gestação precoce (após os 21 dias de gestação). É muito útil também para avaliar a saúde e os batimentos cardíacos dos fetos. Por outro lado permite saber qual o tamanho da ninhada.

·         Radiografia abdominal: pode utilizar-se este meio de diagnóstico após os 45 dias de gestação, uma vez que o esqueleto do feto não é visível antes deste tempo. Os raios X são também muito úteis por forma a determinar o número de fetos, a sua posição e a eventual possibilidade de morte fetal.


Não devemos esquecer que os Raios X são inofensivos após os 45 dias de gestação, uma vez que o desenvolvimento embrionário já está completo após esta fase.

Fonte: Centro Hospitalar Veterinário

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cuidados Preventivos – Desparasitação (parte III)

A desparasitação é uma medida profilática sanitária muito importante,
que consiste na eliminação dos parasitas do organismo do hospedeiro. A desparasitação pode ser interna (endoparasitas – parasitas intestinais, pulmonares e urinários) ou externa (ectoparasitas – pulgas, carraças, mosquitos, ácaros e piolhos). Os animais devem estar desparasitados antes da primeira vacina.
Ao desparasitar o seu animal está não só a dar-lhe uma melhor qualidade de vida, aumentado a resistência às doenças em geral, mas está também a evitar um grande número de situações clínicas desagradáveis e a atuar em termos de saúde pública. Alguns dos parasitas intestinais, que “redondos” (lombrigas), quer “achatados” (ténias), podem afetar humanos (zoonoses). O contato direto com animais parasitados, com as zonas ondem habitam ou fazem as suas necessidades fisiológicas ou com objetos com os quais os animais brincam, podem originar o contágio das pessoas. O risco é maior para crianças, pessoas com problemas a nível do sistema imunitário e pessoas idosas.
Os seres humanos podem sofrer as consequências destas parasitoses de maneira semelhante aos animais, apresentando desde dores abdominais, problemas digestivos de pouca gravidade, dermatites, a lesões oculares severas; outras vezes sofrem de anemia, diarreias e/ou vómitos, lesões nervosas graves e, no caso de algumas ténias, podemos assistir à formação de quistos hidáticos que podem afetar desde o fígado até aos pulmões ou cérebro.
Para evitar problemas para si e para o seu cão é conveniente que o desparasite regularmente e se tiver vários animais em casa é fundamental que faça as desparasitações em simultâneo a todos eles. Evite, também, zonas onde habitualmente vagueiam animais abandonados e lembre-se sempre de apanhar os dejetos que o seu amigo faz, seja na vida pública, seja no seu jardim.
Em virtude dos parasitas constituírem um risco para a saúde do seu cão e da sua família, recomenda-se a adoção de um esquema de desparasitação adequado (dependendo do risco parasitológico a que os cães estão expostos – estilo de vida). Para tal deve utilizar produtos de largo espectro que eliminem vermes adultos e as suas formas larvares.

Como pode o seu animal, que vive em casa, ficar parasitado?

Existem várias formas de contágio:
  •   Através da mãe pelo útero (via transplacentária) e pelo leite (via transgalactogénea);
  •      Por ingestão de ovos ou larvas que se encontrem no meio ambiente, ao ingerir pulgas, ao comer carne ou vísceras de animais parasitados (via oral);
  •          Através da pele (via transcutânea);
  •          Ao ser picado por insectos ou carraças (vectores).


Regras Gerais de Desparasitação Interna

·  Cães recém-adquiridos: desparasitar imediatamente, repetir passadas 2 semanas;
·   Cachorros: às 2 semanas e de 15 em 15 dias até aos 3 meses; até aos 6 meses a desparasitação deve ser mensal;
·      Adultos: tratar regularmente de 3 em 3 meses.;
·      Cadelas Lactantes: desparasitar juntamente com a ninhada.

Medicamentos Desparasitantes
Há diferentes produtos no mercado para desparasitar os cães interna e externamente:

·  Desparasitantes Internos: apresentação em comprimidos ou pastas para administração oral e pipetas de aplicação tópica;

·     Desparasitantes Externos: apresentação em comprimidos para administração oral, sprays, pipetas de aplicação tópica e coleiras.

Para escolher a melhor opte sempre por aconselhamento especializado, quer por um médico ou um enfermeiro veterinário.