"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





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domingo, 17 de março de 2013

Eu agora já lhe digo NÃO e ele já percebe...


"Eu agora já lhe digo NÃO e ele já percebe"...

Pois então analise bem a imagem e quando disser "NÃO" pense bem se ele percebeu ou se apenas se assustou com o seu tom de voz....
Além do seu cão não perceber o "NÃO" poderia correr o risco de estar a colocar o "NÃO" como comando verbal de um determinado comportamento, mas como o deve dizer para as mais variadas situações este também deixa de ter significado enquanto comando que condicione um determinado comportamento.
Portanto em vez de se andar a cansar com tanto "NÃO" ensine o comportamento correcto o que até é muito menos cansativo.


Fonte:Work In Progress

sábado, 3 de novembro de 2012

Ensinar a rosnar à ordem (video)


Como em muita coisa no treino canino iremos reforçar quando o cão rosna como  muito provavelmente rosnam quando brincam ao jogo do "tug of war".

Claro aqui é MUITO importante que só iremos reforçar comportamentos de rosnar na brincadeira e nunca quando o cão rosna como sinal comunicativo de agressão.

O processo de moldar o rosnar , clicando apenas quando o cão o faz mais alto, ou perfeito ou como nós queremos é o mais desafiante, mas sem dúvida para mim o mais divertido.

É giro ver que a dona associou  o ela rosnar ao cão rosnar. :)


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O que são exercícios de auto controle e para que servem


Exercícios de auto controle são aqueles que ensinam o cão a controlar-se e manter os seus níveis de excitamento e ansiedade sob controle. Muitos cães não são ensinados a controlar os seus níveis de excitamento e quando ultrapassam os seus limites oferecem comportamentos que chamamos de “displacement behaviours” tais como correr pela sala, ladrar, movimentos copulatórios,  mordiscar a roupa, braços ou pernas, agredir outros cães ou animais que estejam presentes, etc..

Todos estes comportamentos normalmente são confundidos com agressão, mas na realidade não passam de comportamentos típicos de cães que quando confrontados com uma situação que lhes sucita muita excitação e ansiedade, não sabem o que fazer.

Treinar um cão com métodos positivos ajuda o mesmo a lidar com esses níveis de frustração e excitação, mas não é o suficiente. É necessário que integremos estes exercícios de auto controle no dia-a-dia e aproveitemos as situações diárias e que normalmente são muito excitantes para um cão, em oportunidades de ensinar o cão a controlar-se.

Este ensino faz-se com o uso de castigo negativo, isto é, algo que o cão quer é-lhe retirado ou impedido o acesso até que ele ofereça um comportamento apetecível.

Exercícios de auto controle podem ser praticados por exemplo na altura de levar o cão à rua para um passeio. Normalmente o simples facto de pegarmos na trela já faz com que o cão desate num arrail de comportamentos excitáveis, tais como ladrar, pular, arranhar a porta, etc.. Uma forma de treinar auto controle é esperar pacientemente que o cão se acalme antes de lhe colocarmos a trela. É possível que das primeiras vezes que façamos este exercício não consigamos nem colocar a trela. Se assim fôr e o cão não acalmar, pouse a trela e tente mais tarde. A chave para este tipo de treino é consistência e a sua o seu próprio controle sob a situação.

Estabeleça o critério que pedirá ao seu cão. Algumas pessoas apenas querem que o cão não ladre nem salte antes de ir à rua, outras quererão que o cão se sente e permaneça sentado até que digamos um OK, que é o meu caso. Depois de estabelecer o que espera do seu cão, seja consistente. Até que ele lhe ofereça aquilo que espera dele, não ceda. Ele rapidamente vai aprender que permanecer sentado e quieto em frente à porta enquanto pegamos na chave e colocamos a trela e coleira é a forma mais rápida que ele tem de aceder à rua. Se ele se levantar, então esse acesso ser-lhe–á negado.

Pratique este exercício diariamente até que seja automático. Estes exercícios são muito importantes e extremamente úteis para a nossa convivência com os nossos cães.

Em baixo deixo dois vídeos de exemplos de auto controle, um à porta antes de ir passear e outro a colocar a comida no chão.

Bons treinos!

Fonte: Escrito por Claudia Estanislau da Its All About Dogs
Fonte:itsallaboutdogsforum.net

domingo, 9 de setembro de 2012

Jogo tug-of-war


Ainda hoje ouço pessoas fazerem alguns comentários acerca do jogo tug-of-war:

 “Jogar tug-of-war incentiva a agressividade nos cães.”
 “Jogar tug of war faz os cães dominantes. “ 
 “Jogar tug of war faz os cães bons cães de guarda.”
 “Quando jogamos ao tug of war, temos que ganhar senão descemos na hierarquia e o cão fica a pensar que manda em nós” 
 “Tug of war é um jogo para ser feito apenas por alguns profissionais muito experientes em treino de protecção”

Se perguntarem às pessoas que dizem esta frase, o porquê de ser assim? Ou de onde tiraram esta informação, a maioria não sabe explicar. Como a grande maioria das coisas no mundo dos cães, esta é mais uma daquelas que “sempre se ouviu dizer” e por isso deve ser verdade. 

Muitas pessoas começam a descrever experiências pessoais de como o seu cão quis comer a vizinha do lado depois de ter puxado numa corda durante 5 mnts. Cómico? Nem tanto, muitas pessoas vão jurar de pés juntos que é assim mesmo. Mas é, ou não é?
Tug of war o que é?

Ao contrário do cabo-de-guerra (tug of war) praticado pelos humanos que tem como intuito um jogo competitivo cujo objectivo é ver quem ganha e tem mais força, o tug of war praticado com os nossos cães não assenta no mesmo princípio.

Não faz sentido pensar que um homem adulto que puxa numa corda com um Yorkshire Terrier está a tentar estabelecer quem tem mais força ou quem ganha. Da mesma forma que pensar que um BullMastif puxa num pau que uma criança segura “para lhe mostrar que domina uma estrutura hierárquica qualquer”. 

Estes antropomorfismos distorcidos levam a um sem fim de tonterias profanadas por aqueles que se munem de autoridade baseada no “diz que dissse porque sempre foi dito”.

O que faz um cão pegar numa corda e puxar ao mesmo tempo que outro cão ou pessoa que puxa do outro lado, não é um desejo de saber quem tem mais força, muito menos um desejo secreto de querer subir numa hierarquia social e ser o que agora manda e vai ter que ir ao supermercado comprar a ração diária. O que faz um cão pegar num pedaço de corda e puxar é uma das partes é um comportamento que assenta na cooperação.

SÃO PRECISOS DOIS PARA DANÇAR 

Começamos pelo raciocínio mais básico. O Tug of war só funciona se estiverem dois a puxar. Se alguma vez ensinou ou viu um cão a brincar ao Tug of War de forma apropriada, irá entender que o jogo só funciona e só é divertido se dois estiverem a puxar. Se por acaso você largar o brinquedo, este deixa de ter interesse.
Aqueles cães que aprenderam que o brinquedo só funciona quando alguém segura do outro lado mas ninguém perdeu tempo a ensinar “as regras”, tentam todo o tipo de estratégia para conseguir que você interaja e entre no jogo novamente. Passam por você a correr a passar tangentes pelas suas pernas, envergando o brinquedo orgulhosamente na boca como que a dizer “vem cá puxar anda estou aqui!”. Outros largam o brinquedo perto das pernas dos donos, apenas para no último segundo o agarrarem e fugirem com ele - e lembre-se que correr atrás uns dos outros antes de iniciar um bom jogo de tug faz parte da diversão – e outros chegam mesmo a dar marradas nas pernas e braços dos donos com os brinquedos e a colocarem aqueles olhos de carneiro mal morto para ver se conseguem a vossa cooperação.

Seja qual for a estratégia são tudo comportamentos normais e saudáveis nos cães, que só se tornam problemáticos aos olhos dos donos que visionam um comportamento específico e não entendem porque é que o cão não sabe fazê-lo (apesar de nunca terem ensinado ao cão o que pretendem dele).

Mas o que é que tudo isto tem a ver com agressão está para lá de qualquer raciocinio lógico.

A excepção à regra

Se o seu cão é um que apresenta comportamentos de agressão por possessão, não se admire se ele não só não lhe devolve o brinquedo como lhe mostra os dentes quando você se aproxima do mesmo. Mas isto continua a não estar relacionado com o jogo do tug of war em si. O cão que tem agressão por possessão também fará o mesmo com a taça da comida ou com o seu sofá favorito por exemplo. O problema do cão que não lhe demonstra agressão quando você vai buscar o brinquedo do Tug não está relacionado com o jogo do Tug em si, está relacionado com o instinto de possessão inato a todos os cães e que no seu não foi devidamente controlado e colocado sob auto controlo.
Então a regra para esses cães é, primeiro ensine o cão a deixar de ser agressivo e possessivo com os seus objectos e só depois pense que este jogo é adequado ao seu cão. Esta é a única excepção a jogar-se tug com um cão.

Regras

As regras são simples:

 O cão só pode pegar na corda do tug quando o dono dá sinal, mesmo que o brinquedo esteja ali distraidamente na mão ao alcance do cão

 Sempre que o dono dá um sinal específico o cão deve imediatamente largar o brinquedo

Portanto se pensar bem, precisa apenas de duas coisas. Ensinar o cão o “pega” sinal que usará para que o cão saiba que agora sim posso agarrar e puxar no brinquedo. E o “larga” que usará quando quer que o cão pare de puxar no brinquedo e o largue.

Eu até costumo ensinar um outro sinal. O “chega” que basicamente diz aos meus cães que acabou a brincadeira e que o brinquedo vai ser arrumado.

E sim, é muito importante que reserve um brinquedo específico para jogar ao Tug e que este esteja guardado e que saia só quando for hora de brincar ao Tug, faz-se isso por variados motivos, entre eles: ensinar o cão controlo, motivar o cão, e poder usar o brinquedo como recompensa para treino e ensino de comportamentos adequados. 


Muitos treinadores extrapolam nos motivos pelos quais o dono “tem que manter controlo” do brinquedo. “Senão o cão pensa que ganha”. Mas issso é uma grande patetice que não faz sentido nenhum. Os cães como as crianças, se têm um brinquedo à disposição o tempo todo, das duas uma, ou aprendem a requisitar que o jogo começe sempre que o dono esteja presente (pegam no brinquedo e vão “chatear” o dono) ou ignoram o brinquedo porque este perde o interesse e passa a ser um objecto inanimado que está para ali atirado.

Se o cão aprende ele mesmo a pedir que o jogo comece fica difícil ele perceber quando o pode fazer. O dono não lhe ensina nenhum sinal específico e logo o cão vai tentanto começar o jogo em diversas ocasiões, contextos, locais e com diversas pessoas. Isso pode-se tornar complicado porque as pessoas têm tendência para reforçar os comportamentos intermitententemente, ou seja, de vez em quando estão com paciência e até acham piada à insistência do cão e respondem brincando com o cão, outras vezes estão cansados e consideram o comportamento irritante e problemático e não respondem, muitas vezes até punindo o cão.

Esta inconsistente pode gerar muitos outros problemas coletarais. Por isso é que é importante manter as regras do jogo claras, e ensiná-las de forma concisa e precisa ao seu cão ANTES de exigir seja o que for ao mesmo.

Vocalização

Quando vejo o meu pai assistir a um jogo de futebol em conjunto com os amigos no sofá lá de casa, por vezes dá-me a sensação que vão começar todos à bulha uns com os outros, com a tv e com quem passar perto. Desde urros, a berros, insultos, palmas e manifestações de alegria ou indignação o visionamento de um jogo de futebol se retirado fora do contexto pode ser entendido como uma guerra prestes a começar.
O mesmo se passa com o jogo do tug. Alguns cães quando jogam o Tug sentem-se extremamente excitados ( no bom sentido ) e adoram o jogo e exprimem-no com vocalizações. Rosnam, ladram, fazem todo o tipo de barulho. Punir um cão por vocalizar a alegria que sente quando joga Tug seria o mesmo que desatar à chapada ao meu pai sempre que ele gritasse golo durante um jogo de futebol. Sim claro que um cão agressivo rosna, mas se você acha que rosnar significa uma coisa apenas (que um ataque está iminente) então nunca observou dois cães a brincar….

Portanto o facto de o cão rosnar quando joga ao tug não quer de todo dizer que está a ficar agressivo quer apenas dizer que está a festejar um golo, partilhe dessa alegria e experimente fazer barulho ao mesmo tempo que brinca ao tug com o seu cão e verá como ele fica contente com a partilha!

Resumindo e Brincando

O jogo do tug é usado muito no treino de cães polícia por exemplo e sabia que os cães de busca e salvamento são na sua grande maioria (para não dizer todos) treinados com base nesse jogo? E sabia que o tug é usado para treinar cães de assistência, cães para cegos e cães que detectam bombas? Os desportistas de agility são fãs de um bom jogo de tug e os grandes campeões de obediência usam o jogo de tug com a trela para recompensar performances excelentes.

O tug quando bem usado é não só uma recompensa fenomenal e muito valiosa que pode ser usada com bastante frequência em qualquer lugar, como se bem aplicada pode ajudar no treino de comportamentos complexos e/ou cadeias de comportamentos.

O Tug bem aplicado também ensina o cão a auto controlar-se, a aprender comportamentos muitos importantes como “pega”, “larga” e “chega”. É uma forma de construir um relacionamento saudável e duradouro com o seu amigo de quatro patas, uma forma magnífica de dispender energias e de exercitar o cão fisica e mentalmente. 
Se por acaso alguém lhe descrever o jogo do tug de outra forma, é porque não sabe usar o jogo apropriadamente e não é porque o jogo em si tem algo de “mau” inerente ao mesmo. Lá porque alguém não sabe condicionar e ensinar apropriadamente cães a jogarem tug de forma controlada e colocar esse controlo ao serviço da obediência e educação do cão, não quer dizer que não é possível, apenas quer dizer que essa pessoa não o sabe fazer.

Agora que sabe os factos, porque não experimenta? 




Fonte: Escrito por Claudia Estanislau da Its All About Dogs
 caosciencia.blogspot.pt

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Socialização com/a diferentes sons (video)

Como já foi referido a sociabilização tem uma enorme importância no desenvolvimento correcto dos cães aqui esta uma (das muitas) maneiras seguras de as realizar

A Zara (golden retriever com 12 semanas) socializa com diferentes tipos de sons (natureza, pessoas, electrodomésticos, animais, transportes, etc.). Fica o vídeo (liguem o som…).

Este é um exercício que eu acho que é fácil de praticar em casa, que é um ambiente controlado, os barulhos devem começar por ser baixos e depois ao longo do tempo irem aumentando de intensidade.

Autor do video: Carlos Costa
Fonte: itsallaboutdogsforum.net

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Socialização


O que é a socialização?

Socialização pode ser descrito como o processo pelo qual um animal aprende a reconhecer e interagir com a sua própria espécie (outros cães) e outras espécies (humanos, pessoas, etc..), e se acostuma e desensitiza a factores ambientais, de forma a ignorá-los. Isto inclui estímulos visuais, auditivose tácteis tais como trovoadas, campainhas, aspiradores, ruas movimentadas, escadas, tipos de chão (azulejo versus alcatifa), para nomear alguns A socialização também ajuda a que o cão aprenda a comunicar efectivamente, com a sua espécie (outros cães) e com os outros.

Porque é que preciso que o meu cão seja socializado?

Socialização é essencial para garantir que os cães cresçam com um temperamento equilibrado. Ajuda-os a lidar com novas situações que se apresentam no futuro e ajuda-os com uma variedade de pessoas e experiências dentro do seu ambiente. Ajuda, portanto a prevenir o aparecimento de problemas tais como nervosismo, medo e agressão.

Como é que posso garantir que o meu cão seja suficientemente socializado?

A socialização começa no criador. Assim que tiver o cachorro em casa deverá implementar o seu próprio programa de socialização expondo o seu cão ao mais variado espectro de experiências e encontros positivos. Esta exposição deverá começar imediatamente e ser o mais diversa possível. Deverá continuar idealmente durante a vida do cão mas intensificar-se durante a 8ª e a 13ª semana que é o período máximo de socialização, durante o qual um cachorro absorve as experiências, ao passo que após esse período um cão terá a tendência a reagir aos estímulos aos invés de apenas absorvê-los.

Durante a 8ª e a 13ª semana a maioria das cachorros não deverá sair de casa porque ainda não completaram as vacinas e podem contrair doenças; mas isso não quer dizer que não pode socializar o seu cachorro. Seja criativo e traga o máximo de pessoas a casa para que o cachorro se socialize às mesmas, passeie com o seu cachorro ao colo  (se conseguir andar com ele ao colo, senão leve-o a dar uma volta de carro!), e deixe que as pessoas façam festas ao seu cachorro – provavelmente terá que parar muitas vezes, porque ninguém resiste a um cachorro - socialize-o com outros cães em sua casa, desde que conheça os outros cães e estes estejam vacinados e sejam amigáveis, não existe perigo nenhum.

Uma outra forma excelente de socializar o seu cachorro é levá-lo a aulas de socialização de cachorros, dadas por treinadores qualificados. Estas aulas normalmente são dadas em ambientes controlados e seguros para o seu cachorro, onde este será exposto a outros cachorros, brincar com eles, com outras pessoas e novos ambientes. Estas aulas também ensinam o dono a lidar com o cachorro nas mais diversas situações, tais como o que fazer quando ele mordisca, o que fazer quando ele salta, como ensinar a fazer as necessidades no local correcto,e etc.

Quer dizer que se eu socializar o meu cachorro correctamente ele será perfeito?

Existem outros factores que irão influenciar a personalidade do seu cão, tais como a criação, temperamento dos pais, a dieta alimentar, genética, etc.. no entanto a socialização é dos factores mais importantes, senão mesmo o mais importante, para dar ao seu cachorro aquilo que ele precisa para poder lidar melhor com as diversas situações.

Apesar de um cachorro medroso, poder sempre ser um cachorro medroso, se este for socializado correctamente, a forma como ele no futuro lida com as diversas situações será mais fácil e um desafio menor, do que se não for socializado. Como tal quer o seu cachorro tenha tendência para ser corajoso, medroso, tímido ou destemido a socialização trará dele, sempre o melhor e irá tornar essas características uma vantagem no futuro.


Escrito por:
Claudia Estanislau
Its All About Dogs

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Regras do Shaping



Segundo Karen Prior, existem dez regras para efectuar shaping, seja em que animal for, incluindo o ser humano. Estas regras vêm da psicologia e da sua experiência como treinadora, mãe, etc., e são:

1- Aumente o critério por degraus pequenos o suficiente para que o sujeito tenha uma hipótese genuina de chegar ao reforço;

2- Treine um aspecto de qualquer comportamento particular de cada vez, não tente moldar através de dois critérios simultaneamente;

3- Durante a moldagem reforce o sujeito através de uma escala variável de reforço antes de aumentar o critério;

4- Quando introduz um novo critério, ou um novo aspecto em determinada habilidade, diminua temporariamente a exigência em relação aos aspectos anteriormente aprendidos;

5- Mantenha-se sempre um passo à frente do sujeito: Planeie o programa de shaping completamente para, caso o sujeito faça um progresso inesperado saiba o que reforçar a seguir;

6- Não mude de treinador a meio do shaping, podem haver vários treinadores por sujeito mas cada treinador deve treinar completamente cada comportamento;

7- Se um trabalho de moldagem não está a progredir, mude de procedimento, existem muitas maneiras de obter o mesmo comportamento;

8- Não termine uma sessão de shaping abruptamente, e sem aviso, representa um castigo para o sujeito (marque o final das sessões com uma palavra, ex: já está);

9- Se o comportamente se deteriora, volte ao inicio, reveja todos os passos do processo de shaping com uma sére de reforços fáceis para o sujeito;

10- Acabe cada sessão em nota alta, se possivel, ou seja, quando o sujeito ainda está motivado e obteve boas respostas.

Fonte:bomcaopanheiro.blogspot.pt

sábado, 30 de junho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Timing do clicker (Video)

Este vídeo aborda o tema da importância do uso do clicker e de o usar no tempo correcto. E acho que se percebe muito melhor que um texto :)



Video Realizado por:
Claudia Estanislau
Its All About Dogs


Fonte:caosciencia.blogspot.pt

terça-feira, 26 de junho de 2012

Os 4 Quadrantes do condicionamento Operante


Ouvimos falar diariamente em positivo e negativo de uma maneira passível de ser mal interpretada. Podemos dividir o ensino em quatro quadrantes - reforço positivo, reforço negativo, castigo positivo e castigo negativo. Os reforços aumentam a frequência de um comportamento enquanto que os castigos a diminuem. Portanto:

Reforço positivo (+) - Reforça o comportamento certo oferecendo (+) ao animal algo que este deseja.
Por exemplo, ensinamos o cão a sentar - o cão senta-se e é-lhe dado um biscoito, dar a bola cada vez que vem ter connosco depois de o chamarmos.

Castigo negativo (-) - é negado ao cão o acesso a algo que deseja por apresentar o comportamento errado. Por exemplo, deixar o cão sozinho durante um período de tempo se ele nos mordiscar as mãos com demasiada força quando é cachorro.


Para melhor se perceber esta variante do castigo vou associar estas duas últimas num exemplo prático: 
Ao chegarmos a casa o nosso cão salta para cima de nós e ladra entusiasmado, a sua motivação é querer atenção. Queremos mudar este comportamento usando reforço positivo e castigo negativo. Logo, ao entramos em casa e o cão apresentar o comportamento errado ignora-mo-lo (castigo negativo - ele quer atenção por isso, ao apresentar o comportamento errado, estamos a negar-lha) até que ele sossegue, altura em que o cumprimentamos (reforço positivo - recompensamos o cão com aquilo que deseja por apresentar o comportamento certo).

Castigo positivo (+) - Diminui a frequência do comportamento errado aplicando (+) uma punição cada vez que é apresentado. 
Por exemplo, dar uma jornalada ou palmada no cão cada vez que ele faz as necessidades no local errado


Reforço negativo (-) - É retirada (-) a punição assim que o cão apresenta o comportamento certo.
Por exemplo, chamar o cão e dar um choque na coleira de choques até ele virar na nossa direcção


Exemplo da aplicação de ambas para uma melhor compreensão:
O cão puxa durante todo o passeio arrastando-nos. Queremos resolver este problema aplicando castigo positivo e reforço negativo logo: cada vez que o cão puxa leva um esticão na estranguladora (castigo positivo) e, ao deixar de puxar, a pressão na estranguladora desaparece (reforço negativo).




No Treino Positivo apenas usamos a parte verde da ilustração, o Reforço Positivo e Castigo Negativo, por uma questão de ética e respeito e porque está mais que estudado que os outros dois quadrantes só trazem coisas más consigo.

Fonte: cheshirecatwaslost.blogspot.pt

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Treino de Clicker ou treino com clicker? por Katy Sdao


Este artigo foi traduzido do website clickertraining.com escrito por Katy Sdao, todos os direitos reservados à autora.


Eu comecei a ensinar as pessoas em como treinar os seus cães com clicker em 1996. Ness altura, a maioria dos donos de cães nunca sequer tinham ouvido do treino de clicker, e poucos treinadores levavam este método a sério. O meu anúncio nas páginas amarelas era o único que mencionava a palavra “clicker”. Eu tinha que persuadir os estudantes a tentarem este novo objecto.
Uma dácada mais tarde, e os clicker são mais comuns nas aulas de treino. Mas o treino de clicker não é.
Eu acredito que o treino de clikcer é um termo pouco feliz para descrever o que fazemos. Isto porque não explica dois pontos essenciais:

1. Que se pode fazer treino de clicker sem usar o clicker. Eu fiz isto quando treinei animais marinhos. Durante 11 anos usei vários marcadores de comportamento, incluindo um apito (com as baleias “beluga”), um som subaquático (com golfinhos da marinha dos EUA em mar alto), a palavra “muito bem” dita com um específico tom de voz (uma foca chamada ET) e bater as palmas uma só vez e finalmente um marcador visual (com golfinhos na Universidade do Hawai).

2. Pode usar o treino com clicker e estar a fazer uma coisa completamente diferentes do que treino de clicker. Conheço treinadores que não acham nada estranho ter um clicker numa mão e um remoto controle de uma coleira de choques na outra. Claramente isto não é treino de clicker.

Então somos levados a tentar definir o genuíno “treino de clicker” de forma a distingui-lo do treino com clicker. 

Antes que eu tente explicar isto, deixem-me esclarecer algo:
    
- Definições claras são importantes. Elas permitem-nos falar acerca de ideias abstractas com o mínimo de ambiguidade possível.
    
- Definições são constructos sociais. Não são obtidas do nada e escritas em granito. Nós – todos os que usam a linguagem -  criamo-los, através de discussão e consistência do seu uso, apesar da opinião dos experts terá sempre mais “peso”.

- O treino de clicker é um poderoso processo de modificação comportamental. Admite delinear-se de outras aproximações ao treino.

E assim quando usar o clicker para treinar o seu animal está a fazer treino de clicker, ou esta a treinar com o clicker? Para responder a esta questão considere as seguintes questões (TDC – Treino de Clicker/ TCC – Treino com Clicker):
    
É o clicker um marcador?

TDC: O clique marca o instante em que o comportamento ocorre, o momento em que o músculo mexe.

TCC: O clique é uma usado de uma forma não precisa, é usado como uma sinal geral de que o cão vai receber uma recompensa.

O som do clique é o término do exercício?

TDC: O som do clique informa o animal que o seu movimento é exactamente o que o treinador quer. O seu comportamento foi suficiente para ganhar um reforço.

TCC:  Após um clique, o treinador espera que o animal ofereça mais comportamentos antes de receber a recompense (por exemplo, após o clique o treinador não dá uma recompensa porque o animal não ficou onde devia ou não terminou o exercício).

O clique tem significado?

TDC: É essencial que o animal reconheça o clique como um sinal com um significado próprio. Por isso é tido muito cuidado para assegurar que o som do clicker ocorre isolado de outros estímulos.

TCC:O clicker é muitas vezes bloqueado por outros estímulos dados ao animal e que ocorrem simultaneamente ao som do clicker (por exemplo, comida no nariz do cão). Como resultado o animal torna-se desensitizado ao som do clicker e não responde ao mesmo, respondendo apenas ao estímulo visual da comida.

O clicker prevê um forte reforço positivo?

TDC:  O clicker é associado a vários reforços primários (tudo o que o cão deseje e goste). Comida, brincadeira, brinquedos, interacção social, etc.

TCC: O clicker é normalmente associado a reforços fracos tais como reforço verbal “muito bem”.

A recompensa é dada na posição?

TDC: O enfase está no dar a recompensa o mais rapidamente possível após o clique (mas nunca simultaneamente). A recompensa é dada independentemente da posição que o cão possa ter após o som. O treinador saber que comunicou ao animal com o som do clicker qual a posição que vai ser reforçada.

TCC: É dado ênfase a dar a recompensa quando o animal está na posição desejada. As recompensas muitas vezes não são dadas se o cão se mexer da posição quando ouve o som do clicker.

Quem é que está a trabalhar mais o treinador ou o animal?

TDC: O animal é o participante mais activos, que se mexe mais, o treinador é relativamente passivo. O trabalho do cão é oferecer comportamentos, o trabalho do treinador é observar o cão e comunicar eficazmente , frequentemente e com consistência a entrega de reforços.

TCC: O treinador é o participante mais activo, mexendo-se mais do que o cão que permanece mais passivo. O treinador foca-se em forçar que os comportamentos aconteçam e usa comida, coerção física para “ajudar” o animal.

Será a velocidade de aquisição de um comportamento, o objectivo mais importante no processo de aprendizagem?

TDC: Cada sessão de treino é um investimento nas capacidades futuras do animal em aprender. Ao saber isto, o treinador, sacrifica os comandos efectuados instantaneamente (muito rapidamente) em detrimento de ganhar momentum em direcção a uma aprendizagem acelarada. Quando o animal aprende a aprender, e o treino se torna virtualmente simples e rápido então o treinador trabalhar na velocidade deixando que o cão sózinho descubra o que o treinador requer.

TCC: A prioridade é que o animal ofereça um determinado comportamento imediatamente. Para isso são usados antecedentes ao comportamento tais como, moldar o comportamento fisicamente (por exemplo empurrar o rabo do cão para o chão de modo a obter o senta), usar comida ou puxar com a trela. O cão pode até aprender o comportamento e até eficazmente, no entanto, no futuro o cão poderá estar sempre á espera dessas tais “dicas” do treinador para poder aprender novos comportamentos.

Os 4 quadrantes do condicionamento operante são usados de forma igual?

TDC: O treino de clicker é uma forma de uso do condicionamento operante parcial. Tem uma preferência pelo uso dos quadrantes do castigo negativo e reforço positivo como formas de ensino. Os treinadores de clicker, livram-se de comportamentos indesejados através da extinção, o ensino de comportamentos alternativos, gestão do ambientes e castigo negativo.

TCC: Os quatro quadrantes são usados no ensino do cão. Uso do castigo positivo como puxões nas enforcadoras ou coleira de bicos, manipulação física, reprimendas verbais e reforço negativo são usados para se verem livres de comportamentos indesejados e para lidar com o facto do cão não “obedecer” prontamente. Estes aversivos são usado em conjunto com o clicker e a comida.

Qual é o ênfase, controlo ou comunicação?

TDC: O treino de clicker é elegante e um método eficaz de comunicar com os animais. Desafia os humanos a despirem-se da linguagem verbal humana e entrosarem-se numa forma de comunicar mais universal. O controlo do comportamento do cão flui naturalmente depois como produto da consistência, comunicação clara e motivação eficaz.

TCC: O controlo é o principal objectivo do treino.

Claro que o clicker em si não tem significado absolutamente nenhum. Pode ser usado de todas as formas imagináveis, quer no treino quer fora dele. A minha esperança é que o treino de clicker seja compreendido pelo que realmente é, e aqueles treinadores com clickers, chamem ao método deles, algo diferente.



Traduzido por:
Claudia Estanislau
Its All About Dogs

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Diferentes métodos de treino



Moulding - Modelar um comportamento
Usar contacto físico para modelar o comportamento certo. Por exemplo, no caso do senta, empurrar o quadril do cão até que ele se sente e depois recompensar. Outra das opções comummente vistas associadas a este tipo de técnica é, para o mesmo exemplo, usar a estranguladora até que o cão deixe de oferecer resistência e se sente.
Pessoalmente considero este tipo de técnica absurda e que só apresenta desvantagens. Obrigamos o cão a fazer o que queremos para evitar um contacto físico (empurrar o quadril do cão é desconfortável, sim) e criamos também uma má associação às nossas mãos e ao contacto.



Luring (engodo)
Guiar o cão para a posição correcta com um "isco" e recompensar quando o cão apresenta a posição correcta. Apesar de ser um método que apoio incondicionalmente não deve ser utilizado frequentemente com o risco de ensinar o cão a obedecer ao comando dado apenas quando existe um 'lure' na mão. O "isco" deve ser retirado da mão após poucas repetições.



Capturing
Capturar o comportamento certo quando o cão o oferece voluntariamente. Voltando ao exemplo do senta, cada vez que o cão sentava (sem comando nem ajudas) clicávamos e recompensávamos. O cão passaria a oferecer o comando com cada vez mais frequência. É uma excelente forma de ensino e também uma grande técnica para fortalecer os laços com os nossos amigos cães.




Modelagem (shaping)
A modelagem é obter um determinado comportamento através de aproximações sucessivas até atingir o comportamento completo pretendido. Este método é a base do treino com clicker e é algo que com o passar do tempo pode induzir o cão a ser muito colaborativo, tentando adivinhar e fazendo novos movimentos que podem ser aproveitados para novos truques. A maneira de conseguir as várias etapas intermédias depende da imaginação do treinador.




Fontes:

http://cheshirecatwaslost.blogspot.pt
http://bomcaopanheiro.blogspot.pt

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Carregar o clicker

Para começar o treino por reforço positivo com  clicker terá de dar um significado ao clicker, ou seja tem de se  associar o som do clicker a uma recompensa irresistivel, e para isso deverá "carregar o clicker".
Aqui esta um video engraçado disso :P, que liga o som do windows ao receber um rebuçado.


Eu já comecei a fazer isto com o gatinho cá de casa, não sei se estou a fazer completamente bem, mas parece-me mais difícil com os gatos que com cães :P
Em baixo esta um video de como se pode fazer em animais.






quarta-feira, 20 de junho de 2012

O que é o Clicker ?


O Clicker “clássico” é um pequeno instrumento em plástico com uma patilha em metal que quando pressionado emite um som. Este som assemelha-se a um click que é emitido sempre na mesma intensidade.


Hoje em dia apesar de menos usados já existem clickers electrónicos que emitem diversos tipos de sons, clickers que permitem regular a intensidade do click, trelas com clickers na pega, target sticks com clicker e por ai fora, todos eles inspirados no clicker clássico e têm basicamente a mesma função.
Para que serve o Clicker ?

O Clicker serve para marcar-mos comportamentos com precisão, ou seja, ao clickar-mos estamos a dizer ao cão: é exactamente isso que eu quero que tu faças.

Em pratica vamos pressionar a patilha metálica do clicker sempre que o cão efectue um comportamento que nos agrade e que queiramos ver repetido. Este som vai marcar um comportamento específico e nós vamos reforçar esse comportamento com uma recompensa que pode ir desde um pedaço de comida, atirar uma bola, um jogo de “tug” até a um passeio no exterior.

Com o clicker conseguimos comunicar de forma clara e eficaz com o cão e determinar com uma grande precisão qual o comportamento que vai ser recompensado.

O Clicker é muitas vezes confundido como algo que substitui a recompensa ou algo que serve para motivar o cão.

O Clicker nunca substitui a recompensa, sempre que pressionamos a patilha do clicker temos que recompensar o cão, se não o fizermos estamos a retirar significado ao clicker, ou seja, o som do clicker vai deixar de significar “é exactamente isso que eu quero que tu faças e por isso vais ser recompensado” para nada, para o cão ouvir o clicker vai ser o mesmo que ouvir um som qualquer sem significado nenhum.

O Clicker não serve para motivar o cão, o que motiva o cão é o tipo de treino que o uso do clicker proporciona.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O que é preciso para treinar o seu cão



“O treino obediência já não é aquilo que era. Eu lembro-me à muito tempo atrás costumavamos caminhar horas à volta estrangulando os nossos cães com estranguladoras e sendo monitorados por um instructor ao estilo militar. Hoje em dia, os princípios de como os animais aprendem e um maior fluxo do número de pessoas que realmente sabem como ensinar outras, tornou a actividade muito mais agradável e eficaz.” – Jean Donaldson

Hoje em dia, o treino positivo permite que as oportunidades de treino se estendam às situações do dia a dia. Basta inserir o treino durante os anúncios da sua série favorita à noite, antes de colocar a tigela da comida do seu cão no chão, na esquina de uma rua durante o passeio, quando chega a casa do trabalho à porta de casa, etc. Para a maioria dos donos de cão se não todos, este tipo de treino é o mais realista.

O que você precisa

“A primeira coisa é estar alerta. Tempo seria melhor, mas uma vez que a maioria de nós tem o tempo contado, estar alerta éa primeira coisa do que precisa na sua lista. Precisa de estar alerta para perceber todas as oportunidades de treino fantásticas que se apresentam durante o dia. Os cães estão sempre a aprender, quer estejamos activamente a treiná-los ou não Eles são autênticas máquinas de aprendizagem. O que nos leva ao tema dos motivadores.

Você irá precisar uma lista dos maiores motivadores para o seu cão: os motivadores de ouro, prata e bronze. Este provavelmente serão coisas tais como conhecer e brincar com outros cães, algum tipo de comida apetitosa tal como queijo ou fígado cozido, ir dar um passeio, cheirar determinados locais como postes ou apanhar uma bola ou Frisbee.
Os cães viciados em bolas ou Frisbees são os chamados pelos treinadores de “high drive dogs”, o que quer dizer, especificamente, que têm um alto sentido predatório – a bola ou Frisbee para eles tal como um bicho a correr e isso despoleta algo dentro deles. Este tipo de cães são fáceis de motivar mas têm tendência a serem cães muito muito muito energéticos.
Cães como Border Collies, Malinois, Goldens e Labs de linhagem de trabalho, Pastores Alemães de linhagem de trabalho, Jack Russel Terriers e alguns Australianos de pastoreio veêm-me à cabeça. Cães que não têm um sentido elevado de drive, também podem ser treinados – também eles terão os seus motivadores de ouro, prata e bronze e em geral é muito mais fácil viver com este tipo de cães.”

O seu cão também pode adorar passear de carro, que lhe abram a porta para ganhar acesso ao jardim, ou que a abram para voltar a entrar em casa, por exemplo. Pode adorar festas, que lhe atirem a bola ou que o deixem ir dizer olá ao cão da vizinha. Estas situações também são usadas como motivadores.

Você tem que parar de dar todas estas “coisas” de graça. A partir de hoje peça sempre ao seu cão, que faça algo antes de lhe dar acesso às suas coisas favoritas. O treino positivo opera muito sob a permissa de que "eu dou-te o que tu queres, se tu me deres o que eu quero", portanto se a Safira quer subir para o sofá, tem que fazer um deita primeiro. Se quer ir á rua, tem que me oferecer um senta e espera primeiro, etc....
Se o seu cão estiver a saltar que nem um tolo em frente ao corredor antes de ir passear, por favor, não coloque a trela e leve-o a passear! Aquilo que o cão aprende é que comportamentos de histeria fazem com que tenha acesso ao que ele mais quer.
Peça que se sente e espere antes para ter acesso ao passeio. Se ele não se sentar, simplesmente vá embora e tente de novo dali a uns minutos. Talvez você tenha que se contentar apenas com um cão mais calmo no início, antes de pedir um senta e fica, mas assim que conseguir que ele esteja mais calmo, algumas vezes depois peça o tal senta e fica.
Dentro de poucas semanas o cão irá provavelmente estar imóvel, sentado enquanto você vai buscar a trela, veste o casaco , pega nas chaves e abre a porta. Ele não se atreve a mexer, com medo que você cancele o passeio nem que seja temporariamente.

Lembra-se quando falei das oportunidades que surgem no dia-a-dia? Você irá tê-las, portanto quando as tiver, não as ignore.

A seguir é uma lista de comportamentos que você quer do seu cão. Isto pode incluir sentar-se em frente às pessoas para dizer olá, na vez de saltar para cima delas, deitar-se na cama na vez de pedir comida à mesa, vir quando é chamado. A lista é sua, escolha!

Se o seu cão puxa na trela que corra à loja de animais mais próxima e compre um halti harness. Estas novas trelas não ensinam o seu cão a não puxar mas tornam os seus passeios bem mais fáceis, na medida em que é mais fácil segurar e manter o cão perto de si, sem que este lhe arranque o braço! Depois peça ajuda a um treinador positivo para lhe dar as técnicas de como pode ensinar o seu cão a andar sem puxar, na trela. Mas esta trela permite-o ter passeios mais relaxados e focar-se entretanto noutras coisas como brincar, treinar sentas ou simplesmente gozar dos passeios.

Outro objecto essencial é o clicker. Porquê? Porque o clicker irá permitir que comunique eficaz e rapidamente com o seu cão. Permite moldar comportamentos tão complexos como levantar a pata traseira ou tão simples como deita. Mas acima de tudo torna o processo de aprendizagem muito mais rápido. Para quem não quer usar o clicker, uma palavra que marque o momento certo também serve, embora esta pode deter uma carga emocional ou ser desfasada do comportamento em si. O clicker é um objecto barato, e fácil de se usar e deverá ser usado apenas no início para ensinar comportamentos novos. Quando o cão já souber esses comportamentos não há necessidade de usá-lo mais.

Outra vantagem do clicker é poder ser usado por qualquer pessoa. Facilmente uma pessoa de idade, uma criança ou até uma pessoa comdeficiência física e numa cadeira de rodas pode treinar o seu cão. Não há necessidade de usar força física e o treino torna-se parte da vida de todos os que têm um cão, e não só daqueles que têm força ou carácter autoritário.

Também precisa de brinquedos. Bolas, frisbees ou o tipo de brinquedos que ganham vida nas suas mãos. Cordas de puxar são óptimas e são óptimos jogos de cooperação. Deverão ser jogados com regras restritas e o cão deve ser ensinado a pegar e largar sob comando tal qual neste vídeo aqui. Mas depois do cão estar ciente do que as palavras pega e larga significam este jogo é óptimo para cansar o seu cão, criar um laço maior entre vocês e tornar-se-á um motivador de ouro para treinar outros comportamentos.

Uma coisa que necessitam q.b. é consistência e paciência. Lembrem-se que não existem treinos milagrosos. Nenhum cão aprende do dia para a noite, com método nenhum! Isso só mesmo na televisão e nos shows editados de 45 minutos. Os cães que vemos na vida real a ganharem medalhas de obediência, a correrem agility, a salvarem vidas de pessoas, a detectarem bombas ou a assistirem cegos ou pessoas com deficiências, são treinados durante muito tempo. Não espere que o seu cão seja diferente. Muna-se de paciência e divirta-se com o seu amigo, afinal de contas o treino é um jogo para ele, torne-o um jogo para si também!

O que não precisa


Não precisa de coleiras de choque, estranguladoras ou coleiras de bicos. Não precisa de berrar, usar força física ou assustar o seu cão para conseguir treiná-lo. Estas coisas são algo que fazem parte de um passado onde nada melhor havia. Hoje em dia temos sorte! Porque podemos obter resultados sem termos que aceder a esses instrumentos de treino antiquados.


Escrito por:
Claudia Estanislau
Its All About Dogs