A definição de inteligência de um cão é muito subjectiva e depende de muitas variáveis, tais como a treinabilidade, a habilidade de raciocínio, o pensamento independente, a capacidade física para uma determinada tarefa, etc.. Portanto, depende muito do que se entende por “inteligência”. Ainda assim, a maior parte das pessoas considera esta raça como extremamente inteligente. Têm uma treinabilidade muito alta e grande capacidade de raciocínio. É usual um Border aprender um comando em poucos minutos, ou após poucas repetições. No entanto, esta capacidade de aprendizagem faz com que consigam aprender muito rapidamente coisas que não desejaríamos que soubessem! A sua inteligência é uma das razões que os leva a meterem-se em sarilhos com tanta facilidade. Mas é também uma das razões por que se evidenciam em vários desportos como o Agility ou a Obediência.
Mas os Border Collies não nascem ensinados! Para que se salientem na sua ocupação, precisam de um dono que se aplique no treino e saiba como desenvolver as suas capacidades.
Como são com crianças?
Os Border Collies bem socializados crescerão felizes na companhia das crianças, gostando normalmente de brincar com elas - a energia quase inesgotável de uma criança mantém o Border activo e interessado. No entanto, o instinto de pastoreio diz ao animal para manter o “rebanho” junto. Na falta de rebanho, ele pode decidir pastorear as crianças, donde podem resultar pequenos conflitos, principalmente se as crianças não são avisadas ou não sabem como reagir: se tentam fugir, isso pode inclusive resultar em pequenas mordidelas nos tornozelos, o mesmo que o cão faria às ovelhas. Esta poderá ser a atitude de um cão menos habituado a crianças, ou com um instinto de pastoreio extremamente forte.
Como se portam com gatos ou outros animais pequenos?
Depende do cão. Usualmente, o Border Collie dá-se bem com os gatos da família, mas perseguirá todos os outros. Se forem apresentados quando o cão ainda é pequeno, não haverá grandes problemas. Mas se o instinto de pastoreio de um exemplar específico for muito forte, poderá estar sempre a maçar o gato, tentando pastoreá-lo com o olhar. Ao princípio, ou se não se tiver a certeza, é melhor não os deixar sozinhos.
Os Border Collies são hiperactivos?
O Border Collie é uma raça muito energética, intensa e que precisa de ocupação. Há exemplares mais activos que outros - como não podia deixar de ser - e alguns podem ser considerados hiperactivos (há linhagens que são criadas para que os cães o sejam, sobretudo na de Obediência de Competição, em que os cães devem parecer excitados com o trabalho. No entanto, não concordamos com este critério de selecção: achamos que os cães devem trabalhar de uma maneira calma e controlada). Os exemplares que trabalham no pastoreio costumam ser calmos - têm que o ser, ou serão inúteis para o trabalho, pois estarão demasiado excitados para ouvirem as ordens do pastor. O mesmo deve acontecer nos que frequentam as exposições de beleza. Mas mesmo estes os cães são intensos, pelo que, se não lhes for dado trabalho, eles acabam por o procurar sozinhos, a maior parte das vezes roendo tudo o que lhes vem à boca: sapatos, livros, carpetes, armários, paredes... ou cavando buracos por todo o quintal. Os Borders não costumam exercitar-se sozinhos – precisam e gostam da sua companhia.
Ao fim do dia, os Border Collies que têm trabalho (nem que seja jogar à bola ou com um freesby regularmente) - embora sendo cães muito energéticos quando brincam ou trabalham - estarão calmos em casa.
De que quantidade de exercício necessitam?
Mais uma vez, depende do cão. Planeie duas saídas de pelo menos meia hora, com qualquer tempo. Pelo menos 20 minutos devem ser de exercício intenso sem trela, como brincar a ir buscar uma bola, ou correr consigo. Para além disto, deve treiná-lo 10 a 15 minutos por dia (obediência, truques, etc). Considere inscrever-se numa escola de obediência canina (que use métodos positivos, por favor!). Se ainda assim o seu cão precisar de mais, dê-lhe mais exercício mental, e não físico: o Border Collie foi criado para trabalhar e correr todo o dia, pelo que será mais fácil cansá-lo com exercício mental do que com mais 20 minutos de correrias.
Os Border Collies gostam de nadar?
Adoram, se encorajados desde pequenos. Nadar é um excelente exercício para os cansar nos meses mais quentes de Verão. É também um excelente exercício para todos os cães que tenham displasia, porque fortalece os músculos que suportam a anca, sem colocar peso nas articulações.
Os Border Collies escapam-se com facilidade? Saltam cercas?
Os Borders são muito ágeis. Se deixados muito tempo sozinhos, poderão achar que fora do quintal há coisas muito mais interessantes para fazer. Se o decidirem, podem saltar até 2 metros de muro! Também são bons escavadores... se não dá por cima, talvez dê por baixo... Muitos também aprendem a abrir portas e trincos!
De que tamanho fica um Border?
Esta raça tem também uma grande diversidade de tamanhos. Em princípio, um Border é um cão médio (entre os 14 e os 21 kg), com cerca de 50 cm de altura (máx. 53 cm). Mas existem cães maiores (e bem mais pesados) e cães bem mais pequenos, sem que isto faça com que o cão deixe de ser um Border Collie. Se lhe interessa muito o tamanho do cão, tente ver os pais, ou peça conselhos ao criador.
Sendo o American Pit Bull Terrier uma das minhas raças de eleição acho-me no direito, digo no dever, de tentar acabar com alguns dos mitos e mentiras que se ouvem pelas ruas.
Ainda agora depois de ter visto uma vergonhosa repostagem da RTP1, onde que eu saiba devia-se ter falado nos 2 lados da moeda e não só naquele lado que vende.. A velha história dos cães assassinos...
Mas nada me impressiona, não sei onde estava com a cabeça ao pensar que a entrevista ia ser imparcial.. O que me assusta é que se uma noticia sobre cães é assim como será sobre outros temas mais importantes....
MITO: Pit Bulls mordem mais do que outras raças
FACTO: Não existe nenhum sistema em funcionamento que determine com exactidão as estatísticas referentes a mordidas por cães nos EUA e muitos incidentes não são reportados.
O estudo “Raças de cães envolvidas em ataques fatais nos Estados Unidos entre 1979 e 1998” feito pelo Centers for Disease Control explica quais os problemas inerentes em tentar calcular com exactidão. O CDC explica ainda que uma das grandes falhas no estudo foi a incapacidade de contabilizar a totalidade de população de uma raça específica relativamente às fatalidades contabilizadas dessa mesma raça. CDC. (2000) Breeds of dogs involved in fatal human attacks in the United States between 1979 and 1998. http://www.cdc.gov/ncipc/duip/dogbreeds.pdf.
O CDC concluiu que os ataques fatais são tão raros que se tornam estatisticamente insignificantes como forma de representar agressividade canina.
MITO: Pit Bulls atacam sem aviso nem provocação
FACTO: De acordo com o livro The Pit Bull Placebo the Karen Delise, a classificação se um ataque como “sem provocação” esta usualmente baseado nas declarações dos donos que por sua vez são incapazes de entender comportamento e linguagem canina, ou estão ocupados demais para “ver” os sinais que os cães usualmente usam através de linguagem corporal ou vocalizações. Cães sinalizam isto através de: olhares fixos; tensão corporal; posicionamento das orelhas, cauda e cabeça; e rosnando, para nomear apenas alguns. Pit Bulls usam estes sinais de aviso, tanto quanto qualquer outra raça de cães.
Em adição a tudo isto, ataques de cãe tendem a ser o resultado de uma série de factores que são estatisticamente muito mais perigosos do que culpabilização de raças. De acordo com a Associação Médico-Veterinária Americana, estes factores incluem:
- Procriação: Cães que tenham sido procriados com o intuito de serem agressivos terão mais tendência para o serem independentemente da raça
- Sociabilização: Cachorros precisam de sociabilização para aprender a viver dentro da sociedade humana.
- Treino: Para além da sociabilização, os cachorros precisam de treino para que possam obedecer pelos menos comandos básicos
- Saúde: Alguns cães mordem por sentirem desconforto ou dor
- Correntes: Um em cada quatro ataques fatais envolveram cães presos a correntes.
MITO: Pit Bulls têm maxilares que prendem e não largam
FACTO: Não existe nenhuma pesquisa factual que apoie esta afirmação. Os maxilares dos Pit Bulls são os mesmos que os de qualquer outra raça de cão.
Existem afirmações feitas por especialistas que refutam o mito dos maxilares que não abrem, tais como:
o Dr. I. Lehr Brisbin da Universidade da Georgia conduziu uma pesquisa acerca da morfologia funcional dos maxiçares de variadas raças de cães e mostrou que:
“... não existem diferenças mecânicas ou morfológicas entre os maxilares de American Pit Bull Terrier e quaisquer outras raças comparáveis estudadas. Adicionalmente, concluímos que os American Pit Bull Terriers não detêm um mecanismo único que os possibilita prender os seus maxilares.” Ontario Superior Court of Justice Affidavit of Dr. I. Lehr Brisbin, Jr., senior research scientist, University of Georgia.
o Dr. Howard Evans (professor emeritus no Colégio de Medicina Veterinária da Universidade de Cornell, Ithaca, NY, e autor do maior trabalho feito em anatomia canina (Anatomia do cão), em conjunto com o Dr. Sandy deLahunta, um dos mais famosos neurologistas caninos do país e com a Dra Katherine Houpt, uma comportamentalista afirmaram o seguinte acerca dos maxilares que prendem nos pit bulls:
“Todos concordamos que o poder da mordida é proporcional ao tamanho do maxilar e dos músculos do maxilar. Não existe, no entanto, nenhuma estrutura anatómica que funcione como “cadeado” do maxilar, seja em que cão for”. Delise, K. (2007). The Pit Bull Placebo: The Media, Myths and Politics of Canine Aggression. Anubis Publishing
MITO: Pit Bulls têm mais força na mordida que qualquer outro animal
FACTO: De novo, não existem nenhuns estudos factuais que apoiem esta afirmação. No entanto, existem provas que refutam este mito:
o Dr. Brady Barr da National Geographic conduziu um estudo acerca de mordidas de animais. A força da mordida ( medido em “pounds” de pressão) nos sujeitos testados foram:
Crocodilos: 1.1 Kgs
Hienas: 454 Kgs
Tartarugas: 454 Kgs
Leões: 272 Kgs
Tubarões brancos: 272 Kgs
Cães: 145 Kgs *
Humanos: 54.5 Kgs
*Um pastor alemão, um American Pit Bull Terrier e um Rottweiler foram testados usando uma manga de mordida equipada com um instrumento especializado de medição de pressão. O American Pit Bull Terrier foi o que exerceu menos pressão dos três cães testados. (mas uma vez o estudo é extremamente relativo pois existem muitos condicionantes que, não foram tiras em conta como idade dos animais, razao porque mordiam (medo, brincadeira, treino, etc) , fisico, ambiente em que foram criados, sociabilização etc..
MITO: Pit Bulls têm pior temperamento do que outros cães.
FACTO: Num estudo recente feito a 122 cães pela American Temperament Testing Society, os Pit Bulls tiveram uma percentagem de 83.9% de bom temperamento. Esta percentagem ultrapassou as raças poodle miniatura (76.6%), Beagles (80.3%) e Collies (79.4%). American Temperament Testing Society. Retrieved January 8, 2009. http://www.atts.org/statistics.html
MITO: Pit Bulls não sentem dor
FACTO: Enquanto que a maioria dos cães não respondem à dor quando estão num estado de frenesim durante um ataque, os Pit Bulls sentem dor tanto quanto qualquer outra raça.
Os Pit Bulls detêm o mesmo tipo de sistema nervoso que qualquer outra raça, e como tal sentem dor. A nível histórico, cães que toleravam ou ignoravam o desconforto ou dor e acabavam a tarefa que tinham pela frente eram os cães que era escolhidos para cruzar. Esta é a característica de “gameness” de que muitos entusiastas da raça falam e que pode ser definida como “ O desejo de continuar ou completar uma tarefa independentemente da dor ou desconforto que esta possa causar”. New Hope Pit Bull Rescue.des/39621/#ixzz23MY499T8
Como muita gente que desde pequeno fui inundado com as historias sobre a agressividade do pit bull, aquele cão que ia desde um tamanho pequeno a um tamanho enorme, com uma cabeça enorme. Acho que em pequeno acreditamos em quase tudo que nos contam.
Até que um dia tive o prazer de conhecer uma pit era das cadelas mais doceis que já conheci, ao fim de uma tarde a brincar é que me disseram que raça era, admito que fiquei assustado e fui para casa. Mas apos pensar com os meus botões, ja tinha estado com ela e já e tinha gostado por isso não deviam ser aquelas maquinas assassinas que toda a gente fala, hoje já conhecia varios e posso dizer que é quase sempre a mesma coisa, beijos e abraços. Por isso por ser uma raça que ama apesar de tudo do seu ar atleta e por bons momentos posso dizer que esta no meu top 10 das raças, da qual vou escolher um companheiro :)
Historia
A origem do American Pit Bull Terrier é cheia de controvérsias e diverge em diversos pontos. Segundo alguns criadores e especialistas como Richard Stratton(autor de vários livros) os Pit Bulls actuais são os mesmos Bulldogs que travavam combates com os touros desde o século XVIII. Em contrapartida outros autores como Bert Sorrels, afirmam que realmente houve uma evolução considerável do cão actual em relação ao antigo Bulldog e provavelmente houveram eventuais cruzas principalmente com os antigos Terriers. Se levarmos em conta as características dos Pit Bulls modernos, a segunda teoria parece ser mais provável, pois os actuais exemplares apresentam características que dificilmente seriam conseguidas apenas selecionando os antigos Bulldogs.
Os Pit Bulls, os Staffordshire Bull Terrier e os Bull Terriers, têm em comum esse mesmo ancestral que é o antigo Bulldog. Outro fato indiscutível: o Bulldog provém dos antigos molossos que eram cães de grande porte, provavelmente vindos da Ásia e que geraram os Mastins e Mastiffs. Seu peso e agressividade fizeram com que fossem utilizados em guerras desde 2100 ac pelos Babilónios chegando ao apogeu com os Romanos em 100 ac.
O estabelecimento da raça a Inglaterra
A origem da raça remonta ao Século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o desporto chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne).
Então criadores na Inglaterra, Irlanda e Escócia começaram a experimentar cruzamentos entre Buldogues e Terriers à procura de um cão que combinasse o desportivismo do Terrier com a resistência e atleticidade do Buldogue, e assim os criaram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull e os Terriers. O resultado disso foi um cão que reunia em si todas as virtudes dos grandes guerreiros: resistência, coragem indomável e gentileza com os que ama. Foram criados para agredir outros cães, matar ratos, mostrando assim bravura, tolerância à dor,vontade de lutar até ao fim, e afeição ao seu criador.
A chegada a América
Como visto, os ancestrais imediatos do Pit Bull foram os pit fighting dogs importados da Irlanda e Inglaterra a partir de meados do século XIX.
Na América, a raça começou a divergir ligeiramente do que estava sendo produzido naqueles países de origem. Os cães não foram utilizados apenas para lutas, mas também como catch dogs – presa de gado e porcos desgarrados – e como guardas da propriedade e da família. Daí começaram a ser seleccionados cães de maior porte, mas esse ganho de peso não foi muito significativo até cerca de 20 anos atrás.
Os cães irlandeses, os famosos Old Family Dogs, raramente pesavam acima de 12kg e cães de 7kg não eram raros. O anteriormente citado LLoyd’s Pilot pesava 12kg. No início do século, eram raros os cães acima de 23kg. De 1900 a 1975, houve um aumento pequeno e gradual no peso do Pit Bull, sem que houvesse perda de performance no pit.
Nas mãos dos criadores americanos, o Pit Bull se popularizou a ponto de ser símbolo dos Estados Unidos na 1ª Guerra Mundial. Homens como Louis Colby, cuja família mantém até hoje uma tradição de 109 anos, C.Z. Bennet, fundador do United Kennel Club (UKC) e Guy McCord, fundador da American Dog Breeders Association (ADBA), foram fundamentais na consolidação da raça.
Sua popularidade atingiu o auge na década de 30, quando o seriado infantil Little Rascals era estrelado por Pete, um Pit Bull: era o cachorro favorito de 10 entre 10 crianças americanas. Esta projeção levou finalmente o American Kennel Club (AKC), após anos de pressão a reconhecer o Pit Bull com o nome de staffordshire terrier, para diferenciá-lo dos cães voltados para rinhas. Este cão é hoje o american staffordshire terrier, tendo o "american" sido acrescido ao nome original em 1972 para evitar confusão com o staffordshire bull terrier.
Mas agora, quando a vasta maioria dos APBT não é mais selecionada para a performance tradicional no pit (compreensível, já que o processo seletivo em si – o combate – é crime), o axioma americano "bigger is better" passou a valer para vários neófitos que se tornaram criadores, aproveitando a popularidade da raça nos anos 80.
Isto resultou num aumento vertiginoso no tamanho médio do Pit Bull, muitas vezes de forma desonesta, pelo cruzamento com raças como mastiff, mastim napolitano e dogue de bordeaux. Alguns autores, como Diane Jessup, sustentam que o american Bulldog nada mais é do que a fixação de linhagens maiores de Pit Bull.
Outra modificação, esta menos visível, que vem sendo introduzida desde o século XIX são os estilos de luta geneticamente programados (tais como especialistas em orelhas, patas e focinho), função do nível de competitividade que as lutas atingiram.
A despeito de tais modificações, a raça tem mantido uma notável continuidade por cerca de 150 anos. Pinturas e fotos do século passado mostram cães idênticos aos dos dias de hoje. Embora pequenas diferenças possam existir entre algumas linhagens, no geral temos uma raça que, ao contrário de muitas outras ditas "reconhecidas", está consolidada há mais de um século.
Temperamento
As características essenciais do Pit Bull são a força, a autoconfiança e a alegria de viver. A raça adora de agradar ao dono e é cheia de entusiasmo. É um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pelo facto de a maioria dos Pit Bull apresentar certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem muito e cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães. A agilidade da raça torna-o um dos mais capazes escaladores e com frequência usa seus caninos para escalar uma cerca. O Pit Bull não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isso é extremamente indesejável. A raça se sai muito bem em eventos performáticos por seu alto grau de inteligência e sua vontade de trabalhar. Sempre capaz de executar uma grande variedade de trabalhos.
Carácter e personalidade
A grande prioridade dos melhores criadores de American Pitbull Terrier de todos os tempos foi seleccionar A.P.B.T com uma boa disposição com o ser humano!
O A.P.B.T por instinto, é um cão dócil para os seres humanos, no entanto, tem um baixo nível de tolerância em relação a outros cães devido á sua história e ao motivo para que foram criados. É um cão com um nível muito grande de tolerância a crianças. Como qualquer outro cão, o A.P.B.T pode ser agressivo, se ensinado e incentivado a isso. Se for um cão bem educado, é um óptimo cão de família e pode servir para diversas funções, como cão de busca e salvamento, cão policia, cão de terapia com pessoas com deficiências, entre muitas outras. Mas se há coisa para que o APBT não serve, é para cão de guarda, devido á sua forte ligação ao ser humano.
O A.P.B.T em geral é um cão brincalhão ,nobre ,inteligente, muito trabalhador, e determinação, também muito fiel ao seu dono e as pessoas com quem convive. Aprende muito rápido comandos, mas por ser membro da família dos terriers pode ser bem teimoso, recomenda-se então um dono experiente.
Também se caracteriza por a sua dureza e elevada resistência à dor e de esplêndida saúde ao longo da sua vida , a sua aptidão para o exercício é um facto inigualável!
Cores e características físicas
O Pit Bull é um cão de porte médio, de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto. O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual à metade da altura do cão a partir da cernelha. A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo. As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas e podem ser naturais ou cortadas. A cauda relativamente curta é inserida baixa, grossa na base e afilando em direção à ponta. O Pit Bull se apresenta em todas as cores e marcações. A raça combina resistência e atleticidade com graça e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada, com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.
Quanto ao focinho dos cães, há três colorações: Red Nose (a mais popular), Black Nose (tradicionais), Blue Nose (raro) e os Blue Fawn (raro). Na pelagem todas as cores são aceitas. Nos olhos inclusive a cor verde é aceita, no entanto, verde âmbar e azul vitrificado são completamente abominados. Cães com um olho de cada cor são considerados fora de padrão.
O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão de que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, a sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção ao centro da linha de balanço.
Existem muitas entidades que não reconhecem o APBT como raça, e as que reconhecem o estalão da raça varia aqui fica um exemplo de um estalão reconhecido.
PADRÃO OFICIAL - UKC, de 01/01/1978 (país de origem - USA)
CABEÇA - de tamanho médio, em formato retangular
CRÂNIO - achatado e mais largo na altura das orelhas, com bochechas proeminentes e livres de barbelas.
FOCINHO - quadrado, largo e profundo. Mandíbulas bem pronunciadas e demonstrando força.. mordedura em torquês com os caninos superiores encaixando-se à frente dos inferiores.
ORELHAS - devem ser inseridas altas e livres de barbelas.(o corte ou não é característica pouco importante e de função estética ).
OLHOS - redondos e distantes entre si, de inserção baixa no crânio. Não há restrição de cor.
NARIZ -(trufa) -de cavidades bem abertas e sem restrição de cor.
PESCOÇO -musculoso, levemente arqueado, afilando dos ombros até a cabeça e de pele solta.
TRONCO -potente e levemente arredondado.
OMBROS -oblíquos e largos, fortes e musculosos.
PEITO -profundo, mas não muito largo e com costelas bem abertas e arqueadas.
COXA -comprida, com musculatura desenvolvida.
CAUDA -curta em comparação ao corpo. Portada baixa, afilando da base à extremidade. Não deve ser mantida sobre o corpo, cauda curvada não é permitida.
MEMBROS -grandes, de ossatura arredondada, com quartelas retas e aprumadas, razoavelmente fortes. Patas de tamanho médio. Jarretes retos e baixos.
MOVIMENTAÇÃO -deve ser leve e elástica. Movimentos devem ser regulados
PELAGEM -curta e dura ao toque , deve ser lustrosa.
COR -todas são aceitas e também suas marcações e combinações.
PESO -machos: entre 35 e 60 libras, fêmeas: en
Saúde e Higiene
O Pit Bull é considerado pelos profissionais de saúde a raça canina mais resistente a doenças e enfermidades além de o seu pêlo ser curto exigir poucos cuidados para se manter limpo, não há registos de doenças especificas da raça.
Como todas as raças de crescimento rápido e de forte musculatura, pode apresentar displasia coxo-femural.
O American Pit Bull Terrier não exige muitos cuidados ao nível da manutenção do pêlo. Atenção semanal com escovagens é suficiente para manter a pelagem limpa.
A próxima raça que vou falar e que vem mesmo a calhar visto que o ultimo post foi sobre pastoreio, é o Border Collie. Não vou dizer que não fiquei fascinado por estes cães aparecerem em todo o lado, em quase todo o tipo de competições e trabalhos.
Mas o que mais me agradou foi quando observei de perto um a interagir com o dono, aquele a olhar penetrante, aquela concentração, a dedicação, a felicidade e o parecer que o o que o faz feliz é mesmo estar ali a trabalhar com o dono... Simplesmente adorei :)
E adorei a pelagem era blue merle :P
História
O Border Collie é originário das terras fronteiriças entre a Escócia e a Inglaterra. É uma raça muito antiga, com referências literárias que datam de, pelo menos, 1570. Crê-se que o nome "collie" possa derivar de uma palavra gaélica que significava útil. Outros autores afirmam que "collie" vem da palavra "colley", uma raça de ovelhas. Existe ainda a palavra "coolie" que, em inglês, quer dizer trabalhador. "Collie" designava assim o preto (como eram quase todos) e útil cão do pastor.
Durante séculos, os cães dos pastores serviram o seu mestre com muito pouco reconhecimento. Foi a introdução dos primeiros concursos de pastoreio, que tiveram lugar em Bala, no País de Gales, a 9 de Outubro de 1873, que mostraram esta raça aos olhos do público. Ao longo dos anos, a popularidade da raça como ajudante do pastor foi aumentando rapidamente, juntamente com a indústria da lã. À medida que mais e mais pastores tinham mais e mais rebanhos, tornou-se impossível a pastores solitários cuidarem dos seus rebanhos sem ajuda. Por volta de 1800, os Border Collies tinham-se tornado uma visão normal nas quintas inglesas.
Pouco depois de 1860, a Rainha Vitória viu um Border Collie e se tornou uma grande entusiasta da raça. A partir daí divergências entre nosso Collie moderno e o tradicional cão Pastor começaram. De qualquer maneira o atual Border Collie continua sendo um verdadeiro cão de trabalho com muito poucas mudanças em tipo.
Em 1876 Mr. R. J. Lloyd Price fez uma demonstração mostrando a capacidade desses pastores. De cem ovelhas levadas a um Palácio em Londres, três foram separadas do rebanho e levadas a uma área remota do Parque, e lá abandonadas. A inteligência desses cães para leva-las de volta a um pequeno curral, atendendo gestos e assobios de seus mestres, deixou a todos atônitos. É essa extrema habilidade que os criadores sérios de Border Collies querem perpetuar.
Em Julho de 1906, a International Sheep Dog Society (ISDS) foi fundada por alguns pastores que se distinguiam como treinadores. Estes encontravam-se insatisfeitos com o Kennel Club, pois achavam que este se preocupava mais com o aspecto exterior dos cães do que com as suas capacidades de trabalho. A ISDS é ainda hoje a proprietária do Stud Book que regista os cães de trabalho e que organiza os Sheepdog Trials, os campeonatos de pastoreio.
Em 1918, James Reid, secretário da ISDS, acrescentou pela primeira vez a palavra "Border" ao que então era conhecido apenas como "collie", fixando assim o nome da raça: "collie da fronteira".
Características e Temperamento
A característica mais espectacular do Border Collie é o seu desejo de trabalhar acima de todas as coisas. Ele pastoreia com a cabeça baixa, olhando fixamente as ovelhas. Percebe todos os movimentos do gado e reage movendo-se, às vezes imperceptivelmente, para tirar vantagem ou contrariar o mesmo movimento. O movimento, tanto do gado como do cão, deve ser calmo e firme. Estes cães são a melhor raça de pastores de ovelhas do mundo e são conhecidos pela sua agilidade, resistência, inteligência e uma firme ética de trabalho.
O Border Collie é um cão condutor ou colector de rebanho, por oposição a guardador: o seu instinto é correr à volta do rebanho, juntar os animais e conduzi-los de volta ao pastor. O Border Collie pode (e é) ensinado a conduzir o rebanho para longe do pastor, mas não o faz normalmente por instinto.
O típico Border Collie é viciado no trabalho. É mais feliz quando tem trabalho para fazer, quer esse trabalho seja pastorear, obediência de competição, agility, ou outra ocupação ou desporto canino, nos quais se destingue. É um cão extremamente rápido, energético, atarefado e necessita de muito exercício. É criado para não se cansar: um Border Collie de trabalho é capaz de correr muitos quilómetros por dia sobre terrenos difíceis e, no dia seguinte, voltar a fazê-lo. Uma corrida de um ou dois quilómetros é um mero aquecimento para esta raça atlética. Uma pessoa sem tempo para dar ao cão muito e vigoroso exercício todos os dias, fica normalmente mais contente com uma raça mais calma. Um Border Collie sem trabalho pode ficar neurótico, obsessivo e destrutivo.
O Border Collie pastoreia gado, outros cães, pássaros, gatos, crianças, esquilos, coelhos, veados, insectos e, muitas vezes, corta-relvas, aspiradores, vassouras, ancinhos e qualquer outra coisa que se mexa. Apesar de o Border Collie pastorear com “olho” em vez de morder nas pernas do gado, alguns exemplares têm ainda instinto para mordiscar, e mordiscarão as pernas das pessoas se elas correrem. As crianças são alvos comuns desse comportamento porque não sabem como o controlar. Têm também tendência para perseguir automóveis, e muitos Border Collies têm perdido a vida debaixo das rodas de um.
O Border Collie está sempre debaixo dos seus pés. Este cão vigia-o constantemente (como se você fosse o gado) e precipita-se para a sua frente se pensa que algo vai acontecer. Adora atenção e é muito afectuoso e orientado para as pessoas. No entanto, é importante sociabilizá-lo bem desde cachorro: se isso não acontecer, os adultos podem ficar reservados com pessoas que não conhecem e agressivos com outros cães. O Border Collie é muito inteligente e aprende depressa, mas amadurece tarde – é “cachorro” até aproximadamente aos 2 ou 3 anos (ou mais velho) e muitos cães com 10 a 12 anos de idade são ainda muito vivos e cheios de energia. Não espere que um Border Collie se comece a portar com maturidade e dignidade aos 3 ou 4 anos!
Temperamento
O Border entrega-se incondicionalmente ao seu dono e respectiva família. É muito sensível aos seus desejos ou ordens, mas estes devem ser dados em voz baixa, pois os modos agressivos ou rudes não são do seu agrado.
As suas características caninas têm-se tornado cada vez mais pronunciadas, o que é facilmente observável nos passeios com a família: um Border tem prazer em andar à volta dos membros da família, mantendo-se sempre junto destes.
Muito disciplinado e com uma inteligência acima da média, tem uma tal necessidade de estar activo que precisa permanentemente de tarefas e ocupações. Precisa, portanto, para ser feliz, de alguém sensível que o mantenha ocupado.
Cores, pelagem e orelhas
Estalão da Raça
Aspecto Geral
Cão de trabalho de dimensão média, bem proporcionado, com contornos suaves mostrando qualidade, graciosidade e equilíbrio perfeitos, combinados com substância suficiente para lhe dar uma sensação de resistência.
Cabeça
Crânio largo, crânio plano. Bochechas sem serem cheias ou redondas. Focinho estreitando até ao nariz, moderadamente curto e forte. Focinho aproximadamente do mesmo comprimento que a cabeça. Stop pronunciado. Nariz preto, excepto nos cães castanhos ou chocolate, onde pode ser castanho. Nos azuis, o nariz deve ser cinzento. Narinas bem pronunciadas.
Olhos
Ovais, de dimensão média, castanhos. Em cães azuis-merle um ou ambos os olhos podem ser parcialmente ou totalmente azuis. Expressão afectuosa, atenta, vigilante e inteligente.
Boca
Dentes e maxilares fortes, com mordedura em tesoura, perfeita e regular.
Pescoço
O pescoço deve ser de boa dimensão, forte e musculado, ligeiramente arqueado e alargando para os ombros.
Corpo
Constituição atlética, tórax profundo e bastante largo; costelas bem arqueadas; quadril musculoso, mas não em demasia; a garupa é larga e musculosa até ao início da cauda. O corpo deverá ser ligeiramente mais comprido do que a altura do garrote.
Orelhas
De dimensão média, afastadas uma da outra, erectas ou semi erectas.
Cauda
Moderadamente longa, com a última vértebra a atingir a articulação tibiotársica. Implantação baixa, com um movimento ascendente na ponta. A cauda pode levantar com a excitação, mas nunca andar enrolada sobre o dorso.
Membros anteriores
Paralelos, vistos de frente. Quartelas ligeiramente inclinadas quando vistas de lado. Osso forte, mas não pesado, ombros para trás, cotovelos junto ao corpo.
Membros posteriores
Coxas longas, possantes e musculosas, com as articulações dos joelhos bem anguladas e jarretes baixos e fortes . Forte estrutura óssea desde as articulações tibiotársicas até ao chão. Paralelos vistos de trás.
Patas
Ovais, com os dedos arqueados e muito juntos. Almofadas espessas e fortes. Unhas curtas e fortes.
Locomoção
Livre, suave e incansável, sem os pés erguerem muito, dando a impressão de habilidade para se mover com grande discrição e velocidade.
Pelagem
São reconhecidas duas variedades de pelo: uma longa e outra mais compacta. Em ambos os casos, o pêlo exterior é denso, algo forte, e o subpelo macio e compacto dando uma boa resistência às intempéries. Na variedade de pêlo longo desenvolve-se uma crina de pêlo, "meias" (pêlo na coxa, na metade superior da articulação tibiotársica) e pêlo na cauda. Na cara, nas orelhas e membros anteriores, desde a articulação tibiotársica até à pata, o pêlo deve ser curto e liso.
Dimensões
Altura das espáduas: machos 53 cm, fêmeas um pouco menos.
Faltas
Algum desvio dos pontos acima, deve ser considerado uma falta, e a seriedade dessa falta deve ser na proporção exacta ao grau do desvio.
Nota: Os machos devem ter ambos os testículos bem descendentes no escroto.
Cores:
Preto
Azul (e Diluição)
Vermelho
Chocolate
Tricolor
Merle
Sable
Saddle
Pintas, Sardas
Pelo
Comprido
Curto
Orelhas
Os Border Collies podem ter orelhas erectas, semi-erectas (dobradas só nas pontas ou até quase à base), ou uma de cada.
Saúde e Higiene
Seleccionada tendo como base o trabalho, a saúde da raça nunca foi sacrificada em detrimento da beleza. O Border Collie é considerado um cão bastante saudável, com uma esperança de vida relativamente longa para o seu porte. Alguns dos problemas mais comuns na raça são a displasia da anca. A surdez, devido à cor branca presente no manto, alergias e problemas oculares são menos comuns mas ainda assim têm alguma incidência na raça.
A pelagem do Border Collie necessita de manutenção bissemanal. A regularidade deve ser aumentada na altura da muda de pêlo. Os cães largam bastante pêlo.
Como são animais de campo, a pelagem deve ser frequentemente inspeccionada para garantir de que não há pulgas.
Border Collies famosos
Dois Border Collies tiveram uma grande influência na criação do Border Collie moderno: o primeiro foi Old Hemp e o segundo, Wiston Cap.
Old Hemp era um cão tricolor que nasceu em 1893 e morreu em 1901. Foi criado por Adam Telfer e tinha como pai um cão preto e castanho chamado Roy. A mãe era uma cadela chamada Meg, toda preta, com um "olho" muito forte. Old Hemp era um cão calmo, poderoso, a quem as ovelhas respondiam com facilidade. Foi usado largamente como cão de cobrição e o seu estilo de trabalho ficou o estilo de trabalho do Border Collie. Acredita-se que o sangue de Old Hemp corre nas veias de quase todos os Border Collies actuais.
Wiston Cap é o cão que a ISDS tem no seu emblema, na pose característica de trabalho. Foi o mais usado e popular cão de cobrição na história da raça e aparece em muitos pedigrees de hoje. Criado por W. S. Hetherington e treinado e conduzido por John Richardson, Cap era um cão respeitador e de bom carácter. Wiston Cap foi pai de três Supreme Champions e avô de três outros, um dos quais Bill, de E. W. Edwards, que ganhou o campeonato duas vezes.
A próxima raça de vou falar é do Shar pei, fiquei a gostas desde que conheci o Rugas um Shar pei de uns amigos lá na escola, depois de uns momentos a brincar com ele não sei criei uma empatia por ele e pela raça e a partir dai acho que se tornou uma das raças que passei a gostar :)
Historia e Origem
O Shar Pei é uma raça antiga, originária na China. Os primeiros registos da raça surgem na Dinastia de Han (200 a.C.). Algumas representações em cerâmica e algumas estátuas desta altura apresentam cães que se acredita serem desta raça.
Pensa-se que o Shar Pei resulta do cruzamento de raças nórdicas com mastins. Por ter a língua azul como o Chow Chow, acredita-se que este tenha contribuído para dar forma ao Shar Pei.
No século XII, surgem registos mais detalhados na raça que ajudam a descodificar a origem do nome. “Shar Pei” significa “pele de areia”. A pele enrugada está então provavelmente na origem do nome da raça. Como cão de guarda da família real e também cão de luta, o Shar Pei beneficiava de pregas na pele que lhe ofereciam protecção caso fosse mordido por outro cão. Em situações normais, um cão que é abocanhado por outro animal perde a mobilidade não tendo como se defender. As rugas do Shar Pei permitem-lhe rodar e atacar o agressor, cumprindo de forma eficaz o seu papel de guarda.
O Shar Pei trabalhou durante séculos como cão de guarda de propriedades, guarda pessoal, mas também como cão de caça grossa e mais tarde como cão de luta. A raça manteve-se fiel ao seu tipo durante séculos sendo apurada pela força, inteligência e, evidentemente, as pregas que apresentava no focinho.
A revolução comunista na China, em meados do século XX, foi um período difícil para o Shar Pei. Mao Tsé Tung considerava um luxo possuir cães e criou leis que proibiam a posse de cães como animais de estimação. Quem recusasse obedecer era multado e os cães eram executados. Como se a pressão do Estado não fosse suficiente, por esta altura, o Shar Pei começou a ser olhado como uma iguaria. A raça tinha-se tornado um cão de rua e começou a perder as suas características. Perto da extinção, o Guiness Book of Records chegou mesmo a considerar o Shar Pei uma das raças mais raras do mundo, apesar de a autenticidade dos números ser questionável.
O Shar Pei encontrou refúgio em Hong Kong, onde alguns criadores se dedicaram a salvar a o Shar Pei. Em 1973, um desses criadores, Matgo Law, apelou aos norte-americanos apoio para salvar a raça. Foi nessa década que o Shar Pei chegou aos Estados Unidos da América para se tornar numa sensação imediata. O exotismo e a raridade da raça foram provavelmente os factores do seu sucesso. Apesar dos exorbitantes preços pedidos na altura por um exemplar, o número de cães disparou, ao ponto de, hoje em dia, o Shar Pei ser uma das raças mais facilmente identificáveis pela generalidade das pessoas.
Mas esta recuperação relâmpago sacrificou algumas características morfológicas e de carácter da raça. Os habitantes de Hong Kong e Macau fazem uma distinção clara entre o tipo original e a variedade conhecida no Ocidente. O tipo Ocidental tem as rugas mais pronunciadas que se espalham por todo o corpo, o que constitui um desvio em relação ao estalão. Nestes cães há uma maior incidência de problemas de pele. O cão adulto do tipo original não apresenta rugas pelo corpo, exceptuando no peito, focinho e base da cauda.
Se por um lado, foram as pregas na pele que lhe garantiram popularidade, por outro, foi o entusiasmo que causaram que provocou a diminuição da qualidade dos exemplares desta raça. Ao tentar acentuar as pregas, os Ocidentais acabaram por acentuar problemas de saúde e falhas de carácter. Cabe aos criadores actuais corrigir os problemas criados no passado.
Temperamento
O Shar Pei é um cão amável e um pouco introvertido, sendo no entanto um bom amigo das crianças.
Óptimo cão de guarda, suspeita de estranhos. O Shar Pei é um cão reservado e independente, mas é bastante leal e protector.
Brincalhões, são boas companhias para crianças. Dominantes, gostam de ser o único cão da casa e aceitam melhor a presença de gatos do que de cães.
O Shar Pei é um cão um pouco teimoso e nem sempre obedece aos comandos do dono. Devido à sua dominância e porte é muito importante socializá-lo devidamente. Um treino firme e consistente é crucial para ter um cão saudável.
Típicos de climas temperados, não gostam de dias muito frios ou muito quentes, sendo por isso cães de interior. O Shar Pei é um cão calmo que pode ser mantido num apartamento, desde que suficientemente exercitado. Isto implica uma longa caminhada diária ou uma brincadeira mais exigente, para além dos passeios diários para aliviar as necessidades.
Cores e Características físicas
O Shar Pei possui uma forma quadrada, sendo o seu corpo compacto e ágil.
Em 1994, a Federação Cinologica Internacional promoveu diversas alterações no padrão da raça, e a mais importante foi justamente a redução das pelancas do cão adulto no tronco e no dorso. As pelancas do Shar Pei deve-se concentrar na cabeça e no pescoço. O peso e a altura da raça também foi alterado, se definiu ser um pouco menor.
De acordo com o padrão oficial da raça o peso do Sharpei quando adulto pode variar entre 18 e 29 Kg e o tamanho entre 44 e 51cm, que é mais ou menos um pouco abaixo da altura do joelho de um homem adulto de estatura mediana.
Cabeça – O craneo é plano e largo, grande em relação ao corpo. O stop é quase inexistente. Uma grande quantidade de rugas cobre-lhe a testa e as faces, prolongando-se para baixo e formando papadas muito marcadas. O nariz, de um negro brilhante, é grande.
Olhos – pequenos, escuros, em forma de amêndoa, estão profundamente afundados nas órbitas, Os Shar Peis bege e os cremes têm frequentemente os olhos claros. Cobertos pelas rugas da pele, os olhos dão aos cães desta raça uma expressão austera.
Orelhas – Pequenas, bastante grossas, em forma de triângulo , têm a ponta ligeiramente arredondada.
Boca – Os dentes são fortes e bem implantados. As maxilas, fecham em tesoura.
Pescoço – Forte, grosso, bem inserido nos ombros. A pele, grossa e enrugada, forma abundantes papadas.
Corpo – Peito largo e profundo. Dorso curto, com a linha superior ligeiramente descendente a partir do garrote.
Membros – Ombros oblíquos e musculosos, os membros anteriores são rectos e têm ossos sólidos. Os posteriores são fortes e musculosos.
Pés – De tamanho médio, são compactos e bem assentes, com os dedos separados.
Cauda - Grossa e redonda na base, vai adelgaçando até á ponta que é fina.
Cor – Todas as cores sólidas são aceites, excepto o branco. É permitido um sombreado mais escuro ao longo das costas e nas orelhas.
Saúde e Higiene
Os cuidados a ter com estes cães dizem respeito à higiene, uma vez que as suas rugas propiciam o aparecimento de infecções e mau cheiro. Esta condição pode ser reduzida ou mesmo eliminada através da criação selectiva. Procure por isso um bom criador. A prevenção passa por manter o cão sempre bem seco e limpo.
A pelagem não exige muitos cuidados em termos de escovagem. Passe uma escova suave sobre o pêlo uma vez por semana para o manter limpo. O Shar Pei larga pouco pêlo.
O Shar Pei é um cão muito limpo, é uma característica da raça, portanto, os banhos podem ser dados realmente quando precisarem ou quando estiverem sujos e isso demora muito tempo para acontecer. Os olhos e as orelhas devem ser verificados semanalmente, caso o cão comece a balançar muito a cabeça e coça-la com frequência pode ser um sinal de fungos e bactérias. Para evitar, limpe os ouvidos com algodão e não hesite em leva-lo ao veterinário nesses casos.
Uma das principais preocupação com a saúde do Shar Pei são os problemas de pele hereditários que têm uma incidência significativa na população. Por esta razão, analise os progenitores antes de comprar um cão desta raça.
A displasia da anca e problemas oculares são também frequentes, podendo também ser despistados através da criação selectiva. Também graves são febres de origem desconhecida que atacam o cão e provocam o inchaço das articulações das pernas.
Curiosidades
Os Shar pei são umas das raças preferidas por pessoas que vivem em apartamentos pois se adaptam muito bem a espaços restritos, são considerados cães silenciosos, quase não latem e quando o fazem é por pouco tempo, são muito inteligentes, higiênicos, observadores, educados e comportados, aprendem com muita facilidade a respeitar os limites impostos pelos donos, como por exemplo não entrar na casa, não subir para o sofá, não destruir as plantas e etc... , desde que as regras sejam bem definidas.
Aqui esta um óptimo video para se aprender sobre a raça :
A segunda raça de que vou falar é do conhecido Pastor Alemão, desde pequeno que gosto dela quer seja por influencia do meu pai, quer da tv com series como "Rin tin tin", ou o "Rex o cão policia".É uma raça que nunca me deixo indiferente, seja pela sua beleza e porte seja por estar presente em tudo que é mundo canino.
O pastor alemão é o cão que mais emoções provoca em público. Usado pelas forças militares alemães nas duas Grandes Guerras foi odiado pelos aliados, proibido de entrar em alguns países e teve o nome trocado para Pastor Alsaciano ou Lobo da Alsácia. Felizmente, por suas qualidades de guarda, guia de cego, pastoreio, farejador, companheiro, cão policia e por estar presente em salvamentos de todas as catástrofes que atingem a humanidade, o pastor alemão mudou esta imagem. Hoje é a única raça de cães que está entre os três primeiros lugares em registros de cachorros em quase todos os países com cinofilia adiantada.
Historia e origem
Também conhecido por Lobo da Alsácia, ou Deutscher Shäferhund, a sua história perdeu-se um pouco na memória colectiva, sabendo-se apenas que a sua semelhança com o lobo da Idade do Bronze sugere a pertença a uma linhagem ancestral. Especula-se se será descendente dos cães pastores existentes por volta do séc. VII, ou ainda se derivará do cruzamento de cães pastor com lobos.
Com o passar dos séculos, foi surgindo a necessidade de estabelecer uma tipologia que fixasse os diferentes padrões de cães existentes, até porque a industrialização ditou o fim de algumas actividades (tais como a caça ou o pastoreio) que outrora foram a razão de ser da criação de alguns cães alemães.
Em 1891, aparece na Alemanha uma Sociedade chamada “Phylax” que pretende precisamente padronizar e tipificar as raças de cães alemães. Este grupo de entusiastas não se manteve unido mais de 4 anos, mas constituíram o ponto de partida para a consciencialização daquela necessidade.
A formação moderna da raça é atribuída a Rittmeister Von Stephanitz que se empenhou no início do séc. XX ao apuramento do seu temperamento e constituição. Nos cruzamentos que efectuou, utilizou cães pastor, nativos de diferentes províncias alemãs, e pretendeu sobretudo privilegiar a inteligência e utilidade neste cão. Em 1882, estes cães aparecem pela primeira vez numa exposição e, em 1899, Rittmeister envolve-se na criação de um clube para a raça - Verein fur deutsche Schaferhunde. Horand foi o primeiro cão a entrar em seu livro de registro com o número SZ1 e tornou-se assim o primeiro Pastor Alemão registrado.
Com a chegada da I Guerra Mundial, este criador pôde constatar o sucesso da sua estirpe, já que durante o conflito estes cães foram usados como mensageiros, em operações de salvamento e como cães de guarda pessoais. Ao contrário do que aconteceu com a maioria das raças, este conflito acabou por revelar-se positivo para a projecção deste cão, já que muitos soldados acabaram por levar alguns destes animais para casa.
Em 1913, surge nos EUA o German Shepherd Club of America e em 1919, o Kennel Club inglês concedeu à raça um registo individual. No entanto, esta estirpe adquire, por motivos políticos, outro nome: Lobo da Alsácia. Com o despontar da II Guerra Mundial, centenas de exemplares foram utilizados, não só para detectar minas, mas também para servir de mensageiros, guardas e sentinelas.
Após o período de guerra, a criação americana da raça começou a divergir do padrão típico alemão. Na Alemanha o “stock” destes cães diminui drasticamente, devido às mortes ocorridas durante o conflito e à falta de alimentos. Em 1949, começam a surgir nas exposições alemãs os primeiros exemplares com a qualidade a que outrora lhe era reconhecida.
A exportação da Alemanha para o Japão, Europa e América do Sul revelou-se promissora e, em 1977, foi-lhe retribuído o nome pelo qual o conhecemos hoje: Pastor Alemão.
Actualmente, este é um dos cães mais famosos em todo o mundo, reconhecimento atribuído justamente, não só pelas suas qualidade físicas mas também pelo seu carácter multifacetado e, acima de tudo, corajoso e fiel ao seu dono.
Temperamento
O Pastor Alemão é uma das raças mais completas que existe. Altamente inteligente, obediente, corajoso e responsável, este cão tem vindo a desempenhar com eficiência as mais variadas tarefas: desde guarda de rebanhos, a cão de guarda, de salvamento, de companhia, exposição, polícia, estrela de cinema, mensageiro, etc, etc.
É altamente treinável, mas o seu apurado instinto de protecção pode torná-lo perigoso se interpretar mal alguma situação. Convém sempre que seja educado por pessoas experientes desde pequeno, de forma a tornar-se controlável em adulto.
Na sua relação com a família revela-se um amigo inesquecível: é sensível ao seu dono, calmo, mas presente. Lida bem com as crianças, mas não é muito compatível com outros animais de estimação (existem obviamente excepções).
Este Pastor agradece toda a atenção que lhe possa ser dispensada porque não é um animal distante e aprecia estar bem inserido no seio familiar.
Carácter e personalidade
O Cão de Pastor Alemão deve ser equilibrado, de nervos firmes, seguro de si mesmo, absolutamente sereno (excepto em situações de irritação ou excitantes), nobre, atento e dócil, e deve possuir espírito de luta e firmeza de carácter, para ser apto como cão de companhia, de guarda e de protecção. Vivo, alegre, leal, caracteriza-se pela franca capacidade de aprendizagem dotado de um incondicional gosto em obedecer, sendo estas as características que o convertem num cachorro de grande versatilidade com apreensão rápida.
Cores e características físicas
Aspecto geral
O Cão de Pastor alemão é de estrutura media, ligeiramente alongado, forte e boa musculatura, de ossos secos e estrutura geral firme.
Proporções importantes
A altura na cruz é de 60-65 cm. nos machos, e de 55-60 cm nas fêmeas. O comprimento do dorso é 10 a 17% maior que a altura na cruz.
Cabeça
Deve ter forma de cunha, proporcional com o tamanho do seu corpo (a sua largura deve ser aproximadamente de 40% da altura da cruz, sem ser tosca nem demasiado alongada), no seu aspecto geral é seca e moderadamente ampla entre as orelhas. Vista de lado e de frente, deve ter uma suave ondulação sem sulco central ou levemente marcado. A proporção entre a cara e a frente é de 50% a 50%. A parte superior da cabeça (vista de cima) desliza desde as orelhas até à ponta do focinho, com um declive moderado, chegando até à cara formando uma cunha. Tanto o maxilar superior como o maxilar inferior devem estar fortemente desenvolvidos. O nariz deve ser recto. Os lábios são tensos, bem cerrados e de cor escura.
Focinho
Deve ser negro.
Dentição
Deve ser forte, sã e completa (42 dentes). O cão de pastor alemão morde em tesoura. São defeitos: a mordedura em pinça; e que os incisivos superiores estejam separados dos inferiores tanto para a frente como para trás.
Olhos
Devem ser medianamente grandes, de forma amendoada, algo oblíquos e não salientes. A cor dos olhos deve ser o mais escuro possível. Olhos claros não são desejáveis, já que influenciam negativamente na expressão do cão.
Orelhas
O Cão de Pastor Alemão tem as orelhas de tamanho médio, e tem de estar erguidas, direitas e bem implantadas (nem de lado nem erguidas) terminar em ponta e orientadas para a frente. Orelhas que se dobram são consideradas deficientes. Quando o cão esta em movimento ou em repouso, a colocação das orelhas para trás não se consideram defeito.
Pescoço
O colo deve ser forte, bem musculado, com a pele esticada, sem papada. A sua inclinação em relação ao dorso é de aproximadamente 45%.
Corpo
A linha superior começa desde a base do pescoço, através da cruz bem desenvolvida, alta e larga, e um dorso ligeiramente inclinado até à garupa ligeiramente inclinada, sem interrupções visíveis. O lombo é amplo, corto, fortemente desenvolvido e bem musculado. A garupa deve ser larga e ligeiramente inclinada (aproximadamente 23 graus em relação à linha horizontal) e deve chegar sem interrupções da linha superior até ao nascimento da cauda.
Peito
Deve ser proporcionalmente amplo, a parte inferior é desejável que seja larga e notória. A profundidade do peito deve ser de 45 a 48% da altura da cruz. As costelas devem estar moderadamente arqueadas. O peito excessivamente arqueado, constitui um defeito assim como costelas demasiado planas.
Cauda
Na parte inferior tem pelos mais longos e deve ser em forma de arco moderado dirigida para o solo. Em caso de excitação e em movimento pode estar mais elevada, mas sem passar a linha horizontal. Qualquer manipulação correctiva da cauda está proibida.
Membros anteriores
Os membros anteriores vistos de todos os ângulos devem ser rectos; e vistos de frente, absolutamente paralelos. A omoplata e o humero devem ter a mesma longitude e devem estar ligados ao dorso por meio de músculos bem desenvolvidos e potentes. O ângulo formado pela omoplata e pelo humero deve ser de 90 graus aproximadamente, que é o ideal, mas pode chegar até aos 110 graus.
Os cotovelos não podem estar torcidos para fora, nem parado nem em movimento; tampouco podem estar metidos para dentro. Os antebraços devem ser direitos e paralelos, em relação um com o outro, vistos de todos os lados; secos e com musculatura bem desenvolvida. A longitude do metacarpo é aproximadamente igual a um terço do antebraço e o ângulo entre os dois é de aproximadamente 20 a 22 graus. Tanto um metacarpo demasiado inclinado (mais de 22 graus) como um metacarpo demasiado rígido (menos de 20 graus) prejudicam a utilidade do cão, particularmente no que diz respeito à resistência.
Mãos
São arredondadas, bem cerradas e arqueadas, as plantas das mãos, duras mas não gretadas; as unhas fortes e de cor escura.
Membros posteriores
A posição dos membros posteriores é dirigida ligeiramente para trás, e as extremidades traseiras, vistas de trás, devem estar paralelas umas em relação com a outra. O fémur e a tíbia deve ter aproximadamente a mesma longitude e formar um ângulo de aproximadamente 120 graus. Os músculos são fortes e desenvolvidos.
Pés
São cerrados, ligeiramente arqueados; as almofadas, fortes e de cor escura; as unhas, fortes, arqueadas e também de cor escura.
Movimento
O Cão de Pastor Alemão é um trotador; as medidas das suas extremidades tem de corresponder no comprimento, angulações e tem de estar sincronizadas de tal maneira que o cão possa, sem alteração considerável na linha dorsal, mover o trem posterior até ao dorso e cobrir com o trem anterior a mesma distância. Qualquer tendência para sobreangulação dos membros posteriores diminui a firmeza e a resistência do cão, e consequentemente a sua utilidade para o trabalho. Quando as proporções entre a estrutura e angulações são correctas, o resultado é uma boa propulsão que permite abarcar muito espaço e um avanço rasante ao solo, que transmite a impressão de um avanço sem esforço. Com a cabeça inclinada para a frente e a cauda ligeiramente levantada em trote regular e tranquilo, forma-se uma linha de suave curvatura e sem interrupção, desde a ponta das orelhas, seguindo a nuca e o dorso até a ponta da cauda.
Pele
A pele tem de estar suavemente solta sem rugas.
Pêlo
Variedades de pêlo:
•Pastor Alemão de pêlo duro - O pêlo deve ser o mais espesso possivel;
•Pastor Alemão de pêlo comprido e duro - O pêlo deve ser mais comprido, por vezes não é direito mas também não deve estar deitado;
•Pastor Alemão de pêlo comprido - Neste caso o pêlo é muito mais comprido do que no caso do Pêlo comprido e duro.
Consistência:
a pelagem correcta do Cão de Pastor Alemão está formada por uma capa inferior de pelo curto e por uma capa intermédia (sub pelo). O pelo exterior deve ser estendido, recto e duro. Na cabeça, incluindo na parte exterior das orelhas, e na parte posterior das extremidades e dedos, o pelo é curto; no colo é mais largo; na parte traseira dos músculos formam-se tufos de pelos moderados.
Cores: negro, negro e fulvo, castanho, amarelo até ao cinzento, cinzento com manchas escuras, e mascara e dorsos negros. Pequenas manchas brancas não chamativas no peito, assim como partes interiores claras admitem-se, mas não são desejáveis. A ponta do nariz deve ser sempre negra. A falta de mascara, a cor clara e penetrante dos olhos, manchas claras no peito e partes interiores, unhas de cor vermelha, são avaliadas como falta de pigmentação. A capa de sub pelo mostra um tom ligeiramente cinzento. A cor branca não se admite.
Tamanho/Peso
Machos: altura 60 cms até aos 65 cms
peso 30 kg até aos 40 kgs
Fêmeas: altura 55 cms até aos 60 cms
peso 22 kg até aos 32 kgs
Testículos
Os machos devem ter dois testículos de desenvolvimento normal.
Defeitos
Cada desvio dos pontos acima descritos consideram-se defeitos, cuja avaliação deve ser feita em proporção exacta do grau de desvio.
Defeitos graves:
- Desvio das características da raça que prejudicam as capacidades de trabalho
- Defeitos nas orelhas: de lado; inseridas demasiado abaixo; caídas; convergentes ou pouco firmes.
- Consideráveis deficiências de pigmentação
- Falta de firmeza geral
- Defeitos na dentição
Defeitos que obrigam a exclusão
- Cães de carácter débil, ou demasiado agressivos
- Cães com displasia
- Monorquidios ou criptorquidios
- Defeitos graves nas orelhas ou cauda
- Malformações
- Defeitos dentários quando falta dentes
- Cães com deficiências nas mandíbulas
- Cães com excesso ou defeito de tamanho em mais de 1 cm sobre o especificado no standard
- Albinismo
- Cor de pelo branco
- Pelo longo
Manutenção
A pelagem deve ser escovada diariamente por forma a eliminar o pêlo morto. Para evitar as dermatites, deve-se dar-lhe banho poucas vezes, até porque tal elimina a oleosidade natural da pele.
Doenças
Problemas gastro-intestinais;
Doenças de pele;
Tumores;
Piroplasmose ou febre das carraças;
Eclampsia, Displasia da anca e cotovelo.
Exemplares famosos
O Cão policial do filme "Jerry Lee K-9 - um policial bom pra cachorro" é um cão policial da raça pastor alemão também na vida real.
Rin Tin Tin o astro:O pastor mais famoso do mundo nasceu na França. Abandonado, quase morreu de fome. Mas teve sorte: foi adoptado por um cabo do Exército americano, levado para Los Angeles e, em 1922, tornou-se a maior estrela da Warner Bros. Fez 26 filmes em 10 anos. Sorte também para os estúdios de cinema, que se salvaram da falência.