"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





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domingo, 14 de outubro de 2012

Pedigree Dogs Exposed, a Reportagem


Encontrei este post noutro blog e acho que vai ao encontro do outro post que tinha feito por isso decidi partilhar :)

A BBC recentemente exibiu um programa acerca dos cães de Pedigree, da sua criação e manipulação pelos criadores e mais especificamente pelo Kennel Club. 

O vídeo tem58 mnts e está todo em inglês. Para aqueles que conseguirem perceber o que está a ser dito, aconselho a verem a reportagem na totalidade e ouvirem os diferentes relatos e tirarem as vossas conclusões.

O mais importante desta lição para mim é que serão sempre as pessoas com visão curta e distorcida da realidade que vão negar os testemunhos de pessoas como genéticistas, biólogos, veterinários dizendo que não admitem que cientistas venham-lhes dizer o que se passa com os cães "deles". Pessoas essas que adquiriram o seu estatuto apenas por longevidade e não por mérito de conhecimentos válidos no bem-estar, genética ou comportamento do animal.

A ciência irá sempre ser um obstáculo na mente dos "tacanhos" e "inadequados", como disse Einstein: "Grandes espíritos sempre encontraram muita violência e oposição de mentes medíocres” mas os cientistas e mesmo os donos de cães que apenas querem que os seus cães não morram de doenças crónicas/hereditárias, não têm uma agenda.

Estas pessoas ao contrário do Kennel Club e de alguns criadores (infelizmente a maioria), têm apenas um motivo para falarem pelos animais, o seu bem-estar e o melhor para eles. Estes cientistas e donos de cães, não ganham concursos, nem medalhas, eles apenas zelam pelo que é melhor para os nosso amigos de 4 patas.

Esta reportagem é o 1º passo numa mudança e no entendimento de que nem sempre um criador ou um representante de um clube de canicultura é uma pessoa culta, informada e com interesses altruístas. Mas podem ser pessoas que querem fazer o papel de Deus na criação e manipulação dos animais, seja qual fôr o preço.

Quando procurar um criador, fale com ele e descubra se esse criador tem por interesse criar um cão "bonito", que segue um estalão determinado por uma instituição que promove a criação de cães doentes e com deformidades, ou se é um criador que tem mais interesse em criar um cão com um temperamento saudável, com saúde e que coloca o aspecto estético de lado.

Estes criadores existem e está na altura de começarmos a dar mais valor a esses porque esses é que querem o melhor para nós e acima de tudo para os nossos cães. Faça-no pelos cães e para os cães.

Texto escrito por:
Claudia Estanislau

Its All About Dogs

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas


Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência
Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos.
É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas.

"A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões", disse Low. "As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência", afirmou. "Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso."

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mente, mas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas.

Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

Fonte: exame

sábado, 29 de setembro de 2012

O PERIGO da humanização do CÃO


A humanização dos animais é algo muito perigoso, pois tem a tendência de tornar o relacionamento unilateral, assim trazendo benefícios apenas para o ser humano. Pessoas adquirem animais de estimação sem se preocuparem com as reais exigências e responsabilidades que o bicho em questão necessita. Seguem tendências de modismo, impulsos consumistas e acabam esquecendo que estão lidando com seres vivos de características próprias.

Percebo os tutores, em sua grande maioria, tratando seus animais como se fossem eternas crianças humanas, ou pior, não se preocupam em buscar informações de como é a real exigência do animal, e os mimam em excesso. O resultado disso são animais extremamente estressados, e os pobres dos cães são as principais vítimas devido sua popularidade maior como animal de estimação.

O que é melhor? Seu cão ser presenteado com uma roupinha da moda ou levá-lo em um local onde possa correr livre pela natureza? Esses tipos de questões deveriam ser mais refletidas, pois talvez levassem as pessoas a enxergarem seus cães como animais predadores que são, e não como”bibelôs” ou criancinhas.

As pessoas deveriam fazer outro seguinte questionamento: Gosto de cão? Gosto. Então antes de me responsabilizar por esse ser vivo vou estudar suas reais necessidades e se tenho condições de respeitá-las. Nos E.U.A. existem estudos que apontam os problemas comportamentais como o maior motivo que levam as pessoas a abandonarem animais, seja em abrigos ou nas ruas. E isso é devido ao desconhecimento e as falsas expectativas em relação ao comportamento do animal.

Transtornos Comportamentais

A grande maioria dos transtornos comportamentais estão ligados a humanização, já que nossos animais de estimação não são humanos. Denominá-los de filho, neto, afilhado, ou outro tratamento humanizado qualquer não tem problema, a questão é respeitá-los levando em conta seus instintos e reais necessidades.

Posso citar os transtornos de comportamentos mais comuns nos cães humanizados de uma forma muito resumida e generalizada: agressividade, distúrbios compulsivos diversos, ansiedade generalizada, comportamentos de chamar atenção, vocalizações excessivas, medos diversos, entre outros. Destaco o transtorno denominado Ansiedade de Separação, esse é um dos principais distúrbios que tenho atendido. Se caracteriza por o cão ter um forte apego ao tutor, por reforços inadvertidos do próprio, mas a pessoa não tem tempo suficiente para suprir esse vínculo social, então o animal não consegue ficar sozinho e faz tudo para ir atrás do tutor. Late e uiva exageradamente como forma de comunicação, comportamentos de fuga o levando a risco de vida, destruição de portas e janelas com intuito de fuga, salivação excessiva entre outros.

Um Fenômeno Recente

Quanto a humanização, acredito que seja um fenômeno recente devido aos nossos espaços físicos cada vez menores, pois estamos nos verticalizando e morando em espaços progressivamente reduzidos. Com isso o “cão do quintal” e o cão de trabalho de décadas atrás está se tornando um membro da família. A proximidade entre o cão e o humano aumentou bastante com isso, e com certeza contribui para a humanização. Outro fator é a nossa distância cada vez maior da natureza, pois estamos cada vez mais urbanos, e acredito que seja um fator contribuinte já que trazemos os cães para essa realidade. Importante destacar a falta de tempo também, não temos tempo nem para nós mesmos, e então resolvemos trazer para nossos lares um animal, como o cão, que possui características sociais, por exemplo.

Saúde Afetada Pela Humanização

Quando o animal chega ao ponto de desenvolver distúrbios de comportamento o estresse geralmente está envolvido. E já se sabe que o animal estressado tem a imunidade afetada e se torna suscetível a doenças diversas. Existem distúrbios compulsivos entre os cães que os levam a auto-mutilação, e nesse caso a humanização também está envolvida. Outro fator é oferecer alimentos utilizados na alimentação humana para os animais de estimação. O argumento dos tutores sempre é o da expressão irresistível que eles fazem quando querem algo. Penso que nesses casos as pessoas deveriam refletir antes sobre o que é amar. Quem ama cuida. Cuidar nesse caso significa se interessar sobre a saúde do animal e os cuidados que o envolve. Toda clínica veterinária sabe o quanto os consultórios ficam lotados na páscoa com cães intoxicados por ingerirem chocolate, e não acredito na falta de informação hoje em dia, e sim no descaso.

Fonte: Dr. Paulo F. de O. Deslandes - Médico Veterinário especializado em Comportamento Canino e Felino

Fonte:
http://artigoscao.blogspot.pt/
http://www.ccanimal.com.br/

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Inteligência canina é equivalente a de uma criança de 2 anos


Um renomado pesquisador coloca lado a lado a inteligência canina e a de uma criança humana de 2 anos de idade.

Os cães podem compreender mais de 150 palavras e intencionalmente enganar outros cães e pessoas, de acordo com o psicólogo e pesquisador Stanley Coren, PhD, da University of British Columbia.

Coren, autor dos livros mais populares sobre comportamento canino, revisou vários estudos para concluir que os cães têm a capacidade de resolver problemas complexos e são mais parecidos com os humanos e outros primatas do que se pensava anteriormente.

Segundo Coren, as habilidades mentais dos cães estão perto a de uma criança humana de 2 a 2 anos e meio de idade.

Há diferenças na inteligência entre os vários tipos de cães, e a raça determina algumas destas diferenças, diz Coren: "Há três tipos de inteligência do cão: instintiva (o que o cão é adestrado para fazer), adaptação (como o cão aprende a partir de seu ambiente a resolver problemas) e de trabalho e obediência (o equivalente a aprendizagem escolar)."

Dados de 208 juízes ligados a provas de obediência nos Estados Unidos e no Canadá mostraram as diferenças no trabalho e inteligência entre as raças de cães. "Border Collies são o número um; Poodles estão em segundo, seguido pelos Pastores Alemães. Quarto na lista é os Golden Retrievers, o quinto, Dobermans, sexta Shetland, e, finalmente, Labrador Retrievers", disse Coren.

O cão de média inteligência pode aprender 165 palavras, incluindo sinais, e os cães "super" (aqueles que estão entre os 20 no ranking de inteligência) podem aprender 250 palavras, diz Coren. "O limite máximo da capacidade dos cães de aprender palavras e gestos é parcialmente baseado em um estudo de um Border Collie chamado Rico, que mostrou conhecimento de 200 palavras e demonstrou o que os cientistas acreditavam que só poderia ser encontrado nos seres humanos e em alguns primatas", disse Coren.

Segundo Coren, os cães também podem contar até quatro ou cinco. E eles têm uma compreensão básica da aritmética e vai notar erros em cálculos simples, como 1 +1 = 1 ou 1 +1 = 3.

Através da observação, Coren disse: “Os cães podem aprender a localização de itens variados, as vias de melhor acesso em um ambiente (o caminho mais rápido para chegar em uma cadeira), como operar os mecanismos (tais como fechos e máquinas simples) e do significado das palavras e conceitos simbólicos (às vezes simplesmente por ouvir as pessoas falarem e vendo suas ações).”

Durante o jogo proposto na pesquisa, observou-se que os cães são capazes de tentar enganar outros cães e pessoas a fim de receber recompensas. Coren afirmou: "Os cães são tão bem sucedidos em enganar os seres humanos assim quanto os seres humanos estão em enganar eles.

Fonte: American Psychological Association"

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nunca deixem o vosso cão no carro ao calor!! (video)

Por causa do dia de calor que se fez sentir aqui hoje lembrei-me de postar este video!
Por favor NUNCA NUNCA nem por 5 minutos que sejam deixem os vossos cães dentro de um carrro no calor. Nem na sombra muito menos ao sol. Vejam o que este veterinário fez e entendam.

"95ºF são 35ºC
105ºF são 40,5ºC
115ºF são 46,1ºC
122ºF são 50ºC
Eles não transpiram nem dissipam calor como nós!!!"



P.s: Eu não me lembro onde vi este post, se dps me lembrar ponho aqui a fonte.


sábado, 14 de julho de 2012

"Criação extrema de cães"

Estou a postar este video, por causa de uma questão que me coloco a mim mesmo será que pela nossa procura por um melhor exemplar " mais bonito, perfeição" da raça não estamos a estraga-la? a torna-la disfuncional? A criar problemas a um animal que não precisava deles?



Será que "o homem" não estará aqui portanto como que a brincar de Deus: "Uma cabeça um pouco mais pequena, umas patas um pouco mais curtas, e umas orelhas engraçadas". Hoje em dia existe uma autêntica indústria canina dedicada à criação de cães, que (dis)forma os cães conforme as intenções e exigências humanas.


E sim para mim as consequências desta (re)criação extrema e irresponsável para os cães são avultadas.


P.S: o video esta em inglês mas quem vier pelas imagens vai perceber as diferenças entre os cães antigamente e como estão agora...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Estudo: Domesticação do cão deu vantagens ao Homem moderno sobre os Neandertais



Uma investigação recentemente publicada na revista American Scientist sugere que aquele que é considerado "o melhor amigo do Homem" era usado, no Paleolítico não só como auxiliar na caça mas também para o transporte de carcaças de animais mortos, permitindo aos humanos modernos dirigir a sua energia para outras atividades importantes como recoleção e a reprodução. A comunicação através do olhar terá sido fulcral no fortalecimento da parceria Homem-cão.

A antropóloga americana americana Pat Shipman, apresenta no número de maio-junho da revista American Scientist a sua “teoria” sobre a causa da extinção dos Neandertais na Europa 10 mil anos após a chegada dos humanos modernos provenientes de África.

Atualmente, existem várias teorias: umas defendem que o Homem moderno superou competitivamente o Homem de Neandertal, quer tenha sido através da sua capacidade de cooperação ou da avançada tecnologia; outras atribuem a responsabilidade pelo desaparecimento desta espécie de Hominídeo às Alterações Climáticas e em particular, ao aquecimento que tornou as paisagens mais áridas e o alimento, de que a espécie necessitava em grandes quantidades devido aos seus elevados requisitos energéticos, mais difícil de encontrar.

Um das teorias que identifica a coexistência com o Homem moderno como motivo do declínio que levou à extinção dos Neandertais defende a simples proliferação das suas populações levou a um domínio numérico que foi decisivo.

Agora, Pat Shipman desenvolve essa teoria introduzindo na equação um novo elemento – a domesticação do cão. Segundo esta antropóloga, o sucesso e proliferação do Homem moderno estão intimamente relacionados com o fenómeno da domesticação do cão.

Com efeito, a investigadora defende que o cão se terá tornado um aliado precioso do Homem, não só auxiliando na caça mas também no transporte das carcaças de animais mortos – os cães da altura eram animais corpulentos com um peso de mais de 30 kg e uma altura de mais de 60 cm - permitindo aos humanos modernos concentrar os seus esforços e energia noutras atividades importantes como a recoleção e a reprodução.

Dado este seu importante papel, Pat Shipman defende que o cão seria encarado como um parceiro vital, sendo alvo de “adoração” por parte dos humanos modernos, como revelam escavações arqueológicas como a de Predmnotí (República Checa), datando de há 27 mil anos, onde foram encontrados esqueletos de canídeos e simultaneamente dentes de cão perfurados, que seriam usados como ornamento.


Mas a investigadora americana vai mais longe e sugere que cooperação do Homem moderno com o cão, fomentou a aquisição de uma característica que distingue os humanos dos seus parentes, os primatas não humanos – a notória clara, que corresponde à parte branca, do olho.


Trata-se de uma característica que seria, à partida, desvantajosa se o Homem caçasse individualmente pois denunciaria a sua posição num meio envolvente escuro, como é a floresta.

No entanto, esta característica torna os olhos especialmente expressivos, por permitir seguir o movimento do olho algo que facilita a comunicação essencial para que possa haver cooperação (“hipótese do olho cooperativo”) não só entre os humanos mas também com os cães, que provaram ser tão eficientes como crianças humanas na manutenção do contacto ocular e no acompanhamento da movimentação do olhar.

Deste modo, é defendido que a parceria com o cão e evolução conjunta que tornou o Homem e o seu “melhor amigo” cada vez mais cúmplices, terá sido a fórmula do sucesso do Homem moderno e a sua grande vantagem na competição com os Neandertais.

Aceda ao artigo publicado na revista American Scientist aqui

Fontes: www.theatlantic.com e www.americanscientist.org


Retirado do site: http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Estudo-Domesticacao-do-cao-deu-vantagens-ao-Homem-moderno-sobre-os-Neandertais?bl=1







quarta-feira, 23 de maio de 2012

Condicionamento operante






O Condicionamento Operante ou Instrumental  foi designado pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner. Estes vídeos documentam as experiências que o investigador desenvolveu para argumentar a sua teoria.



O condicionamento operante considera que as consequências de um comportamento podem influenciar a probabilidade de este ocorrer novamente. 
  
    Comportamento ------> Consequência

Se essa consequência for agradável, a frequência do comportamento vai aumentar (reforço).
Se a consequência for desagradável a frequência do comportamento vai diminuir (punição).
Quando uma contingência se diz positiva significa que há uma apresentação de um estímulo que pode ser agradável ou desagradável;
Quando a contingência é negativa significa que há uma remoção de um evento ou estímulo (agradável ou desagradável);

Daí quatro tipos de contingências operantes:

Reforço positivo:
Apresentação de um estimulo agradável após um comportamento desejado;
Aumento da frequência do comportamento;
Exemplo:
                     i.      Se o pombo tocar a campainha recebe alimento suplementar;
                     ii.      Se o aluno tiver boas notas recebe um elogio;
Reforço negativo:
Remoção (negativo) de um evento desagradável após o comportamento desejado;
Aumento da frequência do comportamento;
Exemplo:
                     i.      Se o rato puxar a alavanca deixa de levar choques eléctricos;
                     ii.      Se o doente tomar os comprimidos deixa de sentir dores;
Punição positiva:
Apresentação de uma consequência desagradável após a realização de um comportamento não desejado;
Diminuição da frequência do comportamento;
Exemplo:
                     i.      Se o rato sair do perímetro definido leva choque eléctrico;
                     ii.      Se a criança faz birra leva uma repreensão;
Punição negativa:  
Remoção de um evento agradável após a realização de um comportamento não desejado;
Diminuição da frequência do comportamento;
Exemplo:
                     i.      Se o pombo defecar fora do local apropriado é-lhe removida a alimentação;
                     ii.      Se criança partir um jarro deixa de poder ver televisão durante uma semana; 

A extinção e a punição tendem a diminuir a frequência dos comportamentos. Na extinção, o comportamento tende a diminuir de frequência em função da retirada de reforços contingentes à resposta (aqueles que são responsáveis pela sua manutenção).

A técnica mais eficaz e recomendada para alterar comportamentos consiste na extinção e não na punição, pois esta última traz muitas consequências adversas.

Condicionamento Clássico ou Reflexo Condicionado - Pavlov


Ivan Petrovich Pavlov foi um fisiólogo russo premiado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1904, por suas descobertas sobre os processos digestivos de animais. Ivan Pavlov veio no entanto a entrar para a história por sua pesquisa em um campo que se apresentou a ele quase que por acaso: o papel do condicionamento na psicologia do comportamento (reflexo condicionado).

Na década de 1920, ao estudar a produção de saliva em cães expostos a diversos tipos de estímulos palatares, Pavlov percebeu que com o tempo a salivação passava a ocorrer diante de situações e estímulos que anteriormente não causavam tal comportamento (como por exemplo o som dos passos de seu assistente ou a apresentação da tigela de alimento). Curioso, realizou experimentos em situações controladas de laboratório e, com base nessas observações, teorizou e enunciou o mecanismo do condicionamento clássico.
Um dos muitos cães usados por Pavlov nas suas experiências, Museu Pavlov, Rússia. Note-se que o recipiente utilizado para o armazenamento da saliva está cirurgicamente implantado no maxilar do animal.
A idéia básica do condicionamento clássico consiste em que algumas respostas comportamentais são reflexos incondicionados, ou seja, são inatas em vez de aprendidas, enquanto que outras são reflexos condicionados, aprendidos através do emparelhamento com situações agradáveis ou aversivas simultâneas ou imediatamente posteriores. Através da repetição consistente desses emparelhamentos é possível criar ou remover respostas fisiológicas e psicológicas em seres humanos e animais. Essa descoberta abriu caminho para o desenvolvimento da psicologia comportamental e mostrou ter ampla aplicação prática, inclusive no tratamento de fobias e nos anúncios publicitários.

As primeiras experiências com os cachorros eram simples. Segurava um pedaço de pão e mostrava ao cachorro antes de dá-lo para comer. Com o tempo o cachorro passou a salivar assim que via o pedaço de pão. A salivação era uma resposta quando a comida era colocada em sua boca, uma reação natural de reflexo do sistema digestivo do animal e não envolvia aprendizagem. Pavlov designou esse reflexo de reflexo inato ou não condicionado.
O cachorro de Pavlov ficou conhecido devido a uma experiência feita no início do século XX. Pavlov baseou seus estudos no condicionamento: fez a experiência de alimentar cães ao som de uma música determinada; posteriormente, ao ouvirem apenas a música, suas cobaias reagiram com secreção de saliva e de sucos gástricos.
Pavlov provou, por meio desse experimento, que os cães desenvolvem comportamentos em resposta a estímulos ambientes, podendo tais comportamentos serem explicados sem que se precise entender o que se passa no plano mental ou psicológico. Essas conclusões deram material ao behaviorismo (teoria proposta por Watson) para afirmar que o ser humano aprende essencialmente através da imitação, observação e reprodução dos comportamentos dos outros, e que nossas ações são meras respostas ao ambiente externo.





Resumindo:

•Rapidamente o cão passou a associar a carne com a campainha, salivando também sempre que ela era tocada. Essa reação a um estímulo neutro foi chamada de reflexo condicionado.
•O Condicionamento Clássico foi importante no sentido de explicar a associação de um estímulo a outro.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivan_Pavlov