"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





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terça-feira, 16 de outubro de 2012

O sono dos cachorros



Sono, é o período de repouso para o corpo e a mente, em que a consciência esta em activa parcialmente ou completamente. É caracterizado tanto no ser humano como em animais superiores, pela suspensão temporária da actividade perceptivas, sensoriais e motoras voluntárias.

Sono dos cães
Assim como as pessoas, os cães também precisam dormir. No período de sono, o cão pode descansar e o sistema imunológico pode atingir seu melhor índice de actividade e funcionamento.

Os cães apresentam 2 etapas distintas que ocorrem durante período de sono:

Sono Superficial:
Durante este estágio o cão fica quieto porém alerta, tem uma respiração profunda e ritmada, sua pressão sanguínea, seu metabolismo e sua actividade cerebral diminuem. O estágio superficial dura de 10 a 20 minutos e basta um pequeno estímulo para acordá-lo.

Estágio REM:
Durante este segundo estágio do sono, as pálpebras do cão  movem-se. A respiração torna-se irregular, rápida e superficial ou às vezes o cão parece não respirar, é um sono profundo. Também ocorrem movimentos nas patas, músculos da face e orelhas e pode até mesmo rosnar e latir. Esse estágio inicia-se logo após o período de sono superficial.

Duração do sono
Os cães dormem muito, em média 9 horas diárias, mas esse tempo pode aumentae se eles ficam muito  tempo sozinhos, sem a companhia do dono, longe de agitação e do convívio com outros animais ou pessoas.

Sonho dos cães
Foi cientificamente constatado  que algumas actividades cerebrais caninas durante o sono são semelhantes as de  uma pessoa quando esta a sonhar. Assim, e quase certo que os cães também sonham, porém o que nossos amigos caninos sonham é praticamente um mistério.

Uma hipótese, seria a maneira de se relacionarem com o mundo, com pessoas e outros cães.

Distúrbios do sono
Os cães também podem apresentar alguns distúrbios de sono, como a apneia, que é uma paragem respiratória devido a obstrução das vias respiratórias, comum em cães da raça Boxer e Buldogue, devido aos seus focinhos achatados.

A narcolepsia, também pode ser lembrada como um distúrbio, uma vez que o cão repentinamente entra em um estado de sono profundo. Este mal é bastante comum em cães da raça Doberman, Labrador, Caniche, Beagle e Dachshound, porem esses distúrbios podem controlados através de medicamentos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Flight or fight (fugir ou lutar)



Flight ou Fight – é a resposta ou reacção de um animal a uma situação percebida pelo mesmo como uma ameaça à sua sobrevivência, que envolve mudanças fisiológicas no corpo do animal através da activação do sistema nervoso simpático, impulsionando o animal a lidar com o perigo fugindo ou lutando.

Este conceito foi primeiramente descrito por Walter Cannon na sua teoria chamada de Teoria de Cannon em 1929. Baseado na sua teoria, na presença de um estímulo ameaçador, uma parte do cérebro regula as funções metabólicas e autonómicas de forma a preparar os musculos para qualquer acção violente subsequente, isto é, para ou fugir ou lutar. Um exemplo de uma reacçao autonómica é a libertação de adrenalina no corpo e algumas das manifestações fisiológicas incluem aumento da pressão sanguínea e do ritmo cardíaco (em resultado da concentração de adrenalina no corpo).


Se por algum motivo, fugir se revelar ineficaz ou impossível o animal muito provavelmente irá lutar para se defender. No entanto lutar, implica um esforço muito grande a nível energético e um risco ainda maior (o animal pode sair gravemente ferido) por isso é usualmente a última resposta fisiológica a operar.

É muito importante sabermos isto, porque quando muitas vezes assistimos a um cão a ser agressivo, assumimos imediatamente que ele está a ter uma reacção ofensiva, quando na realidade podemos estar a observar uma resposta fisiológica de fuga [flight].

Pode ser que aquele cão no passado, tenha tentado fugir e esta estratégia tenha sido ineficaz. Pode ser que tenha aprendido que a agressão ou o ataque é uma resposta mais eficaz no aumenta da distância entre ele e o estímulo percebido como uma ameaça. Pode ser que fugir fosse uma estratégia que não estivesse disponível (estar preso, de trela ou num canto sem saída por exemplo) e a resposta fisiologica de luta foi accionada. Existe muitas variantes a ter em conta, mas acima de tudo é muito importante sabermos que estas resposta fisiológicas são naturais, importantes para a sobrevivência da espécie e do indivíduo e incontroláveis pelo mesmo, isto é, não são executadas “de propósito” nem com segundas intenções.

Lembre-se que fight ou flight é a resposta ou reacção de um animal a uma situação percebida pelo mesmo como uma ameaça à sua sobrevivência, isto é, não somos nós que determinamos se é aceitável que o cão considere um determinado estímulo ou acção uma ameaça, mas sim o animal em questão e a resposta que esse estímulo gera.


A explicação para muita coisa

Vamos supor que o Bobby tem pavor da água. O João tinha por hábito agarrar na coleira dele e arrastá-lo para a banheira para o seu banho ocasional. Esta situação ocorreu diversas vezes e apesar as lutas constantes e da crescente resistência, o João conseguia sempre arrastar o Bobby para a banheira segurando-o pela coleira e usando a sua força considerável. Através de gritos, esperneios e algumas ameaças o João sempre conseguiu que o Bobby fosse parar à banheira.

Um dia estava o João sentado a ler o jornal na sala e o Bobby deitou-se aos seus pés. A filha do João entrou na casa de banho e ligou o chuveiro ao mesmo tempo o João agachou-se para fazer uma festa no pescoço do Bobby. O Bobby apanhado de surpresa quando viu a mão a aproximar-se de si reagiu mordendo a mão do João.

O que aconteceu aqui foi um caso de condicionamento clássico (aproximação da mão + som do chuveiro = vou tomar banho) e a resposta agressiva adveio do historial passado no qual o cão tentou escapar várias vezes à situação sem sucesso. Aqui temos uma situação clássica em que o comportamento escalou de uma situação de fuga para luta (defesa).

“Mas eu só queria fazer festinhas!” – diz o João

Naquela circunstância específica dada a combinação de factores o Bobby reagiu ao resultado mais provável. Não somos nós, que estabelecemos se a situação é uma ameaça ou não (e para nós nenhuma das situações é uma ameaça, nem ir ao banho nem fazer festas) mas obviamente que para o Bobby especificamente é porque a aproximação da mão foi associada com o barulho da água na casa de banho e a ida para o banho. Toda essa situação aversiva o Bobby sabe que não pode escapar e reage defensivamente.

Se entendermos o comportamento do cão desta forma analítica, conseguimos detectar mais rapidamente o problema, e consequentemente resolvê-lo de forma mais rápida e eficaz.

É muito importante portanto, retirar um historial exaustivo das interacções do cão, determinar com exactidão os estímulos presentes na altura do incidente e as consequências deste. Se abordamos um caso de agressão de forma leviana e com preconceitos, vamos não só falhar redondamente em resolver o problema como podemos inadvertidamente gerar outros.

Em suma, o entendimento de como estamos programados a responder a determinadas situações vai-nos permitir analisar de forma eficaz e precisa o comportamento do animal. O comportamento é algo fluente e complexo não é um bloco de cimento onde podemos carvar letras que aí permanecem indefenidamente. É necessário analisar todas as variantes que influenciam o comportamento e ter me conta todos os estímulos e condicionantes se queremos ser precisos e justos e os cães não merecem menos do que tudo isso.


Escrito por:
Claudia Estanislau
Its All About Dogs

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O que a cauda significa para o cão?


A cauda de um cão tem uma importância de auto expressão. Muitas raças não possuem a cauda longa e ficam desfavorecidos pois apresentam sinais mais sutis como abanar o rabo e acabam a balançar toda a  traseira quando estão felizes mas não conseguem mostrar a um outro cão sinais mais específicos como deixar a cauda empinada e isso pode resultar até mesmo numa briga.

Aqui vão alguns significados dos movimentos da cauda :
Cauda relaxada: o cão está relaxado e confortável
Pendurada horizontalmente mas não dura: o cão está atento a alguma coisa,está interessado em algo
Pendurada horizontalmente mas dura: o cão está enfrentando alguma situação desconhecida, ou um intruso.
Cauda erecta: o cão demonstra um sinal de autoridade e dominância
Cauda erecta e movimentação das costas : o cão mostra confiança e auto- controle
Cauda para baixo e perto das patas traseiras: Se as extremidades estão rígidas e abana um pouco a cauda significa que está transmitindo que não está se sentindo bem. Se as pernas estiverem ligeiramente curvadas demonstra insegurança.
Cauda escondida entre as pernas: medo ou submissão
Cauda levantada e com movimentos lentos e ritmados: sinais de um cão de guarda
Sacudindo levemente: sinal de boas vindas
Abanando com círculos amplos:"Eu gosto de Ti". Quando dois cães estão simulando uma luta , esse movimento confirma uma brincadeira
Abanando a uma baixa velocidade: Em um momento que se alguém estiver a treinar um cão e ele apresentar esse movimento ele estará a tentar dizer que está a querer entender o que a pessoa quer mas não está a conseguir. Assim que ele passar a entender, abanará a cauda mais rápido.
Movimentos de curto e lento: sinal de satisfação. 
Balançando rápido: excitação para uma actividade ou objeto desejado.

(mais uma vez aviso que o cão deve ser "lido" como um todo e não se deve apenas "ler" uma componente como a cauda, as orelhas, etc)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Interagindo com cães medrosos

O texto e as dicas que vou postar agora é de Nicole Wilde e são muito importantes, não só quando vamos lidar com cães medrosos, mas com qualquer cão estranho, seja sociável ou não.




" 1. Deixe o cão vir até si. Se o cão está assustado, devemos permitir-lhe que decida se vai aproximar-se ou não. Não o restrinja ou o force a aceitar o contacto de outrem. Lembre-se da resposta instintiva de “luta ou fuga", se lhe retirar a oportunidade de fuga a escolha do cão só poderá ser uma.

2. Vire-se de lado. Estar frente a frente para o cão é mais intimidatório que ficar parcial ou completamente de lado, até virar apenas a cabeça de lado fará um cão assustado ficar menos ansioso.

3. Não fixe o olhar…por favor! Um olhar fixo e directo é muito conhecido por entre o mundo animal (e no Metro de Nova York!). É perfeitamente normal olhar para o cão, apenas suavize a sua expressão e não olhe fixamente directamente para os olhos do cão.

4. Não ande a pairar. Inclinar-se sobre um cão medroso poderá aumentar a sua ansiedade para um nível que se torne defensivo.

5. Acaricie o cão de forma adequada. Aproximar-se de cães através de carícias na cabeça é uma péssima ideia. Tente visualizar esta interacção do ponto de vista do cão, uma palma da mão a aproximar-se de cima pode ser uma coisa assustadora. Costumo fazer demonstrações com crianças para ensinar-lhes a acariciar apropriadamente os cães. A criança desempenha o papel do cão. Digo-lhe que a vou acariciar de duas maneiras diferentes, e ela dir-me-á qual delas é a mais agradável. Primeiro levo lentamente a minha mão em direcção à bochecha da criança e acaricio-a, sorrindo e dizendo “lindo menino”. Depois aproximo bruscamente a minha mão da cabeça da criança e dou umas pancadinhas repetidas e digo em voz alta “lindo menino, lindo menino” Os miúdos invariavelmente gostam mais da primeira opção. Se os cães pudessem responder por eles próprios, nove em cada dez diria que gostavam mais da primeira opção também. Não se trata de dizer que os cães não podem ser acariciados no topo da cabeça, mas essas pancadinhas não são um bom método para a aproximação inicial. É mais sábio fechar a mão e mantê-la virada para baixo por baixo do nariz do cão para que possa cheirar, depois faça umas carícias no peito do cão e vá gradualmente movendo a mão por um dos lados até à cara ou corpo do cão, se notar que o cão está a sentir-se confortável com isso. Não agarre bruscamente a coleira de um cão, qualquer cão.

6. Baixe-se, não agarre por cima. Os cães pequenos em particular são muitas vezes agarrados bruscamente de cima quando se quer levá-los ao colo para outro sítio. Movimentos rápidos, directos ao cão, por cima da cabeça são muito mais assustadores que movimentos lentos e indirectos. Para levantar um cão pequeno do chão, agache-se, acaricie o cão durante uns momentos e depois de forma gentil coloque as mãos por debaixo da barriga e do peito e levante-o.

7. Tenha atenção ao seu sorriso. Enquanto os humanos interpretam o sorriso como algo amigável, o cão pode não gostar muito de ver o sorriso colgate. Uns dentes espectaculares são, no fim de contas, também muito conhecidos no mundo animal. Uma amiga minha acompanhou-me uma vez numa visita aos lobos do centro de resgate. Ela sentou-se pacientemente no chão, sem se mexer. Finalmente um grande lobo preto aproximou-se para a investigar. Ela não se conseguiu conter e sorriu com todos os dentes da sua boca. O lobo saiu disparado como se ela tivesse tentado dar-lhe uma paulada. A lição? Guarde os sorrisos colgate para os encontros amorosos ou com outros humanos. Sorria a canídeos com a boca fechada!
Bons treinos! "

Texto escrito por Nicole Wilde em gentleguidance4dogs

Retirado de: psicologia e dicas caninas

domingo, 29 de julho de 2012

Sinais de calma (Calming Signals)

Ontem estive a aprender um pouco sobre sinais de calma (calming signals), achei super interessante,e penso que se muitos donos e pessoas que trabalham com cães estivessem completamente cientes deles muitos dos ataques de cães e outros problemas poderiam ser evitados por isso aqui vai.
Sinais de calma, são usados pelos cães ​​para se acalmar, aos outros ou tentar acalmar uma situação.
Mas não se pode falar dos sinais de calma sem falar na Norueguesa Turid Rugaas treinador de cães que  observou a linguagem corporal canina, nomeadamente os sinais de calma, que são sinais que os cães dão a outros cães e a seres humanos quando se encontram em stress. Estes são os cães tentar neutralizar situações que de outra forma possam resultar em brigas ou agressões.

Aqui coloco um video de Turid Rugaas:



Os cães são animais que vivem em grupos e precisam de comunicar entre si. Eles usam uma linguagem universal,usando o próprio corpo. Um cão que vive em Portugal pode perfeitamente comunicar com qualquer cão do mundo, pois a linguagem é a mesma.
Os cães vivem num mundo de estímulos sensoriais: auditivos, olfactivos e visuais sendo assim facilitada a percepção de qualquer sinal ,até mesmo o mais ténue. Qualquer mudança de comportamento é facilmente notada.
Os cães tem mais de 30 sinais de calma (calming signals).
Da mesma maneira que os cães usam essa linguagem com os outros cães, também a usam com os humanos pois é a única que conhecem. Por isso é tão importante conhecermos a linguagem canina pois quando existe um conflito assim tão grande na comunicação,é gerada uma enorme frustração que pode até levar a agressividade, o que pode causar muitos danos no relacionamento humano - cão.
Alguns dos sinais de calma apresentado pelos cães ( estes sinais devem ser visto num todo com a situação e o ambiente em redor ao animal, pois alguns destes sinais podem-se dar por brincadeira ou outra situação)

Bocejar
O cão boceja quando alguém se inclina sobre ele, quando está na sala do veterinário, ou quando está entediado.

Lamber
Os cães lambem a ponta do nariz .

Afastar-se/ Olhar para os lados
Quando alguém chega de frente para um cão é possível perceber este comportamento ou quando alguém chega com raiva demonstrando sinais ameaçadores também se percebe facilmente. 

Play bow / Venia
Quando o cão abaixa as patas dianteiras e se curva, está a demonstrar sinais para acalmar alguém no grupo. 

Farejar o chão
Farejar o chão é algo muito comum de ser observado principalmente em grupos de filhotes.

Caminhar devagar
Um cão inseguro irá se mover lentamente. Alguma vez se encontrou numa alguma situação em que se encontrava irritado e o seu cão veio a andar calmamente na sua direção? Ele simplesmente estava a tentar acalmá-lo.

Congelar
Quando o cão está completamente parado seja sentado ou em pé ou deitado sem se mexer. 

Sentado e levantando uma pata
Geralmente o cão senta-se e levanta uma pata para acalmar outro cão.
Sentar tem um efeito muito calmante até mesmo em situação mais amedrontadoras quando o cão acaba sentado de costas para o proprietário ou outro cão.
Este é um sinal bem observado nos shelties.

Andar em curva
Este é um sinal freqüentemente usado como um sinal de apaziguamento.

outros sinais 
sorrir
lamber a boca
abanar ao rabo -
urinar em si mesmo
deixar os ouvidos encostados na cabeça
deitar com a barriga contra o chão
bater os dentes