"Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?"Hebbel , Christian





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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ashley Whippet, o Rei do Frisbee



Ashley Whippet, nascido em 1971,  foi o primeiro e também o melhor cão treinado para campeonatos de Frisbee. Três vezes campeão do Canine Frisbee Disc World Championship, foi muito famoso durante a década de 70 e o responsável pela popularização do esporte Frisbee Canino.

Ashley ganhou este nome graças a sua cor de "cinza de cigarro" (ash, em inglês) e também em homenagem a Ashley Wilkes, personagem do livro E o Vento Levou. Mais tarde sua cor se tornaria preto e branco. Seu dono, Alex Stein, um estudante de 19 anos de Ohio, cedo descobriu o talento de seu cão, e se mudou para Hollywood na esperança de conseguir um contrato para Ashley. 

Seus esforços foram em vão até que, em 1974, decidido a mostrar o que o seu cão podia fazer para um grande público, Alex invadiu uma partida de baseball durante o intervalo do jogo entre os Los Angeles Dodgers X Cincinnati Reds  e começou a atirar discos para Ashley no meio do estádio. Ashley, na época com 6 meses, levou a multidão ao delírio com a sua extraordinária capacidade de apanhar os discos correndo a uma velocidade de 56Km/h e saltando acima de 2,5m de altura.

O sucesso foi tanto que o jogo ficou parado por cerca de 8 minutos enquanto o publico assistia Ashley  pegar todos os discos que seu dono atirava. A apresentação só parou quando Alex foi escoltado para fora do campo, sendo detido e multado em U$ 250 por invadir o estádio.
   
Na confusão Ashley foi separado de Alex, que temia nunca mais ver seu o cão novamente. Por sorte, as notícias se espalharam e, 3 dias depois, um jovem que tinha levado Ashley para sua casa viu um artigo no jornal sobre o incidente e devolveu o cão para seu dono.

Como a partida de baseball foi televisionada, a apresentação rapidamente ganhou fama e no ano seguinte os primeiros campeonatos de Frisbee Canino começaram a ser organizados. Depois da estréia bombástica, Ashley Whippet se transformou em celebridade canina, participou de quase todos os programas de TV da época, entreteu audiências em muitos jogos de baseball e basquete e até se apresentou na Casa Branca.  

Ashley foi três vezes campeão do Canine Frisbee Disc World Championships  em 1975, 1976 e 1977. Sua performance como disc dog foi exibida no documentário de curta metragem Floating Free indicado ao Oscar de 1977.  


Alex e Ashley no Rose Bowl

 
Em 1980 Ashley não mais competia, mas ainda fazia apresentações pelo país e era capaz de proezas aparentemente impossíveis. Uma delas ocorreu quando ele correu todo o campo de futebol do Rose Bowl e fez uma grande captura de um Frisbee quando este estava prestes a bater no chão.

"Chame-me louco, mas eu juro que Ashley fez uma reverência, reconhecendo a merecida homenagem da multidão no estádio", escreveu Irv Lander em sua biografia sobre o cão, apropriadamente intitulada Ashley Whippet. 

Segundo seu dono, Ashley gostava de se apresentar para um grande público, ele "pulava, girava e se contorcia em uma captura porque sabia que estava agradando as pessoas".
   
Ashley se tornou cão propaganda da empresa de alimentos caninos Gaines, teve 60 filhotes e 12 netos. Uma de suas filhas, Lady Ashley, viajou pelo país promovendo os produtos Gaines.

Reconhecido como o criador do esporte Frisbee Canino, Ashley viveu o suficiente para ver a modalidade Catch & Fetch ser oficialmente rebatizada de Ashley Whippet Invitational em 1982.

Ashley lançou as bases para o esporte canino e levou uma vida ativa e atlética até sua morte em 11 de março de 1985, na idade de 14 anos.  Seu corpo foi cremado e mantido em uma urna. O evento de Frisbee Canino atraiu mais de 15.000 cães durante os últimos anos.

Em 1999 a USA TODAY reconheceu Ashley Whippet como um dos Maiores Animais Atletas do Século.

Amado por todos e reconhecido universalmente como o maior atleta de Frisbee Canino que já existiu, Ashley Whippet ainda vive como uma LENDA a inspirar outros donos de cães esportistas. Seu nome se tornou sinônimo de Frisbee.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Faith – uma história incrível!


Faith – uma história incrível!
Esta cadelinha que nasceu apenas com três patas. Quando o filho de sua dona (Jude Stringfellow), a encontrou, ela ainda tinha uma das patas da frente, que logo teve que ser amputada, por estar atrofiada. Muitos veterinários a orientaram a sacrificar a pequenina e tão frágil cadelinha, pois afirmavam que ela jamais seria capaz de caminhar e ser independente...




Mas a dona tinha fé... E deu exatamente este nome à nova amiga: Faith! Decidida a não sacrificá-la, ensinou-a a caminhar sobre as duas patas de trás utilizando colheres cheias de pasta de amendoim, que a cadelinha adora! Hoje, vendo imagens e vídeos de Faith, podemos ver uma companheira fiel à dona e à família que a acolheu, tendo adaptado-se perfeitamente à sua condição física diferente. Ela caminha sozinha, cheira os ambientes, brinca, abana o rabo quando está feliz, como qualquer outro cão.

Mais um exemplo para nós, humanos. A superação e adaptação de Faith mostram com clareza que tudo é possível quando há perseverança e alegria de viver, de buscar aquilo que nos faz bem.


A história dela é levada a várias pessoas, inclusive para escolas que são visitadas pela dona com sua pequenina especial, onde todos ficam comovidos com a alegria e independência de Faith mesmo diante de sua diferença.


Sim, ela nos faz pensar. Como me disse uma veterinária certa vez: os cães são um exemplo para os humanos na medida em que não sentem pena de si próprios, por pior que seja sua situação. Isso os faz viver bem e com qualidade mesmo diante das mais dolorosas realidades...

domingo, 24 de junho de 2012

Wendy, a Incrível Whippet


O Whippet (muito conhecidos por galgos) é bem conhecido por sua forma aerodinâmica, o que o torna um dos cães mais velozes do mundo. Segundo estudos realizados pelo The National Institute of Health, um gene aumenta o tamanho dos músculos de cães da raça Whippet, possibilitando que consigam correr até 60 Km/h. Curiosamente, alguns exemplares dessa raça desenvolvem uma musculatura anormal, causada por uma mutação genética que ocorre, sobretudo quando se cruza dois cães velozes.

A Whippet Wendy representa um caso ainda mais peculiar porque possui duas cópias deste mesmo gene, e neste caso a matemática aplica-se: tornando-se um cão duplamente mais musculoso do que um portador de apenas uma cópia do gene, que só por si já causaria efeitos… Este gene foi visto antes em humanos, ratos, bovinos e ovinos, diz o estudo. Muitas pessoas comparam Wendy com um pitbull com uma cabeça de alfinete ou a apelidam de Incrível Hulk.

Wendy pesa 27 quilos, sendo a maior parte de pura massa muscular…
Esqueça a chamado "barriga de tanquinho", Wendy tem um robusto abdome e os músculos em torno de seu pescoço são tão espessos que parece uma juba de leão. "As pessoas se referem a ela como Arnold Schwarzenegger", diz a proprietária coruja Ingrid Hansen, afagando sua lustrosa pelagem negra.

Um whippet super musculoso é chamado de Bully Whippet, não por causa de sua natureza agressiva, mas devido ao seu tamanho. Windy tem cerca de duas vezes o peso de um whippet, mas com a mesma altura e a cabeça um pouco mais estreita, coração e pulmões do mesmo tamanho, o que significa que ela provavelmente não vai viver tanto quanto os whippets normais.


Ingrid Hansen adquiriu Wendy aos 8 meses de idade. Agora ela tem quatro anos e convive bem com outros cães e cavalos.  Segundo sua dona, as pessoas frequentemente sentem medo quando o  "saco de músculos" corre até elas, mas logo percebem que, apesar de sua aparência, ela é amigável e se revela o animal mais dócil do mundo.






segunda-feira, 18 de junho de 2012

Stubby



O Sgt Stubby o cão mas condecorado da Primeira Guerra mundial.
Adoptado pelo Soldado J. Robert Conroy durante o treino do Exercito nos campos da Universidade de Yale em 1917, este chamou-lhe "Stubby", e logo o cão se tornou a mascote da 102ª de Inf. da 26ª Div. ( Yankee Division). Ele aprendeu as chamadas da corneta, os treinos, e até mesmo uma continencia canina (ele colocava a pata direita sobre a sua sobrancelha direita quando uma saudação era executada pelos seus companheiros soldados). Stubby teve um efeito positivo sobre o moral, e foi autorizado a permanecer no campo, mesmo quando os animais eram proibidos.
Quando a sua  divisão  foi enviado para a França a bordo do USS Minnesota, Conroy contrabandeou Stubby a bordo, escondido no depósito de carvão até que o navio estava em alto mar, ai Stubby foi trazido ate ao convés, onde os marinheiros foram imediatamente conquistados pelo soldado canino. Stubby foi mais uma vez contrabandeado para fora do navio e logo descoberto pelo Comandante de Conroy.  O comandante permitiu que Stubby  permanece-se depois de Stubby  lhe ter feito uma continência.

Quando a  26ª Div.  foi para a linha de frente na França, foram dadas ordens especiais a Stubby  que o permitissem acompanhar a Divisão para a linha de frente como mascote oficial. A Infantaria 102th alcançou a linha de frente em 05 de Fevereiro de 1918. Stubby logo se acostumou ao sons de tiros e fogo de artilharia pesada. O seu primeiro ferimento de batalha ocorreu na exposição ao gás, ele foi levado para um hospital de campo nas proximidades onde foi tratado. Quando ele se recuperou, voltou para as trincheiras a lesão deixou-o sensível ao mais ínfimo traço de gás. Numa manhã sua divisão foi atacada  com gás, a maioria dos soldados ainda dormiam Stubby reconheceu o gás e atravessou a trincheira  latindo e mordendo os soldados, incitando-os a soar o alarme de gás, havendo tempo para se preparar para o ataque e salvando muitos soldados.

Stubby também tinha um talento para a localização de feridos entre as trincheiras na "Terra de Ninguém",  ele ouvia o som em Inglês e, em seguida, ia até o local, latindo até que os paramédicos chegassem, ou guiava os soldados perdidos de volta para a segurança das trincheiras. Ele ainda capturou um espião alemão próximo das trincheiras aliadas, começou a latir quando o alemão fugiu,  Stubby atacou-o  fazendo com que o soldado tropeçasse e caísse. Ele continuou a atacar o homem até que os soldados americanos chegaram e capturassem o espião inimigo, Stubby foi promovido ao posto de sargento pelo comandante da 102th. Ele tornou-se o primeiro cão a receber um posto nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

Stubby foi novamente ferido durante um ataque com granadas, recebendo uma grande quantidade de estilhaços no peito e na perna. Foi transportado à pressa para um hospital de campo e mais tarde transferido para um Hospital da Cruz Vermelha de recuperação para a cirurgia adicional. Stubby quando ficou bem o suficiente para se deslocar ao hospital, ele visitou soldados feridos aumentando a sua moral.

Até o final da guerra, Stubby tinha servido em 17 batalhas e 4 ofensivas. Ele liderou as tropas americanas num desfile, passou revista as tropas e estava com o presidente Woodrow Wilson . Ele visitou a Casa Branca mais duas vezes e conheceu presidentes Harding e Coolidge. Stubby recebeu muitas medalhas pelo seu heroísmo, incluindo uma medalha da Humane Society, que foi apresentado pelo General John Pershing, o Comandante Geral da Exércitos dos Estados Unidos. Ele foi premiado com um membro da Legião Americana e do YMCA.

Quando seu dono, J. Robert Conroy, começou a estudar Direito na Universidade de Georgetown , Stubby tornou-se a mascote da Hoyas Georgetown. Morreu em 1926, o seu obituário no New York Times teve três colunas de largura por meia página de comprimento, consideravelmente mais do que muitos notáveis de seu tempo.









domingo, 17 de junho de 2012

Strelka e Belka

Então cá estamos nós para mais um fim de semana em grande,e que boa maneira de acabar este sábado  conhecer mais uns amigos famosos? Sim acredito que haja mais umas mas de qualquer maneira cá vai a historia de Strelka e Belka :)


Strelka e Belka foram os dois primeiros seres vivos a ir ao espaço e voltar em segurança aTerra, a bordo do Sputnik 5 em 19 de Agosto de 1960. Além de Strelka e Belka a tripulação do Sputnik 5 incluia um coelho cinza, 40 camundongos, 2 ratos, algumas moscas, plantas e fungos, após um dia no espaço, todos retornaram em segurança. Após a viagem do Sputnik 5, muitos outros cães foram enviados ao espaço, pelo menos 57 no total, a grande maioria sobreviveu, alguns poucos morreram por problemas técnicos no módulo espacial.

Assim como Laika, Belka e Strelka eram cães de rua, que foram recolhidas por abrigos e selecionadas para o programa espacial soviético.


O nome “Belka“em russo significa “esquilo” e “Strelka” significa “pequena flecha”. Após voltarem do espaço elas continuaram sob os cuidados do governo e, quando Strelka teve uma ninhada de seis filhotes, um deles, chamado “Pushinka” que significa “fofinho” foi dado como presente a Caroline Kennedy, filha do presidente John Kennedy pelo premier Soviético Nikita Khrushchev. Os descendentes de Pushinka ainda vivem atualmente.


Após as mortes de Strelka e Belka, seus corpos foram  convervados e estão em exposição.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Laika




Quase toda a gente sabia até há uns 20 anos qual foi a primeira cadela no espaço. Mas poucos sabem enfim qual a verdadeira história desta cadela e dos outros cães no espaço, inicialmente todos cães recolhidos nas ruas de Moscovo.


A primeira utilização de cães  na história da conquista do espaço foi a 15 de Aosto de 1951 com Dezik e Tzygan, que efectuaram com sucesso um vôo sub-orbital.Dezik e Lisa efectuaram outro vôo em Setembro do mesmo ano mas não sobreviveram, foram as primeiras vítimas da exploração espacial. Com sucessos e fracassos numerosos vôos sub-orbitais são levados a cabo até 1960, cabendo o recorde de sucessos a uma cadela chamada Otvazhnaya  com 5  lançamentos.

Todos estes nomes no entanto cairam no esquecimento, somente um sobreviveu. Laika.
A sua histórias começa em 4 de Outubro de 1957 quando o Sputnik I, o primeiro satélite artificial é colocado em órbita. durante 22 dias o orgulho da União Soviética orbita a terra. Dez dias após o lançamento Nikita Krutschev ordena que se lance um novo satélite desta vez com um ser vivo a bordo. a fim de celebrar o quadragéssimo aniversário da revolução, que terá lugar em 7 de novembro. Serguei Korolev, o director do programa espacial em Baikonur, a cidade das estrelas, diz ser impossivel antes de Dezembro. Assim o Sputnik II não é preparado sem desenho preliminar e sem testes de fiabilidade, uma preocupação que normalmente por si seria fatal.


Assim no Dia de 3 Novembroàs 22 horas e 28 minutos, é lançado o novo satélite tendo a bordo a cadela Laika.

Laika uma pequena cadela meiga de pêlo branco e negro de dois anos de idade, pesa 6 quilos. È fixa por correias ao habitáculo e alimenta-se de uma ração à base de àgar-agar,pãp em pó, carne e gordura. Antes de ser seleccionada  teve de passar diversos testes de vôo que incluem  suportar vibrações, forças G através de um exigente simulador de vôo. Um reservatório na base do seu facto recebe as suas urinas e excrementos.Diversos instrumentos medem a sua pressão arterial, ritmo cardíaco, frequência respiratória e atividades motoras.


Aquando do lançamento, devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações Laika começa a uivar incessantemente.Durante a aceleração encontra-se fixada ao chão da cabina com um ritmo cardíaco quase 3 vezes superior ao normal. Em imponderabilidade quando  deixa de  sentir a atracção da terra, o seu ritmo cardíaco estabiliza.

Sempre se soube que Laika não deveria voltar viva à terra, pois o Sputnik II não possuia forma de o fazer. Várias versões correram desde  se referir que após 7 dias uma dose de veneno seria automáticamente adicionada à sua ração diária.Outra ainda refere que morreria  por asfixia ou por emissão de um gás mortal. A verdade soube-se somente em 2002.

Existiam graves problemas de regulação térmica, o satélite aqueceu em excesso devido a má separação do foguete propulsor e  a inexistente  protecção contra as radiações solares . Após 4 a 5 horas de vôo Laika faleceu pelo calor. Igor Ushakov, chefe da administração médico-militar do Ministério da Defesa russo, afirmou que "O voo de Laika permitiu mostrar a possibilidade de que um animal altamente organizado pode sobreviver em condições de falta de gravidade, e obter informação sobre o estado de seu organismo durante o voo orbital". Contráriamente à versão oficial, o lançamento da primeira cadela no espaço foi um fracasso. 

A 14 de Abril de 1958, após percorrer 100 milhões de quilómetros, 2570 revoluções  de 104 minutos à volta da terra o Sputnik II consome-se na atmosfera com os restos mortais de Laika.

 A 14 de Abril de 1958 Strelka e Belka, dois outros cães partem ao espaço e regressam à terra sãos e salvos após 18 revoluções.

No total 14 cães  estiveram em órbita durante os anos 60, sendo que quatro encontraram a morte.

Os soviético a homenagearam com uma participação no Monumento aos conquistadores do espaço em Moscou, Laika e Lenin são os únicos dois personagens do monumento identificáveis pelo nome. O seu nome também consta na placa comemorativa aos astronautas mortos na “cidade espacial” em Moscou.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Hachiko


Vida

Em 1924, Hachikō foi levado para Tóquio pelo seu dono, Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. O professor Ueno, que sempre fora um amante de cães, nomeou-o Hachi (Hachikō é o diminutivo de Hachi) e encheu-o de amor e carinho. Hachikō acompanhava Ueno desde a porta de casa até à, não distante, estação de trens de Shibuya, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos a noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde o professor não retornou no seu comboio usual, como de costume. A vida feliz de Hachikō como o animal de estimação do professor Ueno foi interrompida apenas um ano e quatro meses depois. Ueno sofrera um AVC na universidade naquele dia, nunca mais retornando à estação onde sempre o esperara Hachikō.
Em 21 de maio de 1925, o professor Ueno sofreu um derrame súbito durante uma reunião do corpo docente e morreu. A história diz que, na noite do velório, Hachikō, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e foi para a sala onde o corpo estava colocado e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz, que quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachikō pulou dentro do caixão e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.
Depois da morte do dono, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que moravam em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, e, quando  se passou um ano e ele ainda não se tinha  acostumado à sua nova casa, foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um cachorro. Mas Hachikō fugiu daquela casa várias vezes também. Ao perceber que seu antigo mestre já não morava na casa em Shibuya, Hachikō ía todos os dias à estação de Shibuya, e esperava que ele voltasse para casa. Todos os dias ele ía e esperava a figura do professor Ueno entre os passageiros, saindo somente quando a fome o obrigava. E  fez isto dia após dia, ano após ano, no meio dos apressados passageiros. Hachikō esperava pelo retorno do seu dono e amigo.
A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachikō e o professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram, então, a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.
Por dez anos contínuos Hachikō aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do comboio na estação, na esperança de reencontrar o seu dono.
Hachikō finalmente começou a ser percebido pelas pessoas na estação de Shibuya. Naquele mesmo ano, um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde conheceu a história da vida de Hachikō. Coincidente-mente o aluno era um pesquisador da raça Akita e, logo após seu encontro com Hachikō, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época, havia apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachikō da estação de Shibuya. O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachikō.
Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, onde foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachikō e, prontamente, enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachikō tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto, quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachikō, todo o povo japonês soube sobre ele e ele tornou-se uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e  tornou-se modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachikō como exemplo para educar crianças.
Em 21 de abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachikō, esculpida pelo renomado escultor Tern Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado "Linhas para um cão leal". A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas. Pelo país afora a fama de Hachi se espalhou e a raça Akita cresceu. Hachi foi convidado várias vezes para aparecer como um convidado em mostras de cães, e também miniaturas e cartões postais dele começaram a ser feitos.
Porém, mais tarde, a figura e lenda de Hachikō foi distorcida e usada como símbolo de lealdade ao Estado, aparecendo em propagandas que difundiam o fanatismo nacionalista que acabaram levando o país à Segunda Guerra Sino-Japonesa, no final da década de 1930 e também à Segunda Guerra Mundial. Lamentavelmente, a primeira estátua foi removida e derretida para armamento durante a Segunda Guerra Mundial, em abril de 1944. No entanto, em 1948 uma réplica foi feita por Takeshi Ando, filho do escultor original, e reintegrada no mesmo lugar da anterior, em uma cerimônia em 15 de agosto. Esta é a estátua que está, ainda hoje, na Estação de Shibuya e é um ponto de encontro extremamente famoso e popular.

Morte

A fama repentina de Hachikō fez pouca diferença na sua vida, pois continuou exatamente da mesma maneira como antes. Todos os  dias, ele partia para a estação de Shibuya e esperava lá pelo Professor Ueno  voltar para casa. Em 1929, Hachikō contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais, e ele já estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a criatura orgulhosa e forte que tinha sido uma vez. Ele poderia ter sido confundido com qualquer cão mestiço.
Como Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de dirofilariose. Na madrugada de 8 de março de 1934, com idade de 11 anos, ele deu seu último suspiro em uma rua lateral à estação de Shibuya. A duração total de tempo que ele tinha esperado, saudoso, seu mestre, foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachikō apareceu as primeiras páginas dos principais jornais japoneses e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado.
Seus ossos foram enterrados num canto da sepultura do professor Ueno (no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio), para que ele finalmente se reencontrasse com o mestre a quem ele havia ansiado por tantos anos. Sua pele foi preservada e uma figura empalhada de Hachikō pode ainda ser vista no Museu Nacional de Ciências em Ueno.
Todo dia 8 de Abril é realizada uma cerimônia solene na estação de trem, em homenagem à história do cão leal.
A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seus proprietários.
Onde quer que estejam e para aonde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação.
Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu Akita, o governo japonês assume sua guarda.
Devido a todas suas qualidades, uma das províncias japonesas recebeu seu nome, Akita-Ken.


Filmes
Em 1987, um filme japonês chamado Hachikô monogatari foi lançado e contava a história do famoso cachorro e seu dono. Uma refilmagem americana foi feita em 2009, intitulada de Hachiko: A Dog's Story, com Richard Gere, e ajudou a popularizar a história do famoso cão no ocidente.



domingo, 3 de junho de 2012

Barry, o São Bernardo


No ano de 1050, monges criaram em Valois, na Suiça, a pousada do Grande São Bernardo, mas os cães da raça São Bernardo, só chegaram ao lugar em 1660, trazidos por nobres das proximidades, para proteger os monges dos bandidos.

Conta-se que em maio do ano de 1800, Os São Bernardos guiaram o exército de Napoleão, quando marchavam sobre Marengo, atravessando o desfiladeiro. Graças a estes cães, nenhum dos 40 mil homens se perdeu.

No mesmo ano, em 1800, nasceu Barry, que se tornou o mais famoso cão da raça São Bernardo. O nome “Barry” ao contrário do que possa parecer não tem nada a ver com o nome próprio inglês, trata-se de uma derivação do nome suíço “Bär” que significa “urso”. Era comum na época que os monges de São Bernardo treinassem os cães para socorrer as pessoas perdidas na neve sobre os Alpes, mas Barry foi o mais famoso destes cães por ter sido aquele que salvou mais pessoas durante sua vida, Barry salvou a vida de mais de 40 pessoas da neve, escreveu Meisner, em 1916. 


Um dos resgates mais famosos de Barry foi o de uma criança que estava coberta de neve num local alto onde nenhum dos monges conseguia alcançá-la, mas Barry escalou a saliência rochosa e acordou a criança, que estava inconsciente devido ao frio, lambendo seu rosto. A criança segurou-se aos pêlos de Barry e ele trouxe-a nas suas costas até onde os monges pudessem alcançá-la e socorrê-la. A imagem deste resgate tornou-se um cartão postal famoso da época de Barry.


Barry morreu em 1814, aos 14 anos de idade, o seu corpo foi conservado e encontra-se exposto no museu de história natural de Berna na Suíça. A França  também prestou  homenagem a Barry construindo uma estátua em sua memória na entrada do cemitério de animais de Paris ( imagem no inicio).


Actualmente o canil da pousada do grande São Bernardo é mantido pela fundação Barry que sobrevive de doações, e tradicionalmente o melhor e maior macho de cada geração a nascer no local  é baptizado de Barry.




Cães Famosos

Ao longo da história conjunta do Ser Humano com o Cão, muitos dos nossos amigos caninos ficaram famosos, seja pela sua bravura em guerra, seja pela demonstração de amor e fidelidade ao dono ou simplesmente como personagens em livros e em filmes. Muitos deles são famosos apenas na sua terra natal ou ficaram famosos apenas por pouco tempo, mas todos eles merecem ser lembrados.


Por isso a partir de agora vou tentar todas as semanas fazer um post onde presto a minha homenagem aos grandes cães da  história, aos amigos fiéis, aos defensores, aos soldados, aos que cuidaram de nós, aos que nos salvaram, aos atletas, aos maiores e menores cães, aos cães austronautas, entre tantos outros, inclusive àqueles que só existiram na ficção como personagens de filmes, livros e desenhos animados mas que encheram a imaginação de muitas gerações.



Aos amigos fieis:

“Os espinhos podem magoar-te,os homens podem abandonar-te, a luz do Sol pode transforma-se em nevoeiro, mas nunca ficarás sem um amigo se tiveres um cão” – Douglas Mallock